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BC
Manchete em O Globo aborda “novo capítulo” em “cruzada” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. O petista argumentou que os senadores podem trocar o comando da autarquia.
Lula cobrou que os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e do Planejamento, Simone Tebet, estejam atentos à atuação do presidente do BC. A reportagem cita que Haddad e Tebet compõem com Campos Neto o Conselho Monetário Nacional (CMN).
O diário carioca cita que o titular da Fazenda atuou para distensionar o ambiente, enquanto senadores de diversos partidos não veem “clima” para uma troca no comando do BC. O mercado defendeu a autonomia do órgão.
Já a manchete da Folha de S.Paulo destaca que o presidente do Banco Central defendeu ontem a autonomia da autarquia e argumentou que a independência traz como resultado um melhor custo-benefício da política de juros ao país. De acordo com Campos Neto, a desconexão do ciclo de política monetária com o ciclo político é um dos principais ganhos da autonomia formal.
O Estado de S. Paulo acrescenta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está sendo aconselhado por ministros a amenizar o tom no confronto com o presidente do BC. Segundo o jornal, interlocutores de Lula alertaram que esse confronto só tem contribuído para aumentar o chamado prêmio de risco pedido por quem compra os papéis do Tesouro e financia o governo, impactando a curva de juros.
Copom
O Estado de S. Paulo noticia que a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada ontem afirma que diretores do Banco Central (BC) consideram que as medidas anunciadas pelo Ministério da Fazenda podem reduzir a inflação.
No entanto, o documento do Copom chamou a atenção para os “desafios” para que as iniciativas sejam colocadas em prática. Segundo a direção do BC, pacote anunciado “atenuaria os estímulos fiscais sobre a demanda, reduzindo o risco de alta sobre a inflação”.
A autarquia lembrou que ‘será importante acompanhar os desafios na sua implementação”. As medidas propostas pelo ministro Fernando Haddad ainda precisam passar pelo Congresso Nacional.
O Globo publica que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a ata do Copom foi mais “amigável” em relação às políticas do governo. A reportagem acrescenta que analistas de mercado, apesar de admitirem ver na menção ao pacote fiscal um gesto de conciliação, avaliam que a ata corroborou o tom mais duro visto no anúncio da manutenção da Selic em 13,75%.
Segundo os especialistas, o Copom primeiro vai querer ver o pacote de Haddad oficializado e posto em prática para avaliar se as medidas resultarão em alívio no déficit primário, ancorando as expectativas de inflação.
Inadimplência
Valor Econômico conta que o aumento do nível de endividamento das famílias, decorrente do aumento do custos de vida, amplia os índices de inadimplência nos bancos e o cenário pode ser ainda de mais estresse no futuro, considerando o aumento das renegociações de empréstimos e uma expansão de acelerada de produtos de crédito com margens mais altas.
A avaliação é da Moody’s e aparece em relatório assinado por Daniel Girola, vice-presidente e analista sênior na agência de risco. No documento, ele destaca que a pressão sobre a renda das famílias brasileiras continua alta, mesmo com uma melhora no mercado de trabalho e com a redução da inflação.
O jornal acrescenta que o ministro da Fazenda disse que o programa Desenrola, voltado para famílias inadimplentes de baixa renda, pode ter impacto, no limite, em 100 milhões de brasileiros. Ele disse que vai concluir o desenho do programa com o presidente em breve. “Temos 70 milhões de CPFs negativados, desses, 50 milhões são de população de zero a 2 salários mínimos”, disse o ministro. Como há familiares que dependem desses negativados, ele explicou que o programa pode alcançar a renda de 100 milhões de brasileiros. “Se não desatar esses nós, não vai reestruturar a vida desses brasileiros”, disse.
Arrecadação
Valor Econômico adianta que a arrecadação tributária no país em 2022 trouxe um fato inédito: a receita de ICMS obtida pelos Estados, historicamente o tributo com maior arrecadação do país, ficou quase R$ 20 bilhões ou 3% abaixo do Imposto de Renda. O tributo federal liderou o ranking. Segundo a Receita, o total de IR pago em 2022 alcançou R$ 710,13 bilhões e o ICMS, R$ 690,21 bilhões. Em 2021, a arrecadação do IR foi 16% menor que a do ICMS.
Diesel
Folha de S.Paulo, Valor Econômico e Correio Braziliense informam que a Petrobras vai reduzir em 8,9% o preço do diesel nas refinarias a partir de hoje. Segundo a estatal, o preço médio do produto cairá de R$ 4,50 para R$ 4,10 por litro. O preço da gasolina, por outro lado, permanece inalterado.
A reportagem pontua que esse é o primeiro corte da gestão de Jean Paul Prates e era esperado pelo mercado. A estatal vinha operando com preços bem mais altos do que as cotações internacionais do produto.
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