IBS
Manchete no Valor Econômico destaca que o novo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que pode resultar da reforma dos tributos sobre consumo, só deve começar a ser aplicado em 2025.
A previsão consta de cronograma considerado possível pelo secretário especial de Reforma Tributária, Bernard Appy. Segundo ele, uma possibilidade é aprovar a emenda constitucional da reforma tributária sobre consumo na primeira metade do ano.
A reportagem ressalta que uma lei complementar definindo detalhes imprescindíveis para garantir segurança jurídica do IBS, porém, só seria enviada ao Congresso no primeiro semestre do ano que vem.
Folha de S.Paulo acrescenta entrevista com o Reginaldo Lopes (PT-MG), coordenador do grupo de trabalho da reforma tributária na Câmara, que revela que a tributação sobre o consumo pode contemplar a devolução de imposto sobre despesas com saúde, educação e alimentação.
Segundo Lopes, seria uma forma de compensar um possível aumento da carga sobre esses itens da cesta de consumo, caso seja definida uma alíquota unificada para todos os produtos e serviços no país.
Reforma tributária
Valor Econômico expõe que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reuniu ontem como líderes e representantes partidários para uma primeira reunião sobre a reforma tributária.
Conforme Valor, o encontro serviu para mostrar que o governo dará prioridade ao tema e “sensibilizar” os deputados sobre a sua importância. Na reunião, Haddad defendeu que o país não terá crescimento forte sem a simplificação dos tributos.
A reportagem cita que o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE) disse que o ministro foi “muito firme” ao dizer que a reforma “é prioridade”.
Com chamada na capa, O Estado de S. Paulo repercute declaração do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), de que o governo ainda não tem base no Congresso para aprovar matérias que exigem votos para alterar a Constituição, como é o caso da reforma tributária.
Além disso, Lira afirmou que, nos próximos dias, após o Congresso instalar as comissões, haverá um “teste” da dinâmica entre um governo de centro-esquerda e um Legislativo mais reformista e liberal.
O deputado ressaltou a uma plateia de empresários que haverá um esforço “incansável” para aprovar a reforma tributária “possível”. Ele tem dito a interlocutores que a reforma poderia ser aprovada no plenário já em maio.
Desenrola
O Globo, O Estado de S. Paulo e Valor Econômico relatam que o programa Desenrola, promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para renegociação de dívidas, deve alcançar 37 milhões de pessoas. O objetivo é cobrir um total de R$ 50 bilhões em débitos. Para garantir que os juros sejam atraentes para quem tem dívidas em atraso, o governo fará um aporte de R$ 10 bilhões no FGO.
Trata-se do mesmo fundo garantidor usado para abastecer o Pronampe, programa criado durante a pandemia para financiar micro e pequenas empresas. Ele será usado para cobrir a inadimplência nas operações voltadas para quem tem renda de até dois salários mínimos.
Poupança
O Estado de S.Paulo conta que a caderneta de poupança teve novo mês de saques em fevereiro, depois de ter registrado em janeiro o maior volume de perdas de recursos da série histórica da aplicação, iniciada em 1995. As retiradas superaram as aplicações em R$ 11,515 bilhões no mês passado, em um contexto de juros elevados, economia com ritmo fraco de crescimento, inflação e aumento do endividamento da população.
Em fevereiro, foram aplicados na poupança R$ 279,927 bilhões, enquanto R$ 291,442 bilhões foram sacados pelos brasileiros No ano fechado de 2022, a captação líquida foi negativa em R$ 103 bilhões, o pior volume da história da poupança.
Selic
Valor Econômico registra que os sinais de enfraquecimento da atividade econômica têm se acumulado, estimulando uma intensificação das discussões, entre os participantes do mercado, sobre quando o BC terá espaço para começar a reduzir a taxa básica de juros. As crescentes preocupações com a saúde do mercado de crédito têm se somado a esse ambiente, o que já se reflete no comportamento dos juros futuros, que embutem nos preços alguma chance de início dos cortes na Selic em maio.
Gasolina
O Estado de S. Paulo traz que o preço médio da gasolina já subiu 3,3% nos postos de abastecimento do país, em menos de uma semana depois da reoneração dos combustíveis. Segundo pesquisa da ANP, o litro do produto passou de R$ 5,08 para R$ 5,25 entre 26 de fevereiro e 4 deste mês. |