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Reforma tributária
O Globo noticia que o governo está decidido a iniciar a reforma tributária pela mudança nos tributos sobre consumo, deixando as alterações no Imposto de Renda para um segundo momento.
Conforme o jornal, a equipe econômica discute com parlamentares ajustes nos projetos que já tramitavam no Congresso.
O líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), afirmou que a proposta final será uma fusão dos textos das PECs 45 e 110, que já foram discutidas no Congresso.
Banco Central
Manchetes em O Globo e Valor Econômico destacam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante a posse de Aloizio Mercadante na presidência do BNDES, ontem (6), voltou a criticar o patamar atual dos juros.
Em discurso, Lula atacou diretamente a autonomia do Banco Central (BC). “Se a classe empresarial não se manifestar, eles não vão baixar juros”, disse. Ele lembrou de críticas a seu primeiro mandato, quanto praticava taxas de 10%.
O Globo cita que o governo pretende convencer o presidente do BC, Roberto Campos Neto, a adotar uma gestão mais focada no crescimento e também que ele diminua o alinhamento externo ao bolsonarismo.
Impactos
Folha de S.Paulo acrescenta que ruídos gerados pelas críticas do presidente Lula ao Banco Central e à condução da política monetária têm aprofundado a piora das expectativas de inflação e pressionado os juros.
A reportagem detalha que o boletim Focus mostrou ontem (6) que a projeção para o IPCA para este ano saltou para 5,78%, ante 5,74% na semana anterior. É a oitava semana seguida que a pesquisa traz uma revisão para cima do índice.
Além disso, para o próximo ano, a expectativa também subiu, passando de 3,90% para 3,93% – terceira elevação consecutiva. Para a Selic, a projeção se manteve estável em 12,50% em 2023 e foi a 9,75% ao fim do próximo ano, ante 9,50% na semana anterior.
BNDES
O Globo e O Estado de S. Paulo relatam que o novo presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, em discurso de posse, indicou diretrizes, como foco em reindustrialização, visão estratégica de longo prazo, facilitação a exportações de serviços a partir de um Eximbank, além da revisão da Taxa de Longo Prazo (TLP).
“Não estamos aqui para debater o BNDES do passado, mas o do futuro, que será verde, inclusivo, tecnológico, digital e modernizante”, comentou Mercadante.
Poupança
Principais jornais informam que, mesmo voltando a render mais que a inflação, a aplicação financeira mais tradicional dos brasileiros enfrenta fuga recorde de recursos. Em janeiro, os brasileiros sacaram R$ 33,63 bilhões a mais do que depositaram na caderneta de poupança. A retirada líquida é a maior para todos os meses desde o início da série histórica, em 1995. O recorde anterior foi registrado em agosto do ano passado, quando os correntistas sacaram R$ 22,02 bilhões a mais do que depositaram.
Em 2022, a caderneta registrou fuga líquida (mais saques que depósitos) recorde de R$ 103,24 bilhões, em um cenário de inflação e endividamento altos. Os rendimentos voltaram a ganhar da inflação por causa dos aumentos da taxa Selic (juros básicos da economia), mas outras aplicações de renda fixa são mais atraentes que a poupança.
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