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Inflação
O Estado de S. Paulo ressalta que a possibilidade de o Brasil registrar, pelo segundo ano seguido, inflação acima de 10% entrou no radar dos economistas. A possibilidade cresce em meio aos impactos da guerra na Ucrânia, dúvidas sobre o efeito da política de “covid zero” na China nas cadeias produtivas, aumento dos juros nos EUA e o espalhamento das altas de preços no Brasil. O cenário eleitoral no Brasil também aparece como fator de pressão adicional.
O banco BNP Paribas foi o primeiro a elevar, oficialmente, a projeção de IPCA em 2022 para 10% – o dobro do teto da meta. A CM Capital avalia que a probabilidade de o IPCA atingir dois dígitos em 2022 aumentou de 10% para 30%.
Balança comercial
Folha de S.Paulo conta que a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 8,148 bilhões em abril, informou o Ministério da Economia, em mês marcado por forte aceleração de preços dos produtos e redução dos volumes comercializados com o exterior. O resultado é o segundo melhor para o mês da série histórica iniciada em 1998 com dados ajustados, perdendo apenas para o saldo de abril de 2021, que ficou positivo em US$ 9,963 bilhões.
Mercado financeiro
O Globo e Folha de S.Paulo informam que o Ibovespa caiu ontem 2,81%, aos 105.304 pontos e passa a ter alta de apenas 0,46% no ano. A combinação de elevação das taxas de juros futuros, dos títulos do Tesouro americano, além de resultados negativos de algumas empresas contribuiram para o desempenho negativo do índice.
Já o dólar subiu 2,38%, negociada a R$ 5,0166 após atingir a máxima de R$ 5,0578. No ano, o dólar ainda cai 10,01% ante o real.
Petrobras
Principais jornais evidenciam que a Petrobras teve lucro líquido de R$ 44,561 bilhões no primeiro trimestre, um salto de 3.718% frente ao igual período de 2021. A receita total, que incluem as vendas de combustíveis no mercado nacional e as exportações de petróleo, somaram R$ 141,641 bilhões, 64,4% a mais do que no primeiro trimestre de 2021.
Nos comentários sobre os resultados, a companhia afirma que as receitas cresceram no primeiro trimestre devido a uma alta de 27% nas cotações do petróleo tipo Brent, ao aumento das exportações e das vendas da matéria-prima bruta.
Correio Braziliense, com manchete, e demais publicações frisam que o presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira que o lucro de R$ 44,5 bilhões da Petrobras no primeiro trimestre é um “estupro” e um “absurdo”.
Combustíveis
Folha de S.Paulo ressalta pressão de distribuidoras e importadores por reajustes da Petrobras, principalmente no caso do diesel, em razão da defasagem entre os preços internos dos combustíveis e as cotações internacionais.
O setor alerta para o risco de restrições no abastecimento em regiões mais dependentes de importações, como o Nordeste. Para os postos, está havendo um “racionamento seletivo” na oferta dos produtos.
ICMS
Folha de S.Paulo expõe que governadores voltaram a ser pressionados por causa da tributação cobrada sobre combustíveis. Eles são acusados até de driblar uma lei recém-sancionada para não baixar as alíquotas. Congresso, Ministério da Economia e empresas criticam os valores praticados pelos estados.
No caso das empresas, distribuidoras e postos de combustíveis reclamam que estados contornam o congelamento do ICMS cobrando a diferença entre a alíquota fixada e os preços mais elevados nas bombas.
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