MPEs 1
Painel S.A. (Folha de S.Paulo) conta que o ano começou com queda brusca nos pedidos de recuperação judicial de micro e pequenas empresas, segundo monitoramento da Serasa Experian. Foram 31 pedidos em janeiro, ante 65 no mês anterior. Entre os negócios de médio porte, o número subiu de 14 para 30. Nas grandes empresas, foi de 5 para 6, na mesma base de comparação. O setor de serviços foi o que mais caiu, enquanto comércio e indústria registraram avanço. Os pedidos de falência se mantiveram estáveis na comparação com dezembro, afirma a Serasa, com 46 ao todo.
MPEs 2
Valor Econômico informa que o governo pretende injetar crédito nas MPEs em 2022 e a vez é a dos fundos garantidores, disse assessor especial do Ministério da Economia Guilherme Afif Domingos. Ele espera que os volumes sigam em crescimento. De abril de 2020 até agora, foram liberados R$ 146,9 bilhões, segundo dados do Portal do Empreendedor. A expansão do crédito será apoiada por esses instrumentos, que servem para cobrir as perdas dos bancos em casos de inadimplência.
Orçamento doméstico
O Estado de S. Paulo (05/02) informou que oito em cada dez brasileiros precisaram fazer cortes no orçamento para fechar as contas em 2021, aponta uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil.
Desse grupo, 59% redirecionaram o dinheiro para pagamento de contas do dia a dia, enquanto 35% para contas em atraso. O impacto da pandemia no orçamento familiar levou 51% dos brasileiros a acreditar que as condições econômicas pioraram em relação a 2020. Com o aperto financeiro, 40% dos entrevistados renunciaram a produtos ou serviços que costumavam comprar, enquanto 32% tiveram de fazer uso de alguma reserva de dinheiro que possuem. Foram entrevistados 600 pessoas em diferentes regiões do País.
Meios de pagamento
Painel S.A. (Folha de S.Paulo, 05/02) registra que a principal forma de pagamento usado para pagar as compras ainda é o dinheiro, mesmo entre as pessoas que utilizam o Pix. A conclusão é usada pelo Instituto Locomotiva. Quase 45% usam dinheiro, enquanto 35% recorrem ao uso do cartão de crédito e 11% do Pix.
Renato Meirelles, presidente da Locomotiva, diz que o Pix está presente no cotidiano dos brasileiros, mas ainda não foi capaz de acabar com a soberania do dinheiro vivo. Ele afirma que na baixa renda e para o trabalhador autônomo, o Pix é mais usado para receber.
O Globo (05/02) acrescentou que, por medo ou desconhecimento, a população com mais de 60 anos é a que menos faz transações por meio do Pix. Segundo o Banco Central, as pessoas nessa faixa etária representam 8,9% dos clientes que mandaram ou receberam um Pix nos últimos meses de 2021.
Já entre as pessoas que têm entre 20 e 29 anos, 26 milhões fizeram o uso do Pix em novembro ou dezembro e representam 27,3% das pessoas que transferiram recursos no período.
Combustíveis 1
Folha de S.Paulo (05/02) relatou “guerra de PECs” no Congresso em busca de uma solução para a redução dos preços dos combustíveis. O Ministério da Economia, por outro lado, ficou isolado na defesa de medidas mais moderadas.
A disputa é fomentada por uma divisão dentro do próprio governo, em que diferentes integrantes da ala política apoiam propostas distintas. Na quinta-feira (3), foram apresentadas duas propostas, uma na Câmara e uma no Senado.
Esta última, além da desoneração de tributos da primeira, também inclui extensão do auxílio-gás a maior número de famílias, auxílio-diesel de R$ 1.200 a caminhoneiros e um subsídio de R$ 5 bilhões para evitar tarifaço em ônibus urbanos.
Combustíveis 2
O Estado de S. Paulo (05/02) mostrou que a equipe econômica do governo vai insistir na aprovação de um projeto de lei complementar que prevê a redução de tributos apenas para o diesel.
Nesse cenário, a renúncia fiscal é de cerca de R$ 19 bilhões e haveria uma alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias para prever uma compensação do valor que deixará de ser arrecadado.
Valor Econômico acrescenta que a PEC apresentada na semana passada pelo governo, que permite uma redução ou até mesmo a eliminação de tributos federais e estaduais sobre os combustíveis, segue provocando divisão no governo.
Segundo a reportagem, ainda tenta demover o presidente Jair Bolsonaro de patrocinar a ideia, restringindo a medida ao diesel e ao biodiesel.
De acordo com o ministro da Economia, Paulo Guedes, restringir a medida ao diesel e ao biodiesel teria impacto positivo para baixar a inflação e ainda ajudaria diretamente os caminhoneiros, considerados eleitorado cativo do presidente.
Petrobras
Folha de S.Paulo expõe que a política da Petrobras para o preço de combustíveis tem dividido os pré-candidatos à Presidência e deve permanecer em debate até outubro.
A reportagem lembra que o chamado Preço de Paridade de Importação (PPI) foi adotado em 2016, durante o governo Michel Temer (MDB) e na gestão do ex-presidente da estatal Pedro Parente.
Mantido por Jair Bolsonaro, o PPI é defendido pelo atual presidente da petroleira, Joaquim Silva e Luna, que afirma que a empresa tem de praticar preços de mercado e não pode fazer política pública. |