Monitor – 5 a 7 de fevereiro de 2022

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
05 a 07/02/22 | nº 588 | ANO IV |  www.cnc.org.br
Blog do Lauro Jardim (O Globo Online) registra que o total de famílias brasileiras que relataram estar endividadas caiu para 76,1% em janeiro, segundo dados inéditos da Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da CNC. A queda em relação a dezembro de 2021 é de 0,2 pontos percentuais e o primeiro recuo na taxa depois de 13 meses seguidos de altas.

Texto acrescenta que, na comparação entre janeiro de 2021 e de 2022, o indicador sofreu um aumento de 9,6 pontos percentuais. Na avaliação da CNC, a ligeira queda no começo de 2022 foi causada pela alta dos juros que freou a contratação de dívidas durante o mês.

MPEs 1
Painel S.A. (Folha de S.Paulo)
 conta que o ano começou com queda brusca nos pedidos de recuperação judicial de micro e pequenas empresas, segundo monitoramento da Serasa Experian. Foram 31 pedidos em janeiro, ante 65 no mês anterior. Entre os negócios de médio porte, o número subiu de 14 para 30. Nas grandes empresas, foi de 5 para 6, na mesma base de comparação. O setor de serviços foi o que mais caiu, enquanto comércio e indústria registraram avanço. Os pedidos de falência se mantiveram estáveis na comparação com dezembro, afirma a Serasa, com 46 ao todo.

MPEs 2
Valor Econômico
 informa que o governo pretende injetar crédito nas MPEs em 2022 e a vez é a dos fundos garantidores, disse assessor especial do Ministério da Economia Guilherme Afif Domingos. Ele espera que os volumes sigam em crescimento. De abril de 2020 até agora, foram liberados R$ 146,9 bilhões, segundo dados do Portal do Empreendedor. A expansão do crédito será apoiada por esses instrumentos, que servem para cobrir as perdas dos bancos em casos de inadimplência.

Orçamento doméstico
O Estado de S. Paulo
 (05/02) informou que oito em cada dez brasileiros precisaram fazer cortes no orçamento para fechar as contas em 2021, aponta uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil.

Desse grupo, 59% redirecionaram o dinheiro para pagamento de contas do dia a dia, enquanto 35% para contas em atraso. O impacto da pandemia no orçamento familiar levou 51% dos brasileiros a acreditar que as condições econômicas pioraram em relação a 2020. Com o aperto financeiro, 40% dos entrevistados renunciaram a produtos ou serviços que costumavam comprar, enquanto 32% tiveram de fazer uso de alguma reserva de dinheiro que possuem. Foram entrevistados 600 pessoas em diferentes regiões do País.

Meios de pagamento
Painel S.A. (Folha de S.Paulo, 05/02)
 registra que a principal forma de pagamento usado para pagar as compras ainda é o dinheiro, mesmo entre as pessoas que utilizam o Pix. A conclusão é usada pelo Instituto Locomotiva. Quase 45% usam dinheiro, enquanto 35% recorrem ao uso do cartão de crédito e 11% do Pix.

Renato Meirelles, presidente da Locomotiva, diz que o Pix está presente no cotidiano dos brasileiros, mas ainda não foi capaz de acabar com a soberania do dinheiro vivo. Ele afirma que na baixa renda e para o trabalhador autônomo, o Pix é mais usado para receber.

O Globo (05/02) acrescentou que, por medo ou desconhecimento, a população com mais de 60 anos é a que menos faz transações por meio do Pix. Segundo o Banco Central, as pessoas nessa faixa etária representam 8,9% dos clientes que mandaram ou receberam um Pix nos últimos meses de 2021.

Já entre as pessoas que têm entre 20 e 29 anos, 26 milhões fizeram o uso do Pix em novembro ou dezembro e representam 27,3% das pessoas que transferiram recursos no período.

Combustíveis 1
Folha de S.Paulo
 (05/02) relatou “guerra de PECs” no Congresso em busca de uma solução para a redução dos preços dos combustíveis. O Ministério da Economia, por outro lado, ficou isolado na defesa de medidas mais moderadas.

A disputa é fomentada por uma divisão dentro do próprio governo, em que diferentes integrantes da ala política apoiam propostas distintas. Na quinta-feira (3), foram apresentadas duas propostas, uma na Câmara e uma no Senado.

Esta última, além da desoneração de tributos da primeira, também inclui extensão do auxílio-gás a maior número de famílias, auxílio-diesel de R$ 1.200 a caminhoneiros e um subsídio de R$ 5 bilhões para evitar tarifaço em ônibus urbanos.

Combustíveis 2
O Estado de S. Paulo 
(05/02) mostrou que a equipe econômica do governo vai insistir na aprovação de um projeto de lei complementar que prevê a redução de tributos apenas para o diesel.

Nesse cenário, a renúncia fiscal é de cerca de R$ 19 bilhões e haveria uma alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias para prever uma compensação do valor que deixará de ser arrecadado.

Valor Econômico acrescenta que a PEC apresentada na semana passada pelo governo, que permite uma redução ou até mesmo a eliminação de tributos federais e estaduais sobre os combustíveis, segue provocando divisão no governo.

Segundo a reportagem, ainda tenta demover o presidente Jair Bolsonaro de patrocinar a ideia, restringindo a medida ao diesel e ao biodiesel.

De acordo com o ministro da Economia, Paulo Guedes, restringir a medida ao diesel e ao biodiesel teria impacto positivo para baixar a inflação e ainda ajudaria diretamente os caminhoneiros, considerados eleitorado cativo do presidente.

Petrobras
Folha de S.Paulo 
expõe que a política da Petrobras para o preço de combustíveis tem dividido os pré-candidatos à Presidência e deve permanecer em debate até outubro.

A reportagem lembra que o chamado Preço de Paridade de Importação (PPI) foi adotado em 2016, durante o governo Michel Temer (MDB) e na gestão do ex-presidente da estatal Pedro Parente.

Mantido por Jair Bolsonaro, o PPI é defendido pelo atual presidente da petroleira, Joaquim Silva e Luna, que afirma que a empresa tem de praticar preços de mercado e não pode fazer política pública.

Turismo
Reportagem do Valor Econômico afirma que o turismo foi um dos setores mais afetados pela pandemia, mas antes do surgimento da covid-19 o Brasil já enfrentava dificuldades na atração de turistas estrangeiros. Dados da Organização Mundial do Turismo, órgão ligado às Nações Unidas, revelam que o fluxo de turistas internacionais pelo mundo saltou de 673 milhões em 2000 para 1,464 bilhão em 2019, último ano antes da pandemia, um crescimento de 117,5%. Nesse mesmo intervalo, o fluxo de turistas estrangeiros para o Brasil, segundo a Embratur, passou de 5,313 milhões para 6,353 milhões, alta de apenas 19,57%.

Para o presidente do Fórum de Operadores Hoteleiros, Orlando Souza, o país sofre para atrair turistas porque mantém práticas que já atingiram o máximo do seu potencial, como a promoção internacional tradicional ou a participação em feiras de turismo.

Serviços financeiros
Valor Econômico 
relata que o avanço de pautas regulatórias como o Pix e o open finance potencializa a oferta de serviços financeiros por empresas de diversos segmentos. Na indústria, um exemplo vem da Ambev, com a plataforma de soluções financeiras Donus. Maquininha de cartão, conta digital e empréstimos são oferecidos a bares, restaurantes e outros parceiros. Já o Magazine Luiza conta com uma vertical dedicada a entregas de soluções financeiras que oferece produtos como maquininha, conta digital para pessoa jurídica e processadora de cartões e conta digital, além de serviços bancários para parceiros. Além de Ambev e Magalu, Carrefour, Mercado Livre e Grupo Martins são só algumas das que já agregaram uma gama de serviços financeiros a suas atividades.

Orçamento secreto
O Globo 
aborda que líderes no Congresso, da base e da oposição ao governo Bolsonaro, afirmam que o chamado orçamento secreto será mantido ou mesmo ampliado no próximo governo, seja qual for o resultado das eleições. Pré-candidatos de oposição têm prometido reduzir ou extinguir as emendas de relator.

Federações
Valor Econômico 
atenta que o STF retoma na quarta-feira o julgamento sobre a validade das chamadas federações partidárias. O plenário vai julgar uma liminar do ministro Luís Roberto Barroso, que determinou que as federações deveriam estar constituídas seis meses antes das eleições, isto é, até abril.

O dólar comercial fechou sexta-feira em alta de 0,50%, cotado a R$ 5,32. Euro subiu 0,66%, chegando a R$ 6,09. A Bovespa operou com 112.244 pontos, alta de 0,49%. Risco Brasil em 331 pontos. Dow Jones caiu 0,06% e Nasdaq teve alta de 1,58%.
Valor Econômico
Déficit aumenta na indústria, e exportações perdem sofisticação

O Estado de S. Paulo
São Paulo tem 2,2 milhões com a 2ª dose da vacina atrasada

Folha de S.Paulo
Busca de nióbio na Amazônia cresce no governo Bolsonaro

O Globo
Mercado se recupera com R$ 35 bilhões de estrangeiros

Correio Braziliense
Inflação de dois dígitos desafia BC e Guedes

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