Monitor – 4 de maio de 2023

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
04/05/23 | nº 895 | ANO V |  www.cnc.org.br
Valor Online publica que o presidente Lula definiu os nomes dos convidados a fazer parte do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o chamado “Conselhão”. O órgão terá 242 integrantes, cujos nomes constarão de decreto a ser publicado hoje, quando acontece a reunião inaugural. O presidente da CNC, José Roberto Tadros, é um dos membros.

Publicada hoje no Valor, a coluna Comércio em Pauta destaca que o desvio de recursos do Sesc e Senac vai prejudicar a população de mais de 100 cidades. Segundo a CNC, a alegação de “superávit”e sobra no orçamento das entidades é equivocada. A coluna acrescenta que o abaixo-assinado contra a medida teve 40 mil adesões em 24 horas.

Valor Online também relata que o STF vai retomar, a partir de 19 de maio, o julgamento que discute a possibilidade de o empregador poder demitir um trabalhador sem justificativa — caso que se arrasta há 25 anos. O ministro Gilmar Mendes, que pediu vista dos autos em outubro, já está apto a votar. Texto cita a CNC como autora de uma das ações.

CNN Brasil Online informa que o Brasil voltará a exigir vistos de turistas dos Estados Unidos, Japão, Austrália e Canadá a partir de 1º de outubro de 2023. Em audiência pública na Câmara na última quarta-feira, o economista Fabio Bentes defendeu a permanência da isenção.

Selic
Principais jornais destacam que o Cupom manteve a taxa básica de juros em 13,75% ao ano, sem ceder às pressões do governo.

O Copom, no entanto, fez acenos à equipe econômica em reconhecimento aos progressos na política fiscal. Além disso, o colegiado reformulou a sua linguagem para se proteger de interpretações sobre um possível retorno do ciclo de alta.

A autoridade monetária reiterou que a conjuntura de combate à inflação demanda “paciência e serenidade” na condução dos juros e reforçou sua estratégia de manter a Selic elevada por “período prolongado”.

Reforma tributária
Reportagem no Valor conta que a reforma tributária sobre consumo deve ter efeito heterogêneo entre as companhias de capital aberto, segundo levantamento feito pelo banco Santander em estudo que considerou 114 empresas distribuídas em 15 setores. O peso do total de tributos sobre consumo cobrados antes e depois de uma reforma com a adoção de um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) de 25% manteria a carga em 9% da receita bruta, considerando o conjunto dos setores.

O grupo de tecnologia, mídia e telecomunicações (TMT) deve ter uma das maiores reduções, com tributação indireta que cai de 29% para 12% da receita bruta. Agronegócios, varejo e alimentos e bebidas também ficam com taxação menor, segundo o estudo.

Entre os que mais devem ter aumento de carga relativa estão o setor de investimentos imobiliários, instituições financeiras, saúde e educação. Mineração, transportes e celulose e papel também devem ter aumento de carga.

Crescimento
Valor Econômico repercute declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que disse ontem que indicadores da economia brasileira “mostram projeção de crescimento maior este ano, com câmbio controlado apesar da turbulência internacional”.

Segundo Haddad, as perspectivas para a arrecadação mostram “que é possível projetar o equilíbrio das contas no curto prazo”.

Crédito
O Globo mostra que as famílias brasileiras estão recorrendo às piores linhas do sistema financeiro, como cheque especial, rotativo do cartão de crédito e, em um melhor cenário, ao crédito pessoal.

Dados do BC revelam que, somente em março, R$ 40 bilhões de crédito foram tomados via cheque especial. No acumulado de janeiro a março, o cheque especial teve um crescimento de 12,6% nas concessões. No rotativo do cartão de crédito, houve crescimento de 18,9% no acumulado até março, em relação ao mesmo período de 2022.

Fed
Principais jornais informam que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) voltou a elevar ontem os juros no País em 0,25 ponto porcentual, para o intervalo entre 5% e 5,25% ao ano (o mais alto desde 2007), num esforço para levar a inflação para a meta de 2%. O Fed retirou trecho mencionado no comunicado de março que antecipava aperto adicional nas próximas reuniões, o que foi interpretado no mercado como um sinal de pausa na elevação dos juros.

Aplicativos
Painel S.A. (Folha) conta que grandes aplicativos cogitam assumir mais deveres em relação a trabalhadores, como a possibilidade de arcar com até 50% de contribuições previdenciárias de seus associados. Entretanto, não aceitam a imposição de contratos de CLT, o que inviabilizaria seu modelo de negócio.

Turismo
Com chamada de capa, reportagem no Valor conta que o segmento de cruzeiros voltou a crescer no Brasil, gerando impacto econômico de R$ 3,6 bilhões. Na próxima temporada — de outubro a maio de 2024 —, o setor ofertará 840 mil leitos, 6% acima da temporada atual, que se encerrou em abril. Os números são superiores aos de 2011, os maiores da história.

Airbnb
Valor destaca que o Airbnb está voltando às origens com foco em quartos privados e mais acessíveis, em residências compartilhadas com os anfitriões. O anúncio da área chamada “Airbnb Quartos”, além de 50 novos recursos na plataforma, foi feito durante o Web Summit Rio.

De acordo com relatório da Oxford Economics, os gastos de hóspedes que fizeram reservas pela plataforma no Brasil movimentaram US$ 5,2 bilhões na economia local em 2022, incluindo restaurantes, atrações e compras, 31% a mais do que em 2021.

Mercado Livre
Valor
 conta que as vendas transacionadas na plataforma do Mercado Livre no país voltaram a acelerar em ritmo um pouco mais forte. Houve uma expansão de 28% nos valores negociados pelo Mercado Livre e seus lojistas no país (conhecido como “gross merchandise value”) de janeiro a março, em moeda local, frente ao ano anterior.

Marisa
A Marisa comunicou ao mercado que o conselho de administração aprovou uma reorganização de seus comitês de assessoramento e da diretoria executiva, bem como um programa de otimização de despesas gerais e administrativas com meta de redução de R$ 50 milhões anuais. Registro do Valor.

Heineken
Coluna do Broadcast (Estadão) publica que o grupo Heineken deve anunciar hoje um investimento de cerca de R$ 1,5 bilhão para aumentar a capacidade produtiva na regiãoNordeste. Segundo fonte, a maior parte do montante deve ser direcionada para a produção de marcas puro malte mais acessíveis, como a Amstel.

Galpões
Folha de S.Paulo aborda o avanço da indústria nos grandes condomínios logísticos, em substituição ao varejo. Grandes áreas devolvidas por empresas como Americanas, MadeiraMadeira e Grupo BIG já foram locadas pela indústria.

Segundo André Romano, gerente da divisão industrial e logística da JLL, cerca de 70% da demanda em curso vem da indústria ou de atividades relacionadas à indústria.

Veículos
Reportagem no Valor conta que os frotistas, principalmente as locadoras, são responsáveis pela ascensão da venda de carros e comerciais leves. Por outro lado, o consumidor continua retraído. Por isso, segundo o jornal, a comparação com um ano atrás, quando faltavam peças, não serve de parâmetro para indicar a realidade do varejo no setor automotivo.

Em abril, a ausência do consumidor foi mais nítida nos comerciais leves. O varejo representou em torno de um terço das 33,5 mil unidades vendidas. Frotistas, sobretudo locadoras, foram responsáveis por 65% dos emplacamentos desses veículos, segundo a Fenabrave.

Volkswagen
Estadão revela que a Volkswagen reduzirá de dois para um turno a produção nas fábricas de São José dos Pinhais (PR) e Taubaté (SP) a partir de 1º de junho, devido à retração das vendas.

A reportagem cita dificuldades como juros mais altos e crédito restrito, somados a endividamento das famílias, desaceleração econômica e elevação nos preços dos automóveis nos últimos anos.

Bolsonaro
Manchetes dos principais jornais repercutem a operação da PF que cumpriu mandados de busca e apreensão no endereço do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de prisão contra assessores próximos, como o ex-ajudante de ordens Mauro Cid.

Dezesseis pessoas foram alvo da ação, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes (STF). Investigação de dois meses revelou inclusão de dados falsos nos cartões de vacinação de Bolsonaro e de sua filha Laura.

As informações falsas teriam sido inseridas no sistema do Ministério da Saúde em 21 de dezembro, antes de Bolsonaro ir para os Estados Unidos.

O ex-presidente, que se recusou a depor, nega irregularidades e disse que nunca foi vacinado. No entanto, segundo a PF, ele sabia da fraude.

Os envolvidos serão investigados por infração de medida sanitária, inserção de dados falsos, associação criminosa e corrupção de menores. Bolsonaro pode ser, ainda, investigado nos Estados Unidos.

Big techs
O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou ontem que a Casa vai processar as grandes empresas de tecnologia pelos ataques aos parlamentares na discussão do projeto de lei das “fake news”. A AGU será acionada para propor ação na Justiça contra Google, Meta (dona do Facebook e Instagram) e Twitter. Para Lira, a pressão sobre os deputados “foi horrível, desumana e mentirosa”, pois as plataformas promoveram a versão de que a Câmara aprovaria um projeto de “mordaça e censura”.

O dólar comercial fechou em baixa de 1,09%, cotado a R$ 4,99. Euro teve baixa de 0,67%, chegando a R$ 5,51. A Bovespa operou com 101.797, queda de 0,13%. Risco Brasil em 269 pontos. Dow Jones teve baixa de 0,80% e Nasdaq caiu 0,46%.

Valor Econômico
BC resiste à pressão e mantém Selic em 13,75% na 1ªreunião pós-apresentação do arcabouço

O Estado de S. Paulo
Bolsonaro é alvo da PF em operação sobre suspeita de fraude em cartões de vacina

Folha de S.Paulo
PF vê fraude de Bolsonaro, faz buscas e prende ex-assessores

O Globo
PF revela fraude no cartão de vacina de Bolsonaro e prende seu braço-direito

Correio Braziliense
PF apura envolvimento de Bolsonaro no vacinagate

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