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Selic
Manchetes na Folha de S.Paulo e no Valor Econômico repercutem decisão do Copom de elevar a taxa básica de juros (Selic) novamente em 0,5 ponto percentual, de 13,25% a 13.75% ao ano, no aperto monetário mais longo da série histórica.
O colegiado “enfatiza que seguirá vigilante e que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados para assegurar a convergência da inflação para suas metas”.
Além disso, o Copom deixou em aberto possibilidade de ajuste adicional na próxima reunião, em setembro. O órgão diz que avaliará a necessidade de uma nova alta de menor magnitude, de 0,25 ponto.
Teletrabalho
Valor Econômico reporta que o Senado aprovou ontem medida provisória que permite às empresas decidir as regras de teletrabalho diretamente com o trabalhador, sem necessidade de negociação coletiva.
A MP também muda regras sobre o pagamento do auxílio-alimentação para os funcionários.
O governo, no entanto, indicou que pode vetar alguns trechos, como o que diz que o trabalhador poderá sacar em dinheiro recursos do vale-refeição.
Consignado
O Globo informa que o governo Jair Bolsonaro está finalizando a regulamentação que vai permitir que beneficiários do Auxílio Brasil façam empréstimos consignados ainda neste mês. Bancos e instituições financeiras já se antecipam e fazem pré-cadastros para quem recebe o benefício. Com a soma do novo piso do programa (de R$ 600) e empréstimos que chegam a R$ 2.000, os beneficiários terão até R$ 2.600 neste mês.
Segundo especialistas, a medida é eleitoreira. A regulamentação do empréstimo consignado não vai estabelecer um limite para os juros. Bancos e instituições financeiras já oferecem taxas de até 4,96% ao mês — ou 78,8% ao ano, quase três vezes a taxa cobrada de beneficiários do INSS.
Coalizão
No Valor Econômico, a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, que reúne 300 empresas do agronegócio, indústria e varejo, entidades e organizações ambientalistas, lançou ontem manifesto em defesa da democracia e do sistema eleitoral do Brasil.
O documento pontua que “sem democracia não há desenvolvimento e sustentabilidade”, incluindo que “sem sustentabilidade não há futuro possível”. O posicionamento segue o movimento iniciado em julho.
A reportagem cita carta em defesa da democracia e do sistema eleitoral que será lançada pela Faculdade de Direito da USP em 11 de agosto. Entidades como a Fiesp e a Febraban endossaram o manifesto ou lançaram seu próprio texto.
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