Sistema S
Folha de S.Paulo informa que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou ontem a lei 14.592/2023, que trata de benefícios a diversos setores, como entretenimento, combustíveis e empresas aéreas.
Lula vetou os artigos que previam a destinação de 5% da contribuição ao Sesc e ao Senac para a Embratur.
Na mensagem do veto, o presidente diz que a medida “pode acarretar em prejuízos para alguns serviços sociais relevantes prestados pelas entidades do Sistema S”.
Neoindustrialização
Folha de S.Paulo publica entrevista com o secretário de Desenvolvimento Industrial do MDIC, Uallace Moreira, na qual ele afirma que o governo prepara várias medidas estruturais para incentivar a indústria, com o envolvimento de 18 ministérios.
Segundo o secretário, uma política estrutural, transformadora, de geração de renda, empregos, de descarbonização, não prescinde de uma política conjuntural, como é o caso do incentivo aos carros populares.
Conforme Moreira, nessa neoindustrialização, “estão sendo postos marcos, a partir de transformações e janelas de oportunidade que estão se abrindo no mundo”. Uma delas, de acordo com Moreira, é a chamada indústria 4.0.
Reforma tributária
Em outra frente, O Estado de S. Paulo reporta que o grupo de trabalho (GT) da reforma tributária deve intensificar as discussões com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nos próximos dias.
A reportagem cita expectativa de que os membros do GT acelerem, a partir de agora, as reuniões com o dirigente da pasta econômica para fechar as diretrizes da proposta, que deve ser divulgada no dia 6 de junho.
Linhas gerais como a escolha entre um Imposto sobre Valor Agregado único ou dual, além da quantidade de alíquotas diferenciadas para atender os setores, por exemplo, devem estar nas diretrizes a serem divulgadas no próximo dia 6.
Calote
O Globo aborda salto no número de grandes empresas brasileiras com chance real de calote, numa conjuntura de juros elevados, economia lenta, turbulência internacional e choques como o da Americanas.
Em um ano, a agência de classificação de risco Fitch rebaixou sete companhias do país para o nível “CCC” ou pior. O jornal inclui que esses ratings indicam risco de crédito muito alto, com o calote sendo “uma possibilidade real”.
A quantidade de companhias com problemas de crédito é semelhante àquela registrada em 2016, no auge da crise que combinou impactos da Lava-Jato, impeachment da presidente Dilma Rousseff e aperto de juros.
Crédito menor
Valor Econômico pontua que deterioração do crédito se acentuou em abril, segundo dados divulgados ontem pelo Banco Central (BC).
Os números do BC apontam que o estoque de empréstimos e financiamentos caiu 0,1% em relação a março, para R$ 5,363 trilhões, enquanto as concessões para novas operações recuou 17,5% no mês.
Dessa forma, o ritmo anual de crescimento da carteira desacelerou para 11,1%, menor patamar desde junho de 2020. Para analistas, há sinais de que esse esfriamento vai continuar, a despeito da onda de revisões para cima das projeções para o PIB neste ano.
Combustíveis
Folha de S.Paulo veicula que preço da gasolina volta a ser pressionado no início de junho com a mudança no modelo de cobrança do ICMS, que passa a ter alíquota única em reais por litro em todos os estados.
A nova alíquota de R$ 1,22 por litro é RS 0,20 superior à média cobrada atualmente, de acordo com contas do consultor Dietmar Schupp, especializado em tributação de combustíveis.
Além disso, alguns estados praticavam alíquota maior do que o R$ 1,22 por litro e, portanto, devem observar queda no preço do combustível. Segundo Schupp, enquadram se nesse caso Amazonas, Piauí e Alagoas. Em Roraima, não há variação.
Na mesma frente, O Globo situa que, com nova forma de cobrança do ICMS sobre a gasolina, a partir de amanhã, a expectativa é de uma alta de até 5,8% na bomba, dependendo do estado.
Segundo a Petrobras, o ICMS responde, em média, por 20,5% no preço final da gasolina.
Valor Econômico ressalta que cobrança de uma alíquota única de ICMS sobre a gasolina e o etanol anidro a partir de sexta-feira (1º) deverá ser o primeiro teste para a nova política de preços da Petrobras.
A alteração tende a aumentar os preços nas bombas e não há espaço para queda nas refinarias se for seguido o Preço de Paridade de Importação.
Postos
Valor Econômico relata que a Fit Combustíveis firmou uma parceria com a americana Gulf Oil para formar uma rede de postos de serviços que venderá os produtos da dona da Refit, nome comercial da refinaria de Manguinhos, localizada no Rio. A nova rede vai operar sob a bandeira da centenária empresa de combustíveis dos Estados Unidos. Pelo acordo, a Fit assinou um contrato de longo prazo que possibilita ao grupo o direito de uso da marca Gulf, e permite o licenciamento de postos de bandeira branca que hoje já compram combustíveis da refinaria.
O plano, com a parceria, é formar uma rede de 200 postos de combustíveis com a marca Gulf até o fim de 2024, com investimentos da ordem de R$ 700 milhões e movimentação estimada em R$ 20 bilhões nos mercados do Rio de Janeiro e de São Paulo, onde a Fit atua. O número de postos inclui a rede própria de 16 estabelecimentos, que serão os primeiros a deter a nova identidade visual da Gulf. |