Monitor – 31 de maio de 2022

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
31/05/22 | nº 665 | ANO IV |  www.cnc.org.br

O Estado de S. Paulo e Correio Braziliense relatam que prefeituras se manifestaram contra a tramitação da reforma tributária embutida na PEC 110, cuja votação pode acontecer amanhã, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

A reportagem detalha que a proposta cria um Imposto Sobre Valor Agregado (IVA) Dual para unificar impostos federais em uma única contribuição e estabelece um imposto único para estados e municípios.

Em documento, a Frente Nacional dos Prefeitos alega que a proposta “fere a autonomia dos municípios”, “trará prejuízos à população que não estão sendo devidamente considerados” e “retira dos municípios cerca de R$ 354 bilhões em 15 anos”.

Jornais ressaltam que a CNC, a Central Brasileira do Setor de Serviços (Cebrasse) e a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) se manifestaram contra a proposta. Os líderes desses setores avaliam que a discussão da PEC não seria oportuna neste momento, às vésperas da eleição. Segundo eles, alimentos e até medicamentos devem sofrer aumento de carga se a proposta for levada adiante.

PIB
O Estado de S. Paulo
 revela reunião do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em que afirmou que os analistas do mercado financeiro tendem a rever previsões de crescimento do PIB no ano para um patamar próximo a 2%.

A reportagem lembra que a projeção do Ministério da Economia utilizada no Orçamento é de alta de 1,5% do PIB neste ano. Já a projeção da autoridade monetária permanece em 1%, mas deve subir no próximo relatório de inflação.

Crescimento
O Estado de S. Paulo
 veicula que o desempenho sólido em indicadores de atividade econômica sugere um crescimento expressivo do PIB no primeiro trimestre. Entre 45 instituições consultadas, 33 esperam alta maior ou igual a 1%.

A reportagem cita que, segundo o IBGE, o volume de serviços cresceu 1,8%, e as vendas do varejo ampliado subiram 2,3%, na margem. A produção industrial teve alta de 0,3%, após quatro quedas seguidas.

Combustíveis
O Estado de S. Paulo 
comunica que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse ontem que vai “apertar o governo” pela concessão de subsídio como forma de reduzir os impactos dos preços dos combustíveis.

O veículo adiciona que Lira citou “medidas duras” contra a Petrobras e chegou a defender projeto do PT que muda a política de preços da estatal.

“É importante, todo mundo está fazendo, todas as petrolíferas públicas ou privadas estão fazendo. Os governos dos países mais avançados dão subsídios para a alta dos combustíveis”, alegou o parlamentar.

ICMS
Principais jornais registram que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse ontem que o projeto que cria o teto no ICMS para energia, combustível, telecomunicações e transporte deve ser votado em junho, indo direto ao plenário.

De acordo com Pacheco, serão ouvidas soluções em relação a eventuais “impactos em política de educação, saúde e assistência social” da aprovação do texto.

O Globo pontua que a declaração foi feita após reunião entre o senador, o relator do projeto, Fernando Bezerra (MDB-PE), e secretários de Fazenda estaduais.

Diesel
Valor Econômico 
afirma que o risco de desabastecimento de diesel, no segundo semestre do ano, não se limita ao Brasil, mas é global, na visão de especialistas ouvidos pelo jornal. No país, a situação é mais grave pelo fato de o mercado brasileiro ser dependente de importações para atender a demanda e porque a Petrobras tem demorado a fazer reajustes para equiparar os preços domésticos aos internacionais. A defasagem nos preços dificulta as importações. Hoje as refinarias brasileiras atendem cerca de 60% do consumo nacional e o restante precisa ser suprido por compras externas.

Petróleo
O Estado de S. Paulo e Valor Econômico 
noticiam que contratos futuros de petróleo fecharam em alta ontem, após a China relaxar restrições contra a covid-19 em várias cidades. Conforme o Estadão, os contratos rondam os níveis mais altos desde o início de março.

Shoppings
Valor Econômico
 afirma que foram necessários cerca de dois anos para que os shoppings conseguissem sair definitivamente da crise, numa das mais lentas retomadas entre os segmentos ligados ao consumo. Dados antecipados ontem ao Valor pela Abrasce, a associação do setor, mostram alta real acumulada, de janeiro a março, de cerca de 4% nas vendas sobre 2019, antes da pandemia, e de 22,2% frente a 2021. Nesse cenário mais positivo, a entidade revisou a projeção de expansão para 2022.

A estimativa de crescimento nas vendas nominais passou de 13,8% para 17,3% neste ano em relação a 2021, com o setor faturando R$ 186,7 bilhões. Em relação a 2019, em valores reais, a estimativa é alta nas vendas entre 8% e 8,5%.

O presidente da Abrasce, Glauco Humai, diz que “não existe euforia” com os números do setor, mas eles trazem maior segurança na retomada. “Nós fazemos uma análise crítica considerando o cenário econômico difícil. Mas temos que considerar que há um impacto positivo do aumento na circulação de pessoas e da ‘ressaca’ da compra no on-line. Existe uma perda do poder de renda, só que as pessoas também querem voltar a comprar presencialmente os itens que os shoppings vendem [como moda], e querem consumir serviços”.

Apesar da mudança na projeção do ano, o ritmo de consumo ainda é lento e o aumento no custo do capital e dos insumos da construção civil devem impedir uma volta mais forte de ciclos de aberturas de empreendimentos no curto prazo, dizem consultores e a entidade.

Confiança
Valor Econômico 
informa que dois indicadores da Fundação Getulio Vargas (FGV) mostram confiança em alta, em maio, entre os empresários de serviços e de comércio; mas a sustentabilidade desse bom humor nos próximos meses é incerta. A avaliação partiu do economista da fundação e responsável pelos dois indicadores, Rodolpho Tobler.

Ontem, a FGV anunciou alta de 2,1 pontos em maio ante abril no Índice de Confiança de Serviços (ICS), para 98,3 pontos, maior pontuação desde outubro de 2021 (99,1 pontos) e com chance de o índice no curto prazo voltar aos 100 pontos, quadrante favorável – algo que não acontecia desde setembro de 2013 (101,5 pontos). Já no varejo, a fundação anunciou aumento de 7,4 pontos no Índice de Confiança de Comércio (Icom), para 93,3 pontos, após dois recuos consecutivos, a mais intensa elevação desde maio de 21 (9,8 pontos).

Para o técnico, os indicadores foram beneficiados mais por boa avaliação dos empresários sobre momento presente, influenciados por rendas extras do consumidor, no mês, como autorização de saque do FGTS, de R$ 1 mil, bem como antecipação de pagamento de 13º salário para aposentados e continuidade de pagamento de Auxílio Brasil.

“Pix orçamentário”
Em manchete, O Estado de S. Paulo ressalta que prefeituras começam a receber, a partir de amanhã, recursos capazes de bancar ações que vão da contratação de shows de artistas à compra de bens como caminhões de lixo e tratores. No total, o governo vai desembolsar R$ 3,2 bilhões em emendas parlamentares no ano eleitoral. Conhecido como “Pix orçamentário” ou “cheque em branco”, o mecanismo não é passível de fiscalização por órgãos de controle.

Eleições
O Estado de S. Paulo 
informa que o presidente do União Brasil, Luciano Bivar, vai lançar hoje oficialmente sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto ao mesmo tempo em que seu partido liberou seus filiados para apoiar o presidente Jair Bolsonaro (PL) logo no primeiro turno. Integrantes da legenda afirmam que a candidatura tem como objetivo rachar a terceira via e auxiliar na tentativa de reeleição de Bolsonaro.

O dólar comercial fechou ontem em alta de 0,33%, cotado a R$ 4,75. Euro subiu 0,78%, chegando a R$ 5,12. A Bovespa operou com 111.032 pontos, queda de 0,81%. Risco Brasil em 292 pontos. Por causa do feriado Memorial Day, ontem não houve pregão nas bolsas norte-americanas.

Valor Econômico
Piora acentuada de condições financeiras ameaça atividade

O Estado de S. Paulo
‘Emenda Pix’ destina R$ 3,2 bi a prefeitos em ano eleitoral

Folha de S.Paulo
Metade dos municípios tem espera pelo Auxilio Brasil

O Globo
Cadastro social tem 101 milhões de dados errados, diz TCU

Correio Braziliense
UnB vê risco de colapso com o corte de verbas

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