Monitor – 30 de setembro de 2022

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
30/09/22 | nº 750 | ANO IV |  www.cnc.org.br
O Estado de S. Paulo afirma que, segundo cálculos da CNC, o comércio varejista deve movimentar R$ 8,13 bilhões no Dia da Criança. Se confirmado, o resultado representará uma retração de 3,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

Neste ano, embora a circulação de pessoas por estabelecimentos comerciais tenha aumentado ainda mais, o desempenho do varejo deve ser impactado negativamente pelos reajustes nos preços dos produtos mais procurados na data, prevê a CNC. A entidade estima que o preço médio de bens e serviços relacionados ao Dia da Criança deve ficar 8,7% acima do verificado no ano passado.

“Se confirmada essa previsão, seria o maior porcentual de reajuste da cesta de itens desde 2016, que foi de 8,8%”, calculou o economista Fabio Bentes, responsável pelo estudo da CNC.

A coluna Capital S/A (Correio Braziliense) também aborda o tema, ressaltando que um dos destaques é o reajuste de 17,6% no valor dos tênis e 15% nos sapatos infantis.

Serviços e comércio
Valor Econômico 
traz que dois indicadores da Fundação Getulio Vargas mostram bom cenário para comércio e serviços no curto prazo; mas incertezas em horizonte de longo prazo. A avaliação é do economista da fundação Rodolpho Tobler, ao comentar os resultados de setembro do Índice de Confiança de Comércio (Icom), e do Índice de Confiança de Serviços (ICS), divulgados ontem.

O Icom subiu 2,4 pontos ante agosto, para 101,8 pontos, melhor pontuação desde janeiro de 2019 (102,3 pontos) e primeira vez acima de 100 pontos (quadrante favorável) desde agosto de 2021 (100,9 pontos). O ICS, por sua vez, subiu 1 ponto, para 101, 7 pontos, maior pontuação desde março de 2013 (102 pontos). Embora tenha classificado os resultados como positivos, o técnico fez ressalva. A continuidade do bom humor do empresário dos dois setores, em período mais alongado, dependerá da trajetória futura do quadro macroeconômico, que sinaliza incertezas, principalmente para 2023.

Selic
Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo e Valor Econômico 
relatam que o presidente do BC, Roberto Campos Neto, afirmou ontem que um corte inicial da Selic em junho de 2023 é compatível com o objetivo de levar a inflação para o redor da meta. Ao mesmo tempo, ponderou que não é possível quantificar o período em que a taxa será mantida em patamar elevado e que ainda é cedo para a autoridade monetária pensar em queda de juros.

“A gente acha muito cedo para pensar em cortes de juros”, disse. A atual projeção de inflação do BC para 2023 é de 4,6%, ante 4% no relatório de junho, já bem acima do centro da meta fixada pelo CMN de 3,25% —com 1,5 ponto percentual de tolerância para cima e para baixo. Segundo o novo relatório, a perspectiva de exceder o limite superior aumentou de cerca de 29% para em torno de 46%.

Superávit
Folha de S.Paulo 
conta que, após oito anos de rombos sucessivos, as contas do governo central podem encerrar o ano de 2022 com um superávit próximo a R$ 40 bilhões, estima o secretário do Tesouro Nacional, Paulo Valle. A avaliação é mais otimista que a projeção oficial, divulgada há uma semana, que prevê um resultado positivo de R$ 13,5 bilhões.

Emprego
O Globo 
registra que o mercado formal de trabalho apresentou em agosto a geração líquida de 278.639 empregos. O saldo, apesar de positivo, é 25% menor que o mesmo período do ano passado.

Os dados do Caged divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho e Previdência indicam que o setor de serviços puxou a alta. O titular da pasta, José Carlos Oliveira, também destacou o desempenho positivo da indústria.

“Isso é importante porque a indústria agrega valor aos nossos produtos e exige melhor qualificação, o que tende a elevar o salário médio no país”, disse o ministro.

ICMS
Folha de S.Paulo 
registra que as desonerações aprovadas pelo Congresso às vésperas das eleições e a desaceleração da economia derrubaram a arrecadação com ICMS em agosto. No mês passado, houve recuo de 5% em relação ao mesmo período de 2021, a primeira queda no ano nesse tipo de comparação, de acordo com o Boletim de Arrecadação de Tributos Estaduais do Confaz. Se for considerada a inflação do período, a perda chega a 13%.

A arrecadação desse tributo no setor de petróleo, combustíveis e lubrificantes recuou 19% no mês, segunda queda no ano em termos reais. No setor de energia elétrica, a redução foi de 47% em agosto, terceiro mês seguido de recuo.

Varejo
A coluna Painel S.A. (Folha de S.Paulo) registra que o fluxo de consumidores em lojas físicas caiu pelo terceiro mês seguido em agosto, segundo o IPV (Índice de Performance do Varejo), calculado pela HiPartners Capital em parceria com a SBVC (Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo). O recuo foi de 4% na comparação com julho em todo o segmento.

No recorte por tipo de loja, as unidades de shoppings centers tiveram queda de 5%. O índice abrange lojas de eletrônicos, drogarias, calçados, óticas, moda, beleza, utensílios domésticos e de departamento.

Apesar do recuo no fluxo de pessoas, o desempenho das vendas é positivo, segundo o IPV. A quantidade de boletos gerados subiu 9% nas lojas de rua, com aumento de 12% no faturamento, enquanto os shoppings mantiveram fluxo de boletos estável e alta de 3% nas vendas, segundo o levantamento, no recorte mensal.

Na comparação com o período pré-pandemia, os dados mostram que o fluxo no varejo está longe do patamar normal, com resultado 31% inferior nas lojas de rua e 24% abaixo nas lojas de shoppings.

Varejo de moda
Coluna do Broadcast (O Estado de S. Paulo) 
conta que para o varejo de moda, o início de primavera com temperaturas baixas tem tido, por ora, efeito inverso ao maio gelado que impulsionou as vendas das coleções de inverno. O tema esteve presente em conversas de empresas listadas na B3 com investidores. As reuniões a portas fechadas fizeram parte da Fashion Conference, promovida pela XP, na quarta-feira.

De forma geral, o que se viu foram investidores colhendo informações para se posicionar quando o cenário tiver maior visibilidade. Na medida em que houver mais segurança sobre os rumos econômicos de um próximo governo, o apetite por risco, e por empresas de varejo, deve melhorar.

Arezzo, Soma, Renner, Track & Field, Grendene, Riachuelo, Vulcabras, Marisa, Grupo SBF (dona da Centauro), Vivara, C&A e Alpargatas estiveram no encontro. Para parte delas, o frio prolongado deve atrapalhar as vendas da coleção de primavera-verão.

Eleições 1
Principais jornais destacam que o ex-presidente Lula (PT) tem 50% dos votos válidos, segundo pesquisa divulgada pelo Datafolha ontem, a três dias da eleição. Veículos pontuam, porém, que o quadro segue indefinido para vitória em um só turno. Com a margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, Lula pode ter entre 48% e 52%. O presidente Bolsonaro (PL) está com 36% dos votos válidos, após oscilar um ponto para cima.

O Estado de S. Paulo, O Globo e demais jornais também repercutem que o último debate entre os candidatos à Presidência no primeiro turno, na TV Globo, foi marcado por ataques pessoais. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) fizeram acusações mútuas sobre corrupção e protagonizaram uma guerra de direitos de resposta no primeiro bloco. Poucas propostas de governo foram apresentadas no encontro.

Eleições 2
Jornais também abordam que a Justiça Eleitoral deu prazo de 24 horas para o que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, informe sobre o possível uso de recursos do fundo eleitoral para custear documento divulgado pela legenda anteontem que questiona as urnas eletrônicas. No texto, o partido do presidente Jair Bolsonaro afirma, sem provas, que o resultado da eleição pode ser fraudado por um grupo de servidores da Corte eleitoral.

O dólar comercial fechou ontem em alta de 0,86%, cotado a R$ 5,39. Euro subiu 1,51%, chegando a R$ 5,28. A Bovespa operou com 107.664 pontos, queda de 0,73%. Risco Brasil em 295 pontos. Dow Jones caiu 1,54% e Nasdaq teve queda de 2,84%.

Valor Econômico
Abstenções e voto útil vão definir rumo da disputa

O Estado de S. Paulo
Agressões derrotam propostas para o Brasil em último debate

Folha de S.Paulo
Lula mantém 50% dos votos válidos; Bolsonaro vai a 36%

O Globo
Lula tem 50% dos votos válidos no 1º turno, e Bolsonaro, 36%

Correio Braziliense
Ofensas prejudicam debate final entre presidenciáveis

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