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Serviços e comércio
Valor Econômico traz que dois indicadores da Fundação Getulio Vargas mostram bom cenário para comércio e serviços no curto prazo; mas incertezas em horizonte de longo prazo. A avaliação é do economista da fundação Rodolpho Tobler, ao comentar os resultados de setembro do Índice de Confiança de Comércio (Icom), e do Índice de Confiança de Serviços (ICS), divulgados ontem.
O Icom subiu 2,4 pontos ante agosto, para 101,8 pontos, melhor pontuação desde janeiro de 2019 (102,3 pontos) e primeira vez acima de 100 pontos (quadrante favorável) desde agosto de 2021 (100,9 pontos). O ICS, por sua vez, subiu 1 ponto, para 101, 7 pontos, maior pontuação desde março de 2013 (102 pontos). Embora tenha classificado os resultados como positivos, o técnico fez ressalva. A continuidade do bom humor do empresário dos dois setores, em período mais alongado, dependerá da trajetória futura do quadro macroeconômico, que sinaliza incertezas, principalmente para 2023.
Selic
Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo e Valor Econômico relatam que o presidente do BC, Roberto Campos Neto, afirmou ontem que um corte inicial da Selic em junho de 2023 é compatível com o objetivo de levar a inflação para o redor da meta. Ao mesmo tempo, ponderou que não é possível quantificar o período em que a taxa será mantida em patamar elevado e que ainda é cedo para a autoridade monetária pensar em queda de juros.
“A gente acha muito cedo para pensar em cortes de juros”, disse. A atual projeção de inflação do BC para 2023 é de 4,6%, ante 4% no relatório de junho, já bem acima do centro da meta fixada pelo CMN de 3,25% —com 1,5 ponto percentual de tolerância para cima e para baixo. Segundo o novo relatório, a perspectiva de exceder o limite superior aumentou de cerca de 29% para em torno de 46%.
Superávit
Folha de S.Paulo conta que, após oito anos de rombos sucessivos, as contas do governo central podem encerrar o ano de 2022 com um superávit próximo a R$ 40 bilhões, estima o secretário do Tesouro Nacional, Paulo Valle. A avaliação é mais otimista que a projeção oficial, divulgada há uma semana, que prevê um resultado positivo de R$ 13,5 bilhões.
Emprego
O Globo registra que o mercado formal de trabalho apresentou em agosto a geração líquida de 278.639 empregos. O saldo, apesar de positivo, é 25% menor que o mesmo período do ano passado.
Os dados do Caged divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho e Previdência indicam que o setor de serviços puxou a alta. O titular da pasta, José Carlos Oliveira, também destacou o desempenho positivo da indústria.
“Isso é importante porque a indústria agrega valor aos nossos produtos e exige melhor qualificação, o que tende a elevar o salário médio no país”, disse o ministro.
ICMS
Folha de S.Paulo registra que as desonerações aprovadas pelo Congresso às vésperas das eleições e a desaceleração da economia derrubaram a arrecadação com ICMS em agosto. No mês passado, houve recuo de 5% em relação ao mesmo período de 2021, a primeira queda no ano nesse tipo de comparação, de acordo com o Boletim de Arrecadação de Tributos Estaduais do Confaz. Se for considerada a inflação do período, a perda chega a 13%.
A arrecadação desse tributo no setor de petróleo, combustíveis e lubrificantes recuou 19% no mês, segunda queda no ano em termos reais. No setor de energia elétrica, a redução foi de 47% em agosto, terceiro mês seguido de recuo.
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