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Custo de vida
Painel S.A. (Folha de S.Paulo) conta que, após três meses em queda, o custo de vida para as famílias da região metropolitana de São Paulo cresceu 0,7%, em outubro, segundo o monitoramento feito pela FecomercioSP.
O cenário foi puxado, principalmente, pelo preço das passagens aéreas, que aumentou 27% em relação a setembro. Somado a isso, o bilhete para viagens rodoviárias interestaduais também impactou com um crescimento de 3%.
Outro fator para a alta no custo de vida veio dos alimentos – elevação de quase 0,8%. Os itens que mais pesaram no grupo foram a batata-inglesa (alta de 23,5%), o tomate (22%) e a cebola (12%).
Na contramão, São Paulo observou queda de 1% e 3% nos valores do litro da gasolina e do diesel, respectivamente. O etanol, por sua vez, aumentou em 4%.
Serviços e varejo
Valor Econômico registra que o Índice de Confiança de Serviços (ICS) caiu 5,4 pontos em novembro ante outubro, para 93,7 pontos. O recuo, o segundo consecutivo, conduziu o indicador à mais baixa pontuação desde março (92,2 pontos) – a queda foi a maior desde março de 2021 (-5,6 pontos).
Já o Índice de Confiança do Comércio (Icom) caiu 10,8 pontos, no mesmo período, para 87,2 pontos – também segunda retração consecutiva, e que levou o indicador ao menor patamar desde abril (85,9 pontos). Também foi a mais forte queda desde março de 2021 (18,5 pontos).
Isso se deve à piora do ambiente macroeconômico, que diminuiu o poder de compra do brasileiro – e, por consequência, derrubou o humor do empresariado de dois importantes setores da economia.
Um cenário de endividamento elevado, juros altos, crédito restrito, e renda ainda sem retomada expressiva reduziu margem para novas compras do consumidor e afetou a demanda tanto de serviços quanto no comércio, detalhou Rodolpho Tobler, economista da FGV responsável pelos indicadores.
Tobler não descartou que os dois índices sigam em patamar baixo nos próximos resultados. E faz um alerta: no caso de serviços, que representa mais de 70% do PIB, o indicador sinaliza economia mais fraca do que esperado para o quarto trimestre de 2022.
PIS e Cofins
Valor Econômico relata que a 1ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) começou a julgar ontem uma importante questão para o varejo: a incidência de PIS e Cofins sobre bonificações e descontos obtidos na aquisição de mercadorias. Por ora, o placar é favorável às varejistas. Dois ministros votaram contra a tributação. A sessão foi suspensa por pedido de vista.
O tema, segundo informaram os ministros no julgamento, é inédito na turma. E também não teria ainda sido analisado pela 2ª Turma, que também julga causas de direito público, afirmam advogados tributaristas.
Difal
Coluna da jornalista Joice Bacelo, no Valor Econômico, destaca que estados e empresas poderão ter ainda neste ano uma resposta do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre as cobranças do diferencial de alíquotas do ICMS (Difal). As discussões — que atingem em cheio o setor do varejo — serão reabertas, no Plenário Virtual, entre os dias 9 e 16 de dezembro.
Emprego
O Estado de S. Paulo e O Globo informam que dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de outubro mostram que o Brasil gerou 1594 mil empregos com carteira assinada no mês, queda no comparativo ao mesmo período do ano passado.
Os números foram divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho e Previdência. Segundo analistas, a queda reflete os efeitos da alta dos juros.
Inadimplência
Valor Econômico relata que o número de empresas inadimplentes cresceu 8,5% em outubro, na comparação anual, chegando a 6,33 milhões, segundo levantamento da Serasa Experia. A quantidade é a maior já registrada desde o início da série histórica, em 2016. O aumento reflete diretamente a menor capacidade das famílias de honrar suas contas em meio à alta dos preços, diz Luiz Rabi, economista da Serasa Experian. Esse cenário não deve mudar no curto prazo, segundo economistas, considerando as expectativas de desaquecimento da atividade. O avanço da Selic foi outro fator que teve peso negativo, já que elevou os custos para rolagem das dívidas das empresas.
Contas do governo
O Estado de S. Paulo registra que as contas do governo fecharam no azul em R$ 30,8 bilhões em outubro. O resultado foi o melhor desempenho para o mês desde 2016, quando houve superávit de R$ 55,104 bilhões. O secretário do Tesouro, Paulo Valle, prometeu que o governo vai reavaliar os bloqueios no Orçamento até o fim do ano e deve liberar “recursos empoçados”. Na semana passada, o Ministério da Economia cortou mais R$ 5,7 bilhões, elevando o bloqueio total no ano a R$ 15,4 bilhões. Órgãos reclamaram que os cortes afetam serviços públicos, como a confecção de passaportes e a manutenção de universidades.
O superávit foi maior que a maioria das expectativas do mercado financeiro, que apontava para um superávit de R$ 28 bilhões, de acordo com levantamento do Projeções Broadcast.
Mercosul
O Estado de S. Paulo informa que o novo governo estuda revogar a redução feita pelo Brasil na Tarifa Externa Comum que é cobrada para a importação de produtos de fora do Mercosul. O jornal acrescenta que os técnicos da equipe de transição também estudam revogar a redução de tributos para a importação de itens considerados de luxo.
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