Simples
Valor Econômico informa que o Congresso e o setor privado articulam movimento para aumentar os limites do Simples Nacional e do Microempreendedor Individual. Segundo a reportagem, as faixas de enquadramento, congeladas há anos, podem ser atualizadas pela inflação acumulada. Com a mudança, o limite de faturamento anual das pequenas empresas, por exemplo, passaria dos atuais R$ 4,8 milhões para R$ 8,47 milhões.
Empregos
Folha de S.Paulo e O Globo relatam que o Brasil criou 328.507 vagas de emprego com carteira assinada em fevereiro, segundo números do Caged divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho.
A reportagem pontua que o resultado veio acima das projeções do mercado, de 220 mil postos. Para especialistas, a tendência é de redução no ritmo de geração de vagas, diante do crescimento esperado entre 0,5% e 1% do PIB este ano.
FGTS
O Globo afirma que o governo autorizou nova rodada de saques do FGTS de até R$ 1.000. Com Selic em alta, que subiu de 2% para 11,75% ao ano, especialistas dizem que é uma boa oportunidade para investir. Há opções na renda fixa que rendem mais que o triplo do Fundo. Com a rentabilidade em torno de 3% ao ano, a aplicação no FGTS deixa de ser atrativa quando comparada a outros investimentos de renda fixa, que entregam dois dígitos de retorno, como o Tesouro Selic, que rende hoje em torno de 11,75% ao ano e permite o resgate em um dia útil. Já os CDBs remuneram o equivalente a 100% do CDI, aproximadamente 11,65%, e têm liquidez.
Auxílio Brasil
Folha de S.Paulo relata que o Auxílio Brasil alcança 23% população, mas a maioria dos beneficiários considera insuficientes os valores recebidos, de acordo com pesquisa realizada pelo Datafolha.
Entre os beneficiários do auxílio, 68% dizem que os valores recebidos são insuficientes e apenas 29% os consideram suficientes. O descontentamento é maior nos estratos de renda mais baixa. Em famílias que ganham até dois salários mínimos, 71% dizem que os benefícios são insuficientes.
Petrobras
Ainda repercutindo as mudanças na Petrobras, manchete de O Globo destaca que, um dia após ser demitido da estatal, o general Silva e Luna afirmou que na empresa “não tem lugar para aventureiros”.
O Globo mostra ainda que Jair Bolsonaro se reuniu em segredo com Adriano Pires três vezes nas últimas duas semanas, na companhia do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. A reportagem cita que o presidente disse considerar que a Petrobras se comunica mal com a sociedade e afirmou estar em busca de alguém que se comunicasse melhor, inclusive na interlocução com o Congresso.
O Estado de S. Paulo revela que ministros próximos a Jair Bolsonaro avaliam que as cobranças para a queda de preços continuarão, mesmo após a indicação do economista Adriano Pires para a presidência da Petrobras. Conforme o diário paulista, o presidente não se conforma que a estatal ainda não tenha reduzido os preços no cenário atual de queda do preço do petróleo no mercado internacional.
Folha de S.Paulo registra que a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) decidiu abrir investigação sobre a divulgação da troca no comando da Petrobras. O processo avaliará se a comunicação ao mercado seguiu as regras estabelecidas para companhias abertas.
Combustíveis
Folha de S.Paulo publica que executivos do mercado de combustíveis e pessoas próximas ao economista Adriano Pires, indicado pelo governo para ser presidente da Petrobras, afirmam que ele deverá seguir com a política de preços da empresa, defendendo, inclusive, reajustes periódicos e com intervalos pequenos.
Os repasses da escalada de petróleo para o consumidor foram justamente a causa do atrito entre o presidente demitido da estatal, general Joaquim Silva e Luna, e o Palácio do Planalto. Por isso, investidores institucionais e grandes fundos avaliam que os atritos com o governo tendem a se repetir com Pires no comando. O Estado de S. Paulo avança em frente semelhante. |