PIB 1
Manchetes da Folha, Valor e O Globo informam que a economia brasileira cresceu 2,9% em 2022, mas perdeu fôlego e terminou o quarto trimestre com queda de 0,2% em relação ao trimestre anterior, sugerindo um desempenho fraco em 2023.
O presidente Lula disse que a economia brasileira não cresceu “nada, nada, no ano passado” e defendeu investimentos públicos para aquecer a atividade.
O ministro Fernando Haddad (Fazenda) disse que o resultado do PIB do último trimestre de 2022 sugere “uma desaceleração” neste ano, mas que o governo não trabalha “com perspectiva de recessão”.
A Folha situa que o fim das restrições impostas pela Covid-19 estimulou a circulação de pessoas e o consumo de serviços em 2022. Sem o mesmo impulso, mas contando com a força do agro, o Brasil deve fechar 2023 com um crescimento próximo de 1%, informa o Valor.
O Globo acrescenta que o presidente Lula e os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Simone Tebet (Planejamento) estão em estado de alerta para o resultado de 2023 e querem que o Banco Central reduza a taxa de juros.
PIB 2
Valor detalha que o setor de serviços, protagonista da atividade em 2022, começou a dar sinais de desaceleração no quarto trimestre, com crescimento de 0,2% no período, ante o trimestre anterior. Na comparação com o mesmo trimestre de 2021, houve alta de 3,3%.
Em 2022, serviços tiveram crescimento anual de 4,2%, com todos os subsetores crescendo. Destaque para outras atividades de serviços (11,1%), transporte, armazenagem e correio (8,4%), informação e comunicação (5,4%), atividades imobiliárias (2,5%). Administração, expandiu 1,5%, e comércio, 0,8%.
Para Marina Garrido, do FGV/Ibre, o setor de serviços deve ter contração de 0,2% este ano.
Ranking
O Globo revela que o Brasil ficou em 28º lugar em ranking preliminar que mostra o desempenho do PIB de 47 países.
Segundo Alex Agostini, economista-chefe da agência de classificação de risco Austin Rating, que elaborou o ranking, o Brasil continua crescendo menos que seus pares, os países emergentes, ficando mais próximo dos desenvolvidos, que cresceram menos.
Juros
Jornais registram que o presidente Lula voltou a criticar ontem o presidente do BC, Roberto Campos Neto: “Qual é a explicação de você ter juros de 13,75% ao ano num país que não está crescendo? Tem uma economia que não está crescendo, tem desemprego, crédito está escasseando”. Lula também voltou a criticar a autonomia do BC, em vigência no país desde 2021.
Petrobras
Principais jornais repercutem declaração do presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, de que a política de preços da estatal vai mudar a partir de maio, quando os novos conselheiros da petroleira tomarão posse.
Ele disse que não haverá intervenção do governo nos preços, mas que a política de paridade de importação (PPI) está com seus dias contados. Segundo Prates, “se é mercado, vamos jogar o jogo do mercado”.
O ministro Fernando Haddad defendeu ontem uma política de preços em que “não pesem no bolso do consumidor eventuais variações de preços internacionais”.
Valor Econômico registra que Prates defendeu ontem flexibilizar a distribuição de dividendos pela petroleira, que anunciou o pagamento de R$ 35,8 bilhões em remuneração aos acionistas. O presidente Lula chamou de “loucura” os valores distribuídos para acionistas e defendeu que a empresa utilize parte do lucro para fazer investimentos.
Bolsa Família
Principais jornais informam que o presidente Lula assinou ontem a MP que recria o Bolsa Família. O programa teve a linha de pobreza reajustada para R$ 218, alta de 3,81% em relação aos R4 210 que foram definidos na criação do Auxílio Brasil em 2021. O aumento é inferior à inflação acumulada no período, mas vai permitir a inclusão de mais famílias. O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, estima que 20 milhões de lares receberão o benefício por mês. |