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Inflação
Folha de S.Paulo comunica que a expectativa de economistas para a inflação neste ano e no próximo voltou a subir, segundo a pesquisa semanal Focus do BC divulgada ontem. De acordo com as novas projeções, o IPCA deve avançar 7,89% neste ano e 4,10% em 2023.
O Globo avança em frente semelhante.
Contas públicas
Manchete de O Globo afirma que, enquanto o governo aposta na redução de tributos para manter a economia aquecida, a inflação de dois dígitos provoca um rombo de R$ 40 bilhões com renúncias fiscais. A conta deve sobrar para a próxima administração, que terá uma piora substancial nas contas públicas.
Mercado financeiro
Valor Econômico, Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo relatam que o início da semana foi turbulento nos mercados globais. o cenário que se desenha, de liquidez menos abundante, teve impacto, no pregão de ontem, nas bolsas em Nova York e no Ibovespa, enquanto o dólar dispara e o rendimento dos Treasuries de dez anos volta aos 3%.
Por aqui, o dólar saltou 2,60% e fechou o dia de ontem negociado a R$ 5,0708, o que levou o Banco Central a anunciar que fará hoje um leilão extraordinário de até 20 mil contratos de swap cambial, o equivalente a US$ 1 bilhão. Na máxima da sessão, chegou a R$ 5,0870. O Ibovespa caiu 1,15% e fechou aos 106.638,64 pontos, menor nível desde janeiro.
Acidentes de trabalho
Valor Econômico mostra defasagem no número de mortes por acidentes de trabalho no Brasil. Nos últimos dez anos, ao menos 50 mil pessoas podem ter morrido, embora dados oficiais apontem quase 23 mil mortes no período entre 2011 e 2021.
As estatísticas também são altas para acidentes de trabalho, que vêm pressionando os gastos da Previdência e com saúde.
Para o pesquisador René Mendes, vinculado ao Instituto Saúde e Sociedade da Unifesp e coordenador da Frente Ampla em Defesa da Saúde dos Trabalhadores, se incluída a população não coberta pela Previdência, “teríamos ao redor de 5.000 mortes anuais na última década”.
Combustíveis
Folha de S.Paulo relata que, a partir do próximo sábado (7), todos os postos de gasolina do país terão que exibir os preços com apenas duas casas decimais, não mais com três, como ocorre hoje. A mudança foi definida pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) em novembro para facilitar o entendimento do consumidor.
A portaria que implantou a mudança deu prazo de 180 dias para a adaptação dos postos. A ANP diz que a medida não tem impacto no preço final dos produtos, pois não traz custos relevantes ao revendedor nem restrições aos preços praticados.
Para o Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), porém, a medida é prejudicial para o motorista, pois pode levar ao arredondamento dos preços para cima. |