Monitor – 3 de junho de 2022

Compartilhe:

Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
03/06/22 | nº 668 | ANO IV |  www.cnc.org.br

Principais jornais relatam que, em um cenário de derrubada de restrições e reabertura da economia, o PIB cresceu 1% no primeiro trimestre de 2022, frente aos três meses imediatamente anteriores. A alta foi puxada pela volta dos serviços, o principal setor pela ótica da oferta no PIB. O segmento, que havia sido abalado pelas medidas restritivas para conter a Covid-19, também subiu 1% em relação ao final de 2021. O avanço modesto mantém no radar preocupações com o cenário econômico nos próximos meses. Analistas enxergam uma possível perda de fôlego da atividade ao longo do segundo semestre de 2022.

Imprensa ressalta que a divulgação do PIB brasileiro acionou uma série de revisões de alta nos prognósticos para a atividade por parte dos bancos, que seguem vendo ritmo mais fraco no segundo semestre, mas agora talvez na forma de uma desaceleração mais gradual.  Entre elas estão instituições como BNP Paribas (-0,5% para 1,5%), JPMorgan (1,0% para 1,2%), Citi (0,7% para 1,4%), Santander Brasil (0,7% para 1,2%) e MB Associados (0,5% para 1,1%).

O IBGE também revisou para cima os dados do PIB do quarto trimestre de 2021 (de 0,5% para 0,7%), o que ajudou a formar um quadro mais forte para a atividade econômica.

Em O Estado de S. Paulo, Guilherme Mercês, da CNC, comenta que o efeito dos juros poderá ser reforçado pelo excesso de endividamento. Sondagens da entidade mostram que oito em cada dez famílias têm dívidas a vencer – o maior nível em 12 anos.

Mídia online (CNN Brasil Online e Valor Online) repercute que, segundo Fabio Bentes, economista da CNC, a inflação mais baixa registrada no setor de serviços foi um dos motivos para o crescimento de 1% do PIB no primeiro trimestre de 2022. O especialista ressalta que, neste período, os preços registrados pelo segmento de serviços subiram menos do que os de outras áreas que geram bens, como agropecuária e indústria.

calamidade
Imprensa relata que, com as pesquisas de opinião mostrando uma posição desvantajosa para o projeto de reeleição do presidente Jair Bolsonaro, voltou à mesa de discussões a possibilidade de decretar um novo estado de calamidade.

Tal como ocorreu em 2020, essa medida permitiria realizar despesas fora dos limites do teto de gastos, como a conta de estabilização de preços dos combustíveis ou o pagamento de um auxílio aos caminhoneiros, por exemplo. A área econômica é contra. Nos bastidores, atribui-se a retomada das discussões à ala política do governo.

Em entrevista à TV CNN Brasil, o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, avaliou que a decretação do estado de calamidade não é necessária no momento. No entanto, não a descartou.

ICMS
Valor Econômico 
afirma que o relator do projeto de lei que limita a 17% o imposto sobre combustíveis, energia elétrica, comunicações e transporte público, o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) afirmou ontem, após reunião com secretários estaduais de Fazenda, que entre as sugestões de mudanças que estão na mesa de negociação, está a retirada do texto do gatilho pelo qual a União teria de compensar os Estados quando a perda global de arrecadação com o ICMS fosse superior a 5%.

De um lado, o governo é radicalmente contra a medida – o presidente Jair Bolsonaro chegou a afirmar que vetaria este ponto, caso aprovado. Por outro, os Estados dizem que o mecanismo é inócuo, pois como diz respeito à arrecadação global de cada Estado com o ICMS, e não à parcela referente aos itens específicos, tal gatilho jamais será acionado em um cenário de inflação ascendente como o atual.

C&A
Painel S.A. (Folha de S.Paulo)
 conta que a C&A lançou um provador com cabine para a produção de vídeos, com iluminação e redução de ruído. O espaço vai ser oferecido para as revendedoras inscritas no ‘Minha C&A’ gerarem seus conteúdos de divulgação dos produtos da marca.

O projeto começou em fase piloto nas unidades dos shoppings Trimais e Ibirapuera (SP), Barra Shopping (RJ), Maringá (PR) e Serra Dourada (PA). Em duas semanas de uso da cabine, as revendedoras elevaram a produção de conteúdo em dez vezes, e a varejista registrou um aumento no número de pedidos em mais de 20%, segundo a empresa.

Criado em 2020, o ‘Minha C&A’ permite que consumidoras selecionadas hospedem suas lojas dentro do ecommerce da marca e recebam comissão pelas vendas que vierem de seus links ou códigos.

Varejistas
Coluna do Broadcast (O Estado de S. Paulo) 
conta que os papéis das varejistas tiveram alta ontem na B3, impulsionados pelo crescimento do PIB brasileiro no primeiro trimestre. O destaque foi Petz, que subiu 5,89%. A Soma teve valorização de 3,9% e a Via, de 3,24%. Magazine Luiza fechou com alta de 2,43% e Americanas, de 1,03%. No caso de GPA, que terminou com ganhos de 3,88%, o anúncio de plano de recompra de ações da Éxito, sua controlada, contribuiu para a valorização, segundo analistas.

Ambulâncias
Manchete da Folha de S.Paulo ressalta que o Piauí, estado do ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP), teve aprovadas propostas para financiamento federal de 123 ambulâncias em 2021. O montante equivale a 18% dos 683 veículos do tipo libera dos no país no ano passado. A distribuição que privilegia aliados é viabilizada pelas chamadas emendas de relator, um dos principais instrumentos de negociação com o Congresso para aprovar pautas caras ao Planalto.

Eleição 1
O Estado de S. Paulo
 observa que aliados da senadora Simone Tebet (MDB-MS) e do ex-ministro Ciro Gomes (PDT-CE) tentam promover uma aproximação dos dois pré-candidatos à Presidência. A iniciativa visa estabelecer uma convivência pacífica – espécie de pacto de não agressão –, em meio à polarização entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL). Eles podem construir uma agenda mínima.

Eleição 2
O Estado de S. Paulo 
registra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceria a eleição no primeiro turno caso o pleito fosse hoje, segundo o agregador de pesquisas do jornal. Na Média Estadão Dados de votos válidos, Lula aparece com 52%, contra 33% de Jair Bolsonaro (PL). Os demais pré-candidatos, somados, alcançam 15%. Contudo, a reportagem frisa que a margem apertada mantém cenário incerto.

O dólar comercial fechou ontem em queda de 0,33%, cotado a R$ 4,78. Euro subiu 0,58%, chegando a R$ 5,14. A Bovespa operou com 112.392 pontos, alta de 0,93%. Risco Brasil em 303 pontos. Dow Jones subiu 1,33% e Nasdaq teve alta de 2,69%.

Valor Econômico
Economia cresce, mas quadro adverso ameaça o 2º semestre

O Estado de S. Paulo
PIB avança 1% no 1º trimestre; projeção para o ano melhora

Folha de S.Paulo
Governo Bolsonaro inunda reduto aliado de ambulâncias

O Globo
PIB cresce 1%, mas incertezas podem frear alta

Correio Braziliense
Economia cresce 1% no país impulsionada pelo setor de serviços

Leia também

Rolar para cima