Monitor – 3 de janeiro de 2022

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
03/01/23 | nº 814 | ANO IV |  www.cnc.org.br
Na Veja Online, o colunista Renato Meirelles cita dados da CNC ao comentar a cerimônia de posse do presidente Lula.

“Em um país com 33 milhões de pessoas sofrendo com a fome, segundo dados da rede Penssan, e com oito entre cada dez famílias endividadas, segundo a Confederação Nacional do Comércio, o novo governo já começou passando a mensagem que está atento aos flagelos de grande parte da população”, escreve.

Bolsa
A sinalização do presidente Lula em direção a uma gestão mais intervencionista na economia e a falta de detalhes sobre a condução do Ministério da Fazenda ligaram o sinal de alerta entre investidores, destaca a manchete do Estadão. O dólar fechou em alta de 1,51% e o Ibovespa registrou queda de 3,06%.

Segundo o jornal, há dúvidas se a ala econômico conseguirá prevalecer no embate com o grupo político. Na primeira questão proposta, a prorrogação da desoneração sobre combustíveis, a leitura é de que Haddad saiu derrotado.

Fazenda
Manchete do Valor destaca que, em seu discurso de posse, o ministro Fernando Haddad (Fazenda) defendeu a adoção de “metas factíveis” para as contas públicas. Descartou, por exemplo, um déficit primário menor que R$ 60 bilhões neste ano, mas comprometeu-se a apresentar um novo arcabouço fiscal ainda no primeiro semestre.

Apesar de o discurso ter sido considerado positivo por fontes do setor financeiro, principalmente pelas promessas de uma nova âncora fiscal e transparência, a avaliação é de que a credibilidade só poderá ser conquistada após os meses iniciais de mandato.

Impacto
O Estado de S. Paulo e O Globo detalham que, segundo o ministro Fernando Haddad, as últimas medidas tributárias do governo Bolsonaro causarão prejuízo entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões aos cofres públicos.

Entre as medidas estão a desoneração do querosene de aviação e cortes nas alíquotas do PIS/Cofins de bancos e grandes empresas. O impacto é dado como “irrecuperável” e independe da revogação de qualquer ato.

Combustíveis 1
O Estado de S. Paulo comunica que o novo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse ontem, durante discurso de posse, que a pasta adotará medidas para proteger os consumidores de oscilações internacionais de preços dos combustíveis.

Ele ressaltou que este foi um pedido do presidente Lula e que o ministério vai trabalhar em um “desenho” que proteja os investimentos e as empresas, mas agora com foco na população.

Silveira ainda defendeu a necessidade de ampliar a capacidade nacional de refino para reduzir a dependência da importação. Outro anúncio foi a criação de uma Secretaria de Transição Energética

Combustíveis 2
Jornais informam que a Petrobras anunciou ontem uma redução média de 11,6% no preço do QAV (querosene de aviação) para as distribuidoras. Painel S.A. (Folha) registra que, segundo a Abear (associação que reúne empresas como Gol, Latam e Voepass), a medida é insuficiente para cobrir a alta do produto nos últimos anos.

Atacarejo
Reportagem no Estadão mostra que redes de atacarejo regionais estão com apetite e caixa para crescer via aquisições. O problema é a falta de ativos disponíveis no mercado.

Reportagem cita os grupos Pereira, Muffato e Spani, que recentemente avaliaram a compra do Makro, mas desistiram ao ver contingências do negócio.

Para o sócio da consultoria especializada em varejo Mixxer, Eugênio Foganholo, o modelo de atacarejo é vencedor e deve seguir em expansão, sobretudo orgânica, mas sem desconsiderar as raras oportunidades de aquisição.

Varejo
Coluna do Broadcast (Estadão) registra que a alta dos juros futuros, refletindo as incertezas em relação à política fiscal do governo, pressionou na B3 as ações mais sensíveis às oscilações das taxas, como as ligadas a consumo. Entre as principais perdas do Ibovespa, o grupo Soma – dono da Hering – caiu 8,78%. Americanas teve baixa de 6,42%; Renner, de 5,62%; e Magazine Luiza, de 5,47%.

Bares e restaurantes
Painel S.A. (Folha) afirma que o setor de bares e restaurantes está incomodado com uma das últimas medidas do governo Bolsonaro: uma portaria que elencou os códigos da CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) de estabelecimentos que podem ser beneficiados pela isenção de impostos prevista pelo Programa Emergencial de Recuperação do Setor de Eventos.

O problema é que, embora os restaurantes apareçam na lista, as lanchonetes e os bares foram deixados de fora. A Abrasel diz que vai se manifestar contra a medida.

Farmácias
O Grupo DPSP, dono das drogarias São Paulo e Pacheco, alcançou em 2022 um crescimento de 56% nas vendas online, na comparação com o ano anterior. A projeção para 2023 é expandir as vendas do marketplace próprio em 30%, informa o Painel S.A. (Folha).

Automóveis
O Estado de S. Paulo divulga que a indústria de veículos terminou 2022 com o melhor mês em vendas dos últimos dois anos. O segmento conseguiu praticamente repetir, no balanço final do ano, o total vendido em 2021.

O volume de dezembro de 2022 supera em 6,3% as vendas de novembro. Frente a dezembro de 2021, o mercado de veículos zero quilômetro mostrou crescimento de 4,8%.

Ministérios
Principais jornais repercutem as cerimônias de posse de 16 ministros, realizadas ontem com promessas de diálogo. Em seu primeiro discurso à frente da Casa Civil, o ex-governador baiano Rui Costa afirmou que o governo terá um “projeto coletivo”, com acenos ao setor produtivo e aos governadores, para um novo pacto federativo.

Na Justiça, Flávio Dino anunciou foco no combate ao preconceito e à violência e fez um gesto de pacificação aos policiais federais.

Em cerimônia concorrida, Alexandre Padilha (Relações Institucionais) prometeu dialogar com todas as forças políticas, participar dos fóruns de governadores, prefeitos e da sociedade civil e não discriminar nenhum governador em razão de seu partido político.

Polícia Federal
O governo Lula exonerou ontem a antiga cúpula da PF e nomeou o novo diretor-geral da corporação, o delegado Andrei Rodrigues. Andrei ocupava a função de coordenador da segurança de Lula. Antes, atuou na segurança de Dilma Rousseff e era próximo do ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo. Também foi confirmada a nomeação de Antônio Fernando Souza Oliveira para o comando da Polícia Rodoviária Federal.

O dólar comercial fechou em alta de 1,51%, cotado a R$ 5,36. Euro subiu 1,37%, chegando a R$ 5,71. A Bovespa operou com 106.376 pontos, queda de 3,06%. Risco Brasil em 279 pontos. Dow Jones teve queda de 0,22% e Nasdaq caiu 0,11%.

Valor Econômico
Haddad promete regra fiscal e mercado espera força política

O Estado de S. Paulo
Dólar sobe e Bolsa cai após primeiras medidas do governo

Folha de S.Paulo
Na posse, Haddad fala em nova regra fiscal neste semestre

O Globo
Haddad fala em compromisso fiscal, mas Bolsa cai 3%

Correio Braziliense
Governo Lula faz revogações em série e promete reconstrução

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