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Bolsa
A sinalização do presidente Lula em direção a uma gestão mais intervencionista na economia e a falta de detalhes sobre a condução do Ministério da Fazenda ligaram o sinal de alerta entre investidores, destaca a manchete do Estadão. O dólar fechou em alta de 1,51% e o Ibovespa registrou queda de 3,06%.
Segundo o jornal, há dúvidas se a ala econômico conseguirá prevalecer no embate com o grupo político. Na primeira questão proposta, a prorrogação da desoneração sobre combustíveis, a leitura é de que Haddad saiu derrotado.
Fazenda
Manchete do Valor destaca que, em seu discurso de posse, o ministro Fernando Haddad (Fazenda) defendeu a adoção de “metas factíveis” para as contas públicas. Descartou, por exemplo, um déficit primário menor que R$ 60 bilhões neste ano, mas comprometeu-se a apresentar um novo arcabouço fiscal ainda no primeiro semestre.
Apesar de o discurso ter sido considerado positivo por fontes do setor financeiro, principalmente pelas promessas de uma nova âncora fiscal e transparência, a avaliação é de que a credibilidade só poderá ser conquistada após os meses iniciais de mandato.
Impacto
O Estado de S. Paulo e O Globo detalham que, segundo o ministro Fernando Haddad, as últimas medidas tributárias do governo Bolsonaro causarão prejuízo entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões aos cofres públicos.
Entre as medidas estão a desoneração do querosene de aviação e cortes nas alíquotas do PIS/Cofins de bancos e grandes empresas. O impacto é dado como “irrecuperável” e independe da revogação de qualquer ato.
Combustíveis 1
O Estado de S. Paulo comunica que o novo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse ontem, durante discurso de posse, que a pasta adotará medidas para proteger os consumidores de oscilações internacionais de preços dos combustíveis.
Ele ressaltou que este foi um pedido do presidente Lula e que o ministério vai trabalhar em um “desenho” que proteja os investimentos e as empresas, mas agora com foco na população.
Silveira ainda defendeu a necessidade de ampliar a capacidade nacional de refino para reduzir a dependência da importação. Outro anúncio foi a criação de uma Secretaria de Transição Energética
Combustíveis 2
Jornais informam que a Petrobras anunciou ontem uma redução média de 11,6% no preço do QAV (querosene de aviação) para as distribuidoras. Painel S.A. (Folha) registra que, segundo a Abear (associação que reúne empresas como Gol, Latam e Voepass), a medida é insuficiente para cobrir a alta do produto nos últimos anos.
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