| Valor Econômico e mídia online (Agência Brasil, UOL, Terra, CNN Online, R7) informam que a Intenção de Consumo das Famílias (ICF), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), atingiu em julho maior patamar em mais de dois anos. O índice de consumo (ICF) aumentou 1,2% no ICF em julho ante junho, alcançando 80,7 pontos, informou ontem a confederação. Com a alta, o índice atingiu 81,7 pontos, a maior marca desde maio de 2020.
A CNC informou que todos os sete tópicos usados para cálculo do indicador mostraram alta ante junho. É o caso dos aumentos em emprego atual (1,3%); perspectiva profissional (0,5%); renda atual (2,4%); acesso ao crédito (0,7%); nível de consumo atual (2,1%); perspectiva de consumo (0,2%) e momento para duráveis (0,5%).
Por sua vez, na comparação com julho de 2021, seis tópicos apresentaram saldo positivo: emprego atual (25,5%); perspectiva profissional (30,3%); renda atual (23,5%); acesso ao crédito (4,2%); nível de consumo atual (18,8%); e perspectiva de consumo (15,2%). Nessa comparação ante igual mês de ano anterior, a única queda foi em momento para duráveis (-1%).
O quanto o pacote de medidas do governo que ampliou benefícios sociais continuará influenciando a intenção das famílias de ampliar seu consumo dependerá, no entanto, da inflação e dos juros, ambos em patamar elevado, lembra Catarina Silva, economista da CNC. Os dois fatores influenciam diretamente a capacidade de compra dos consumidores.
“Observamos que as medidas do governo ajudaram a compor renda principalmente das famílias com renda inferior a dez salários-mínimos”, explicou Catarina. Isso, na prática, acabou por favorecer intenção de consumo. Questionada se o ICF continuará subindo, ela foi cautelosa. Lembrou que há sinais positivos na evolução da renda. Não somente favorecida por programas de transferência de renda. Mas os ganhos também sente influência positiva da melhora do emprego – que impulsiona renda originada do trabalho.
Correio Braziliense informa que realizará amanhã, com apoio da CNC, mais uma edição do Correio Talks. O seminário vai abordar o tema “A nova fase do comércio e do turismo: mais emprego e mais renda”.
“A CNC defende a realização de reformas como premissa para a melhoria do ambiente empresarial e da economia do Brasil. Já tivemos avanços, como a modernização da legislação trabalhista e do sistema previdenciário, mas precisamos dar continuidade a esse processo”, comentou o presidente da CNC, José Roberto Tadros.
A coluna Brasília-DF (Correio Braziliense) também registra a realização do evento.
Reportagem de O Estado de S. Paulo relata que o deputado federal Gustavo Fruet (PDT) entrou com uma medida no Congresso para suspender os efeitos do decreto que regulamenta a Lei do Superendividamento e estabelece o valor mínimo para se viver em 25% do salário mínimo vigente, o que hoje daria R$ 303 mensais – R$ 10,10 por dia.
Texto registra que, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio, em junho, 30,4% da renda das famílias estava tomada com o pagamento de dívidas.
Bom Dia Brasil (TV Globo, 02/08) repercutiu o aumento do preço das passagens aéreas. Na reportagem, o economista Fábio Bentes da CNC informou que a disparada do barril de petróleo influenciou no preço do querosene de aviação e isso fez com que o preço das passagens também aumentasse. |