Pessimismo
Manchete na Folha de S.Paulo revela que percentual de brasileiros que dizem acreditar em uma piora da situação econômica do país nos próximos meses aumentou em março, segundo primeira pesquisa Datafolha com o tema feita após o início do governo atual.
Na rodada anterior, em dezembro, 20% diziam esperar uma piora da economia brasileira. O percentual agora é de 26%, o mesmo patamar daqueles que acreditam que não haverá mudança. Entre aqueles que contam com melhora, houve queda de 49% para 46%.
Pressão
Folha de S.Paulo ressalta que, segundo pesquisa Datafolha, 71% dos entrevistados avaliam que a taxa de juros está mais alta do que deveria. Entre os que pensam assim, 55% dizem que ela está muito mais alta do que deveria, e apenas 16% consideram que está um pouco mais alta.
Sobre a pressão exercida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o Banco Central para que reduza o patamar atual da Selic, 80% dizem considerar que Lula está agindo bem.
Mesmo entre eleitores do PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, que indicou Roberto Campos Neto para o comando do Banco Central, a percepção de que os juros estão mais altos do que o recomendado é de 77%.
Arrecadação
O Globo, O Estado de S. Paulo (01/04) e Folha de S.Paulo (02/04) trataram sobre “caça” do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, aos “jabutis” tributários para aumentar a arrecadação em até R$ 150 bilhões, que deve envolver fechamento de brechas na legislação.
O movimento também inclui a defesa das grandes causas no Judiciário que podem reforçar o caixa do governo em caso de vitória da União. Conforme o Estadão, aumento de arrecadação é essencial para dar sustentação ao novo arcabouço fiscal.
No Judiciário, a principal discussão está no STJ, e trata da controvérsia jurídica se os incentivos fiscais de ICMS integram a base de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).
Tributos
O Estado de S. Paulo (02/04) publicou entrevista com o economista Affonso Celso Pastore, ex-presidente do Banco Central, para quem o novo arcabouço fiscal vai gerar “aumento brutal de carga tributária”.
Ele explicou que “o simples fato de existir o arcabouço não implica redução da taxa de juros”, e o Banco Central “teria de esperar primeiro o índice de inflação cair”.
Sobre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, Pastore avaliou que “se ele quer levar esse arcabouço, vai ter de aumentar a carga, vai ter de dizer onde ele vai querer aumentar a carga”.
Projetos alternativos
Folha de S.Paulo (02/04) noticiou que algumas entidades do setor de serviços, representantes de prefeitos e tributaristas têm defendido propostas alternativas de reforma tributária e a inclusão de outros tributos no debate.
A reportagem incluiu que entre as demandas estão discutir a desoneração da folha de salários e a tributação do consumo em conjunto. Além disso, nova contribuição sobre movimentações financeiras também é desejada por algumas entidades.
A Confederação Nacional dos Serviços, por exemplo, defende a recriação da CPMF, desta vez com o nome de Contribuição Previdenciária sobre Movimentação Financeira, e uma alíquota de 0,74% – quase o dobro do imposto de 0,38% que vigorou até 2007.
ICMS
O Globo e Folha de S.Paulo (01/04) relataram que dois dias depois fixar o valor de R$ 1,45 para a alíquota de ICMS que incide sobre gasolina, os estados decidiram reduzi-lo para R$ 1,22.
O Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda (Comsefaz), anunciou a decisão ontem (31), que explicou ser este o resultado de uma reunião com os ministros Gilmar Mendes e André Mendonça, do STF.
A reportagem detalhou que uma das razões para essa redução foi a discussão sobre a essencialidade da gasolina. Estados questionam esse ponto, por se tratar de combustível fóssil, mas a lei atualmente confere esse tratamento ao combustível.
Crédito corporativo
Manchete em O Estado de S. Paulo expõe que crédito corporativo no Brasil “secou” diante de juro alto, desaceleração econômica, dificuldades no mercado internacional e crise na Lojas Americanas.
A reportagem adiciona que empresas endividadas têm recorrido a renegociação de débitos, além de recuperação judicial e extrajudicial, para tentar sobreviver.
Segundo analistas, tendência é que as condições de crédito continuem duras pelo menos até o fim do ano, dificultando a operação das companhias brasileiras.
Desemprego
Principais jornais (01/04) situaram que a taxa de desemprego voltou a crescer, após seis trimestres em queda, e fechou o trimestre encerrado em fevereiro em 8,6%. São 483 mil desempregados a mais do que no trimestre encerrado em novembro de 2022.
Reportagem da Folha de S.Paulo ressaltou que apesar do aumento, a taxa de fevereiro é a mais baixa para o período desde 2015. Na comparação com o mesmo período de 2022, quando a taxa estava em 11,2%, houve queda de 2,8 milhões de pessoas no contingente de desempregados.
De acordo com o IBGE, o Brasil teve 9,2 milhões de desocupados no trimestre encerrado em fevereiro. O número representa um crescimento de 5,5%, ou 483 mil pessoas, em relação ao trimestre anterior.
PAC
O Globo (01/04) repercutiu que o governo federal prepara para os próximos dias a divulgação da nova versão do PAC, que será dividido em transportes, equipamentos sociais, comunicações, energia, água para todos e infraestrutura urbana.
A previsão consta na apresentação de 61 páginas entregue a ministros e, segundo integrantes da Casa Civil, documento é ainda uma versão prévia do plano de investimentos, mas já traz as principais diretrizes que o programa terá.
Conforme o jornal, o novo PAC será composto pela retomada de obras paralisadas, aceleração daquelas em andamento e novas obras. Estão previstas ampliação de rodovias, ferrovias e aeroportos, construção de creches, drenagem e contenção de encostas.
Petróleo
Folha de S.Paulo assinala que Arábia Saudita e outros membros do grupo Opep+ anunciaram de surpresa ontem cortes na produção de petróleo, num total de mais de 1 milhão de barris por dia.
Por conta disso, os preços da matéria-prima dispararam na manhã de hoje nos mercados da Ásia. O Brent era negociado a US$ 86, e o WTI, a US$ 81, valorizações superiores a 8%. |