Petrobras
Manchete do Valor Econômico informa que o presidente Jair Bolsonaro demitiu ontem Joaquim Silva e Luna da presidência da Petrobras. O general da reserva do Exército será substituído pelo diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires.
Reportagens salientam que a escolha de Pires foi interpretada como sinalização pró-mercado financeiro, cujos investidores cobram a manutenção da política de reajuste de preços da Petrobras, que segue a tendência dos preços do mercado internacional.
Jornal observa que a decisão é vista como um gesto político, em resposta aos reajustes aplicados pela companhia diante da escalada do preço do petróleo no mercado externo. Porém, o Valor frisa que tanto nos bastidores de Brasília quanto nos mercados financeiro e de energia, há dúvidas sobre a disposição de Pires em alterar a atual política de preços da estatal.
O Estado de S. Paulo pontua que Adriano Pires já havia sido sondado outras vezes para cargos de menor escalão na estatal e também teve seu nome entre os apontados para chefiar o Ministério de Minas e Energia (MME).
O veículo afirma que é difícil imaginar como será o trabalho de Pires dentro da estatal. “Não só porque Pires já criticou diversas vezes as tentativas de mudar essa política, chamando-as de populistas, mas, principalmente, porque seus argumentos vão na linha oposta do que defende a equipe econômica liderada por Paulo Guedes”.
Painel S.A. (Folha) atenta que a nova mudança no comando da Petrobras é criticada por empresários, mas o nome de Adriano Pires é elogiado. Para José Augusto de Castro, presidente da AEB (associação de comércio exterior), a troca é política. Ele critica a reviravolta na administração em curto espaço de tempo.
Apesar disso, na avaliação dele, o economista Adriano Pires, indicado para substituir o general Joaquim Silva e Luna no cargo, é uma pessoa muito competente na área.
Combustíveis
Folha de S.Paulo reporta que, segundo pesquisa do Datafolha, divulgada ontem, 68% da população avalia que o governo Bolsonaro tem responsabilidade pela alta no preço dos combustíveis.
Conforme o levantamento, para 39%, a gestão bolsonarista tem muita responsabilidade na carestia, enquanto 29% consideram que o governo tem ao menos um pouco de responsabilidade. Na avaliação de 30%, o governo não tem responsabilidade. |