Sebrae
O Globo informa que depois de quase dois meses, o governo Lula vai conseguir destituir Carlos Melles da presidência do Sebrae e indicar o seu escolhido para o cargo, o ex-deputado petista Décio Lima.
A reportagem detalha que em negociações concluídas ontem, Paulo Okamoto, designado pelo presidente Lula para destravar o acordo, virou voto da Confederação Nacional de Agricultura para que o conselho da entidade destitua Melles, cujo mandato iria até 2026.
Arcabouço fiscal
O Globo traz que o adiamento da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China aumenta expectativa pela apresentação do novo arcabouço fiscal por parte do mercado.
O jornal adiciona que demora no anúncio faz os analistas temerem que a proposta seja desidratada e não seja dura o suficiente para diminuir a trajetória da dívida pública e para as expectativas de inflação voltarem a girar próximo da meta.
A reportagem pontua que esse foi o principal motivo alegado pelo Copom para manter a Selic no atual patamar e sinalizar que poderia voltar a elevar os juros.
O Globo acrescenta que o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou ontem que ainda não há data para a apresentação do novo arcabouço fiscal. Ele garante, no entanto, que o ambiente no Congresso para a aprovação da proposta é positivo.
Com o adiamento da viagem à China, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve focar na articulação do novo marco. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Haddad devem debater o tema esta semana, segundo Padilha.
Já o Valor Econômico noticia que a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, disse ontem que o novo arcabouço fiscal é simples, fácil de ser entendido, totalmente transparente, crível e que está na mão do presidente Lula a discussão sobre parâmetros.
Em evento, Tebet afirmou ainda que o planejamento segue sendo de zerar o déficit fiscal no ano que vem e que a tramitação da matéria na casa não deve ser atrasada pelo impasse entre Câmara e Senado sobre o rito das medidas provisórias.
Copom
Folha de S.Paulo relata que Simone Tebet, ministra do Planejamento, fez críticas ao Copom, por sua decisão de manter a taxa Selic em 13,75%, tomada na semana passada, e pelo tom que o órgão usou no comunicado, que sinalizou que manterá os juros elevados conforme achar necessário. Tebet disse que a decisão sobre a Selic é técnica, mas o texto do documento é político e, nesta parte, cabe posicionamento do governo.
“Quando o Copom vem dizendo ‘não hesitaremos em’, pode até ter querido sinalizar para o mercado de que eles são independentes, que não vão ceder ao jogo político, mas eu acredito que não precisavam ter esticado a corda como esticaram, porque também mandaram um recado, ao meu ver, equivocado para a equipe econômica e o núcleo político ou para a política brasileira”, afirmou.
Consignado
O Globo e Valor Econômico informam que, depois de mais um encontro sem acordo na noite de ontem no Planalto, o governo corre para tentar chegar a um consenso sobre o teto dos juros do consignado dos aposentados, antes da reunião do CNPS marcada para a tarde de hoje. Ontem, Ministério da Fazenda e bancos negociavam um limite de 1,99% ao mês, mas houve forte resistência por parte do Ministério da Previdência e também de entidades ligadas aos aposentados.
Consumo
Valor Econômico relata que, após duas quedas consecutivas, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) de março, subiu 2,5 pontos, para 87 pontos, melhor resultado desde dezembro de 2022 (88 pontos), informou ontem a Fundação Getulio Vargas (FGV). Um maior otimismo por parte das famílias de menor renda impulsionou o resultado, segundo Viviane Seda Bittencourt, coordenadora das Sondagens da FGV.
Ela explicou que o humor das famílias de menor poder aquisitivo foi influenciado por expectativa de programas do governo, a serem lançados neste ano. São os casos do novo Bolsa Família e do “Desenrola”, programa de renegociação de dívidas para famílias de menor renda.
Mas Viviane alerta sobre não haver expectativas de boas notícias no front econômico, que levem o ICC à trajetória de alta sustentável, nos próximos meses.
Alimentos
O Estado de S.Paulo conta que a trégua esperada nos preços dos alimentos em 2023 deve enfim reduzir o patamar de inflação percebido pelas famílias mais pobres no País. Tanto o IPCA do IBGE quanto o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Getulio Vargas (FGV) já mostram itens importantes na cesta básica dos brasileiros com reduções de preços no varejo, entre eles as carnes, frango, batata-inglesa, cebola e tomate.
A desaceleração no ritmo de encarecimento da alimentação combinada à remodelação de programas de transferência de renda às famílias mais vulneráveis, como o Bolsa Família, pode proporcionar uma sensação de alívio no orçamento dos mais pobres após os anos recentes de aperto, afirmou Maria Andreia Parente Lameiras, técnica do Ipea.
Investimentos
Valor Econômico veicula que o presidente da Apex, Jorge Viana, mencionou acordos privados envolvendo grandes volumes de investimentos entre brasileiros e chineses, mas que serão anunciados somente na visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China, ainda a ser reagendada.
Hora extra
Folha de S.Paulo noticia que o 13º salário, o recolhimento de FGTS, as férias e o aviso prévio dos trabalhadores que fazem horas extras habituais ficarão maiores a partir de agora.
A reportagem detalha que na semana passada, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) fixou entendimento de que o efeito das horas extras frequentes sobre o descanso semanal remunerado passa a incidir também no cálculo dessas verbas trabalhistas. |