Pesquisa Mensal de Serviços
Valor conta que, após queda em janeiro, o volume de serviços prestados no país recuperou-se parcialmente em fevereiro. A perspectiva de desaceleração do setor no primeiro trimestre se mantém, segundo economistas, mas sem queda abrupta.
A PMS divulgada ontem IBGE mostrou alta de 1,1% no volume de serviços em fevereiro ante janeiro, com ajuste sazonal. Em janeiro houve recuo de 3%, após alta recorde em dezembro.
Com o desempenho de fevereiro, os serviços estão em patamar 11,5% superior ao do pré-pandemia. Na comparação com igual mês do ano anterior, a PMS indica que o crescimento desacelerou de 5,9% em janeiro para 5,4% em fevereiro. O resultado acumulado em 12 meses passou de 8% em janeiro para 7,8% em fevereiro.
Caged
Jornais reportam que o mercado de trabalho brasileiro surpreendeu positivamente os economistas pelo segundo mês seguido. Segundo dados do Caged, em março foram criadas 195.171 vagas com carteira assinada — resultado muito acima da mediana de abertura de 97,5 mil vagas compilada pelo Valor Data.
Para economistas ouvidos pelo Valor, os resultados do Caged dos dois últimos meses colocam as projeções para o ano sob revisão, mas isso não significa que a tendência de desaceleração no ritmo de criação de vagas será revertida.
Em março, houve abertura de vagas em quatro dos cinco setores da economia. A indústria geral teve saldo líquido positivo de 20.984 vagas abertas; construção abriu 33.641 novos empregos; comércio, 18.555; e serviços liderou mais uma vez, com a criação de 122.323 postos de trabalho com carteira assinada. Somente a agricultura ficou no negativo ao fechar 332 vagas.
Salário mínimo
Jornais informam que o presidente Lula vai assinar até segunda-feira (1º de maio) uma medida provisória elevando o salário mínimo para R$ 1.320. A decisão foi selada nessa quinta-feira durante reunião com centrais sindicais e ministros do governo.
O governo também anunciou ontem o projeto que definirá a política de valorização do salário mínimo nos próximos anos. A proposta do Ministério do Trabalho é de que o piso salarial seja corrigido anualmente pela inflação mais a variação do PIB consolidado de dois anos atrás. A proposta será enviada ao Congresso por meio de projeto de lei.
Tributos
Nota técnica da Receita Federal obtida pela Folha expõe as dificuldades do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em sua intenção de reduzir o gasto tributário decorrente de benefícios e isenções fiscais – que devem gerar perda de R$ 456 bilhões em 2023 e R$ 486 bilhões em 2024. A nota foi produzida durante o governo Jair Bolsonaro.
A reversão dessas renúncias tributárias de forma linear é considerada inviável pela Receita, que desaconselha alterações pontuais e isoladas. Segundo técnicos, as desonerações são complexas e uma mudança abrupta sem um período de transição seria inviável.
FGTS
O Globo noticia que o ministro Kassio Nunes Marques (STF) pediu vista e interrompeu julgamento que discute a constitucionalidade da atual forma de correção do FGTS.
Nunes Marques seria o terceiro ministro a votar na ação, que já tem dois votos favoráveis a aumentar os ganhos dos trabalhadores.
O magistrado alegou que recebeu um “vasto material” enviado pela AGU e quer analisar os argumentos apresentados. O governo é contra a alteração.
Política monetária
Valor repercute a sessão realizada ontem no Senado para discutir juros, inflação e crescimento. O presidente do BC, Roberto Campos Neto, defendeu o sistema de metas para inflação e ressaltou que a taxa Selic é apenas um dos fatores para gerar aperto das condições financeiras.
Na mesa, também estavam os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e do Planejamento, Simone Tebet. Foi praticamente unânime o discurso sobre a necessidade de harmonia entre as políticas fiscal e monetária, além da pacificação entre os Poderes.
PIB
Manchete do Valor destaca que a agropecuária dará impulso expressivo ao crescimento da economia brasileira neste ano, especialmente no 1º trimestre, ao mesmo tempo em que não deverá gerar pressões inflacionárias. Enquanto as projeções de expansão para o PIB em geral e para o agro em 2023 têm subido, os preços agrícolas ao produtor têm recuado, evitando inflação mais elevada. |