Reforma tributária
O Estado de S. Paulo (25/06) publicou lista de dez pontos essenciais do texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma tributária que foi apresentado na quinta-feira (22) pelo relator na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).
Conforme o veículo, a PEC prevê o fim de cinco tributos (IPI, PIS, Cofins, ICMS e ISS) e sua substituição por uma Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), gerida pela União, e um Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), gerido por estados e municípios.
A reportagem citou que, num dos pontos, um imposto seletivo vai incidir sobre a produção, comercialização ou importação de bens e serviços prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, desonerando as exportações. Será usado para substituição do IPI e utilizado para manter a Zona Franca de Manaus.
Relatório
Valor Econômico traz que secretários estaduais de Fazenda vão se reunir hoje para analisar o texto da reforma tributária apresentado na semana passada pelo relator, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).
O presidente do Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), Carlos Eduardo Xavier, explica que vão fazer uma “análise crítica” baseada nas premissas que defendem, “e com as divergências”.
Xavier espera que seja possível avançar em alguns pontos para “chegar em julho com mais consenso em relação à aprovação da reforma tributária”.
Benefícios fiscais
Folha de S.Paulo (24/06) revelou que a União pode ter de bancar uma fatura maior que os R$ 160 bilhões já previstos na PEC da reforma tributária para compensar os benefícios fiscais concedidos por estados e que têm manutenção garantida até 2032.
Dispositivo inserido no texto prevê que “a União deverá complementar os recursos” em caso de insuficiência do chamado Fundo de Compensação de Benefícios Fiscais ou Financeiros-fiscais.
O fundo receberá aportes graduais do governo federal, ao longo de oito anos. O valor será usado para ressarcir empresas contempladas por incentivos que sejam afetadas negativamente pela redução das alíquotas do ICMS na transição que ocorrerá entre 2029 e 2032.
Divergências
O Globo (24/06) adicionou que o texto da reforma tributária, apresentado na quinta-feira (22) pelo deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), tem pontos que causam divergência entre governadores.
Conforme a reportagem, manutenção de incentivos fiscais como os concedidos na Zona Franca de Manaus atendeu a pleito do governador do Amazonas, Wilson Lima (União), contraria os interesses de outros mandatários.
Para o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), os estados do Sul e do Sudeste podem ter condição socioeconômica mais desenvolvidas, mas, do ponto de vista fiscal, estão muito pressionados.
Benefícios fantasmas
Folha de S.Paulo (25/06) assinalou que um dos principais entraves à reforma tributária é o possível fim de benefícios fiscais ocultos que permitem a determinadas empresas obter créditos de impostos que nunca foram pagos, a partir de incentivos dados por alguns governadores à custa de outros estados.
A reportagem detalhou que, como só podem ser vistos pelas empresas beneficiadas, são chamados por alguns especialistas de benefícios fantasmas. A legislação atual determina que eles devem ser extintos até 2032.
Levantamento da Febrafite revela que esses privilégios representaram uma renúncia anual de mais de R$ 60 bilhões de ICMS em 2021. Em 2023, o valor pode estar próximo de R$ 100 bilhões, dentro de renúncia total desse imposto de R$ 228 bilhões.
Inflação
Folha de S.Paulo expõe que o CMN (Conselho Monetário Nacional) se reúne na quinta-feira (29) em um encontro que pode mudar os rumos da política monetária no país. Isso porque a estratégia futura do Banco Central sobre os juros passará por ajustes a depender das decisões tomadas pelo colegiado sobre as metas de inflação. A indefinição em torno do tema é vista por economistas como parte da justificativa para o conservadorismo do Copom na reunião mais recente.
Mercosul-UE
Valor Econômico situa que o governo brasileiro acredita ser possível que o Mercosul apresente em julho uma resposta formal à carta adicional da União Europeia para que o acordo comercial entre as duas partes avance.
A reunião de cúpula entre a UE e a Comunidade dos Estados da América Latina e do Caribe (Celac), marcada para o mês que vem na Bélgica, será uma oportunidade.
Conforme Valor, estratégia brasileira, que ainda precisa ser acordada com os demais membros do Mercosul, envolve a tentativa de diminuir custos para os exportadores nacionais cumprirem as novas exigências ambientais dos europeus.
Carga horária
O Globo (25/06) abordou iniciativas de empresas brasileiras que adotaram a semana reduzida, com quatro dias de trabalho em vez de cinco, sem redução proporcional de salário.
A tendência avança em vários países para aumentar o bem estar físico e mental dos trabalhadores. Conforme a reportagem, as primeiras avaliações indicam melhores resultados, maior retenção e atração de talentos e estímulo à inovação.
O diário carioca detalhou que a semana reduzida virou uma causa global da organização sem fins lucrativos 4 Day Week, que tem conduzido experimentos em vários países do mundo.
Petrobras
Folha de S.Paulo (25/06) destacou entrevista com o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, que considera que tem encaminhado “sem traumas” a agenda prometida pelo governo. Ele cita que as ações da estatal subiram no dia da mudança na política de preços dos combustíveis.
Em relação à paridade, o executivo comenta que “a empresa pode fazer o seu preço de acordo com as variáveis e com e restrições que ela tem”. Ele ainda defende uma chance para testar a existência de petróleo na bacia da foz do Amazonas, após negativa de licença pelo Ibama.
Prates também diz que o próximo desafio é aprovar nova política de dividendos, que deve transferir parte dos recursos hoje direcionados a acionistas para investimentos em novos segmentos, como renováveis e petroquímicas, mas sem desassistir investidores.
Margem Equatorial
O Estado de S. Paulo veicula que plano principal da diretoria de E&P da Petrobras segue sendo a Margem Equatorial, cuja licença ambiental foi negada pelo Ibama.
A reportagem detalha que, se o pedido da estatal não for reconsiderado, a saída será fazer parcerias com empresas que já atuam na Guiana e no Suriname e também são sócias da estatal no Brasil.
Conforme o jornal, no curto prazo, a diretoria de E&P da Petrobras terá de realocar os recursos até então reservados para a exploração da bacia da Foz do Amazonas. |