Pandemia
Manchete de O Estado de S. Paulo destaca números da Fiocruz que mostram que a ocupação de leitos de UTI destinados à Covid-19 ultrapassou 80% em seis estados e no Distrito Federal.
Ontem, foram registradas 489 mortes pela doença no país, maior número desde 12 de novembro do ano passado. Especialistas avaliam que é necessário reavaliar as medidas de prevenção.
Trabalhista
O Globo relata que o Ministério da Saúde publicou portaria que reduz de 15 para dez dias o período de afastamento de trabalhadores que tiverem contraído Covid-19, estejam sob suspeita ou que tiveram contato com casos suspeitos.
O texto foi assinado em conjunto com o Ministério do Trabalho e Previdência, e autoriza que o período de afastamento possa ser de sete dias, caso o funcionário apresente resultado negativo em teste, a partir do quinto dia após o contato.
A redução ainda vale para casos suspeitos, se o trabalhador estiver sem febre há pelo menos 24 horas, sem tomar antitérmicos e com a melhora dos sintomas respiratórios.
OCDE
Em manchete, O Globo destaca que o Conselho da OCDE decidiu ontem, por unanimidade, convidar o Brasil e outros cinco países a iniciar formalmente o processo de ingresso na organização.
Em comunicado, a OCDE ressaltou que será rigorosa nas negociações em vários aspectos, incluindo a preservação da biodiversidade e a redução do desmatamento. Empresários ressaltam que a admissão é fundamental para a melhoria do ambiente de negócios no país.
Já O Estado de S. Paulo relata compromisso do ministro da Economia, Paulo Guedes, com a OCDE, para reduzir as alíquotas do IOF. “Era o último requisito econômico que faltava depois do marco cambial, aprovado no fim do ano passado”, disse ontem.
De acordo com o secretário de Assuntos Econômicos Internacionais do Ministério da Economia, Erivaldo Gomes, o plano é zerar as alíquotas, de forma gradativa, até 2029.
Valor Econômico acrescenta que a expectativa na Europa era que o convite da OCDE ao Brasil dificilmente ocorreria antes da eleição, por causa de “grandes reticências” de alguns países em relação a Jair Bolsonaro.
Arrecadação federal
Os principais jornais informam que a Receita Federal encerrou 2021 com uma arrecadação recorde de R$ 1,8 trilhão, aumento real de 17,3% em relação a 2020. De acordo com a Receita, a melhora em relação ao ano anterior foi observada principalmente devido à recuperação de indicadores macroeconômicos –como a produção industrial e a venda de bens e serviços.
FMI
O Globo, O Estado de S. Paulo e Valor Econômico expõem que o FMI rebaixou previsão para o crescimento da economia brasileira em 2022 – de 1,5% divulgado em outubro para 0,3%. A expectativa acompanha o mercado, que prevê 0,29%.
Em atualização do relatório Panorama Econômico Global, o órgão alegou que “o combate à inflação disparou uma dura resposta da política monetária, que vai pesar na demanda doméstica”.
Renda
Folha de S.Paulo afirma que a combinação de desemprego elevado, atividade econômica morna e disparada da inflação tornaram piores as condições para as negociações de reajuste salarial em 2021. No ano passado, os trabalhadores formais completaram três anos sem ganho real.
Se for considerada apenas a renda do trabalho no mercado formal, a desigualdade na esfera pública tem aumentado e supera a verificada no setor privado. A desigualdade no setor público só perde para o privado quando se coloca na conta a informalidade e outros tipos de renda.
Combustíveis
Valor Econômico situa que a privatização da Petrobras e o futuro dos preços dos combustíveis devem ser temas recorrentes do debate eleitoral neste ano.
O jornal acrescenta que reações dos principais pré-candidatos à Presidência aos reajustes, neste mês, antecipam a tônica da pauta política.
O veículo detalha o posicionamento de Jair Bolsonaro (PL), Ciro Gomes (PDT), João Doria (PSDB), Lula (PT) e Sérgio Moro (Podemos). |