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Consumo
Coluna do Broadcast (O Estado de S. Paulo) registra que os papéis das empresas do setor de consumo tiveram forte alta ontem na B3 embalados pela queda dos juros futuros, diante da expectativa de uma decisão mais branda do Federal Reserve para a política monetária nos EUA. O forte fluxo de capital nos emergentes também ajudou. Magazine Luiza subiu mais 8,66%, CVC, 8,65% e Natura teve ganho de 6,79%, as maiores altas do Ibovespa. Petz veio a seguir, com avanço de 6,64%.
Americanas
Valor Econômico e O Globo apontam que a Americanas conseguiu ontem várias decisões favoráveis na batalha judicial que trava contra os bancos. A Justiça determinou o arresto de valores da varejista retidos pelos bancos BV e Safra a título de compensação pelo vencimento antecipado de débitos.
Em outra decisão, foi suspenso o bloqueio de R$ 1,2 bilhão da empresa em poder do BTG Pactual. Em outra frente, houve a rejeição do pedido do Safra para suspender a recuperação judicial da companhia. Apesar da derrota do Safra, o Santander entrou na Justiça para pedir a anulação da RJ.
O Estado de S. Paulo salienta que os bancos aumentaram a pressão sobre a Americanas depois que uma carta divulgada pelos acionistas de referência da varejista – o trio Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles – foi interpretada como uma tentativa de responsabilizar os próprios credores pelos problemas contábeis da empresa.
Em outra frente, os bancos tentam derrubar decisão da Justiça do Rio que aceitou o pedido de recuperação judicial feito pela Americanas. Em dois documentos de ontem, o Santander pede à Justiça a suspensão do processo e alega que a Justiça do Rio não seria o foro apropriado para julgar o caso – que deveria transcorrer em São Paulo, onde a maior parte das decisões da rede é tomada.
Em nota, Valor registra que a Americanas teve nesta terça-feira um encontro virtual com entidades sindicais. Na reunião, os sindicatos pediram explicações sobre o processo de recuperação judicial da empresa, e garantias de que não ocorrerão demissões.
Segundo o Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro, o gerente de Recursos Humanos e Relações Sindicais da Americanas, Lúcio Marques, afirmou aos sindicalistas que não ocorreram demissões, nos últimos dias. Ele espera que não ocorram cortes.
Painel S.A. (Folha de S.Paulo) acrescenta que depois da reunião dos dirigentes sindicais com a Americanas nesta terça-feira (24), a empresa não descartou eventuais demissões. Em nota, a companhia afirma que “é comum que haja reestruturação” e diz que se compromete a manter os trabalhadores e outros públicos informados. De acordo com Ricardo Patah, presidente da central sindical UGT (União Geral dos Trabalhadores), o plano de fazer uma manifestação na próxima semana está mantido.
A coluna ainda detalha que o deputado Luiz Carlos Motta, presidente da CNTC (confederação dos trabalhadores no comércio), diz que vai propor projeto de lei que valorize a atuação sindical em recuperações judiciais e falências, além de assinar pedido de CPI do caso Americanas.
Construção civil
Valor Econômico destaca que, desde setembro à frente da Juntos Somos Mais – joint-venture que reúne Votorantim Cimentos, Gerdau e Tigre -, Juliana Carsoni quer explorar as oportunidades criadas pela baixa digitalização na construção. “O B2B faz sentido quando se tem varejistas e produtores muito fragmentados”.
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