Monitor – 25 de fevereiro de 2022

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
25/05/22 | nº 661 | ANO IV |  www.cnc.org.br

Valor Econômico registra que, impulsionado por melhora no mercado de trabalho, o indicador Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurado pela CNC, subiu 4,4% em maio ante abril, para 79,5 pontos. Com o aumento, o ICF atingiu o maior patamar desde maio de 2020 (81,7 pontos).

A continuidade desse ímpeto de consumo nos próximos meses, no entanto, depende da manutenção da atual trajetória favorável do mercado de trabalho, alertou Catarina Carneiro da Silva, economista da entidade. Isso porque, lembrou ela, o ambiente de consumo, nos próximos meses, traz “desafios” ao planejamento de novas compras, por parte do consumidor – como cenário de inflação mais elevada e juros altos.

Na passagem de abril para maio, a CNC detalhou que todos os tópicos usados para cálculo do ICF mostraram alta. São os caso dos aumentos detectados em emprego atual (4,1%); perspectiva profissional (7,1%); renda atual (4,5%); acesso ao crédito (3%); nível de consumo atual (2,4%); perspectiva de consumo (3,5%) e momento para duráveis (5,5%).

Ao detalhar os resultados, a economista observou que a boa performance do índice foi causada por cenário melhor de emprego, com recuo na taxa de desemprego, e geração de vagas líquidas. Isso, na prática, levou a um aumento na renda originada de trabalho, com impacto favorável no consumo, notou ela.

Correio Braziliense publica a coluna Comércio em Pauta, produzida pela CNC. Conteúdo destaca que a Confederação apresentou ao relator da PEC da Reforma Tributária, senador Roberto Rocha (PTB-MA), um documento com sugestões de adequações ao texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 110/19, sob o ponto de vista dos setores do comércio de bens, serviços e turismo.

O texto foi analisado por um time de especialistas, integrantes de um Grupo de Trabalho Temporário (GTT), coordenado pelo vice-presidente Financeiro da CNC, Leandro Domingos.”A PEC 110/19 necessita de ajustes para propiciar aos contribuintes e à população um ambiente adequado de desenvolvimento”, afirma Leandro Domingos. Entre os pontos de melhoria apontados pelo grupo, estão a importância de haver alíquotas setoriais e alíquotas que permitam a adequação às vocações regionais; mais garantias quanto à existência de uma efetiva não cumulatividade dos tributos; e mais proteção ao Simples Nacional.

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, destaca o objetivo da Confederação de apoiar uma Reforma Tributária que garanta a simplificação da carga tributária, mas que traga equilíbrio e harmonia entre os setores econômicos.

coluna divulga, ainda, a participação do Senac na Caravana Brasil para Elas.

Inflação
Principais jornais repercutem que o IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial, avançou 0,59% em maio, segundo o IBGE. O resultado indica desaceleração em relação a abril, quando houve avanço de 1,06%.

Imprensa ressalta que, mesmo assim, essa é a maior taxa para maio desde 2016, quando chegou a 0,86%. Em cinco meses, a inflação já atingiu 4,93%.

O veículo inclui previsão de analistas de que a inflação fique mais próxima de 9% em 2022, com um ciclo de alta dos juros mais duradouro.

ICMS
Principais jornais abordam acordo fechado por líderes da base para reduzir resistência de governadores ao projeto que busca limitar o ICMS sobre energia e combustíveis.

A iniciativa inclui gatilho que obrigue a União a compensar estados em caso de perda de arrecadação superior a 5%, com uma transição de seis meses.

O projeto de lei complementar, do deputado Danilo Forte (União Brasil-CE), é uma das apostas do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para tentar reduzir a tarifa de energia no país. Forte avalia que a aprovação reduziria a conta de luz em até 11%.

Diesel
Folha de S.Paulo 
informa que o ministro André Mendonça, do STF, deu 48 horas para que estados e Distrito Federal prestem informações na ação em que o governo tenta garantir a redução da cobrança do ICMS sobre o diesel.

O magistrado determinou que os estados forneçam informações acerca das alíquotas de ICMS sobre os combustíveis que foram cobradas nos últimos 60 meses, além dos valores arrecadados.

Petrobras
Manchete de O Globo repercute que a nomeação do quarto presidente da Petrobras no governo Bolsonaro pode parar na Justiça se o nome de Caio Paes de Andrade passar pelo crivo do Comitê de Pessoas e do Conselho de Administração da empresa.

Paes de Andrade não preenche os requisitos da Lei das Estatais, que exige dez anos de experiência na área de atuação da empresa. O governo estuda utilizar uma brecha que menciona “área conexa”, mas especialistas duvidam que o conselho ou órgãos de controle aceitem essa via. Um grupo de acionistas minoritários já se mobiliza para recorrer à Justiça caso o nome dele seja aprovado.

Em O Estado de S. Paulo, o especialista em governança Renato Chaves, ressalva que o Comitê de Elegibilidade é consultivo e que o conselho tem o poder de aprovar o nome do presidente mesmo que a análise do comitê seja negativa.

O Estado de S. Paulo também destaca que a orientação para o novo comando da Petrobras é trabalhar para segurar os reajustes de combustíveis e dar mais “previsibilidade” aos preços. O estatuto da petroleira poderá ser mudado para que a União não precise bancar eventuais prejuízos.

A reportagem aponta que um dos objetivos de Bolsonaro é reduzir a frequência dos aumentos. O governo não descarta suspender a paridade de preços com o mercado internacional em períodos de crise. Valor Econômico e Folha de S.Paulo também registram.

Valor Econômico avança que aumentou ainda mais a percepção de risco do mercado em relação ao uso político da Petrobras. Hoje, o conselho de administração da petroleira se reúne e o encontro pode ser determinante para definir por quanto tempo a política de preços da estatal se manterá blindada das investidas do presidente Jair Bolsonaro.

O jornal de economia detalha que investidores e especialistas em governança criticaram a nova tentativa de interferência do governo na estatal. “Não tem nada de liberalismo, é puro populismo”, disse o ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga. Ex-presidentes da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Ary Oswaldo Mattos Filho e Marcelo Trindade também criticaram a investida contra a governança da estatal.

Bagagem
Folha de S.Paulo e O Globo 
informam que a Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (24) a medida provisória que proíbe a cobrança para despachar bagagens em voos nacionais e internacionais. O texto foi aprovado em votação simbólica e, agora, segue para sanção do presidente Jair Bolsonaro (PL)

Moro
Folha de S.Paulo e O Globo
 relatam que o ex-juiz Sérgio Moro tornou-se réu em ação popular movida por deputados federais do PT, que pedem que ele seja condenado a ressarcir os cofres públicos por alegados prejuízos à Petrobras e à economia por sua atuação à frente da Operação Lava Jato.

De acordo com Folha, a ação judicial foi apresentada no dia 27 e enviada à 2ª Vara Federal Cível de Brasília. Na segunda (23), o juiz federal Charles Renaud Frazão de Morais recebeu a inicial, o que significa que dará curso à ação.

Tebet
O Globo
 reverbera que a senadora Simone Tebet (MS) teve sua pré-candidatura à Presidência referendada ontem por emedebistas dos principais estados do país. Com 1% das intenções de voto, Tebet aposta em uma coligação com o PSDB para ampliar o tempo de televisão e tentar ser mais conhecida nacionalmente nos próximos meses. Porém, uma ala dos tucanos faz pressão interna por uma candidatura própria.

PL
O Globo, Folha de S.Paulo e Valor Econômico 
contam que o PL, sigla à qual o presidente Jair Bolsonaro se filiou recentemente, escolheu o deputado Lincoln Portela (MG) para concorrer ao cargo de vice-presidente da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. O posto ficou vago após o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), destituir o deputado Marcelo Ramos (PSD-AM), que é crítico ao governo. A eleição está marcada para hoje. Veículos frisam que a escolha é um revés para o Planalto.

O dólar comercial fechou ontem em alta de 0,14%, cotado a R$ 4,81. Euro subiu 0,56%, chegando a R$ 5,16. A Bovespa operou com 110.580 pontos, alta de 0,21%. Risco Brasil em 330 pontos. Dow Jones subiu 0,15% e Nasdaq teve queda de 2,35%.

Valor Econômico
Investidores reagem à nova intervenção na Petrobras

O Estado de S. Paulo
Estatuto da Petrobras pode ser alterado para segurar preços

Folha de S.Paulo
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O Globo
Ação policial na Vila Cruzeiro deixa 22 mortos

Correio Braziliense

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