Monitor – 24 de maio de 2022

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
24/05/22 | nº 660 | ANO IV |  www.cnc.org.br

G1 afirma que, com a taxa de desemprego do Brasil entre as maiores do mundo e a renda em queda, os brasileiros estão cada vez mais endividados – e inadimplentes, mostra levantamento da CNC. Entre as principais dívidas dos brasileiros, está o financiamento da casa própria: 8,6% dos endividados dizem estar pagando parcelas. Mas muitos não estão conseguindo nem isso – e correm o risco de ter o imóvel tomado pelo banco.

Valor Econômico mostra que o ex-presidente Lula (PT) e seu pré-candidato a vice-presidente, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB), iniciam nova fase na pré-campanha, em busca do apoio de empresários e do mercado financeiro. O Globo Online acrescenta que Lula, assim que tiver um esboço de seu programa de governo, entre julho e agosto, quer conversar com empresários e vai procurar também a CNI e a CNC.

IPI
O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo e Valor Econômico 
informam que o Ministério da Economia anunciou ontem nova redução de 10% nas alíquotas do Imposto de Importação de produtos comprados de países que não fazem parte do Mercosul.

A reportagem detalha que a medida, anunciada para conter a inflação, reduz os tributos de bens como feijão, carne, massas, biscoitos, arroz e materiais de construção, e vale até 31 de dezembro de 2023.

De acordo com o governo, a medida deve contribuir para baratear quase todos os bens importados. Mais de 87% dos códigos tarifários tiveram a alíquota zerada ou reduzida em um total de 20%.

Câmbio
Folha de S.Paulo 
expõe que o dólar recuou pela terceira sessão seguida ante o real nesta segunda-feira (23), marcada pelo bom humor dos investidores, com altas generalizadas nas Bolsas globais. O sentimento de maior apetite por risco do mercado veio após comentários do presidente dos EUA, Joe Biden, de que estaria avaliando derrubar tarifas impostas pelo antecessor, Donald Trump, contra produtos chineses.

Petrobras
Manchete de O Estado de S. Paulo destaca que Jair Bolsonaro demitiu ontem o terceiro presidente da Petrobras em seu governo, José Mauro Coelho, após exatos 40 dias no cargo.

A reportagem acrescenta que o novo escolhido para o cargo é Caio Paes de Andrade, secretário especial de Desburocratização do Ministério da Economia e ligado ao ministro Paulo Guedes.

Conforme o jornal, além da presidência, o ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, pretende mudar o conselho de administração e, em seguida, os diretores da estatal.

Combustíveis
O Globo 
revela que o ministro Paulo Guedes defende que a Petrobras adote regra que aumente o intervalo entre os reajustes de combustíveis para amortecer a volatilidade dos preços do petróleo no mercado internacional.

Segundo a reportagem, o intervalo pode aumentar para cem dias ou mais. Interlocutores de Guedes dizem que essa vem sendo a sua postura nas conversas com o novo ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida.

Para Guedes, os últimos reajustes foram excessivamente atrelados à variação de preços causada pela guerra da Ucrânia.

ICMS
Folha de S.Paulo 
expõe que parlamentares negociam mudanças no projeto que limita a cobrança de ICMS aplicado a energia elétrica e combustíveis para reduzir a resistência ao texto e facilitar a aprovação tanto na Câmara como no Senado.

Segundo Folha, o projeto classifica combustíveis, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo como bens e serviços essenciais. No entanto, o autor, deputado Danilo Forte (União Brasil-CE), defende que trate apenas de energia e combustível.

O Globo acrescenta que a fixação em 17% da alíquota do ICMS para o diesel significaria elevar o tributo em 12 estados, o que resultaria em aumento da arrecadação de R$ 7,3 bilhões por ano. Já para a gasolina, haveria redução das alíquotas em todos os estados. Só isso impactaria os cofres estaduais em R$ 27,2 bilhões no ano.

Mercosul
O Estado de S. Paulo 
relata que a Suécia lidera um movimento na União Europeia (UE) para tentar salvar o acordo comercial com o Mercosul, paralisado em meio a insatisfações com a política ambiental do governo brasileiro. Os esforços, no entanto, esbarram na oposição da França, que insiste que o tratado não deve ser implementado sem garantias “sólidas” sobre o cumprimento do Acordo de Paris.

No início deste mês, a Bloomberg informou que um grupo de pelo menos dez países prepara uma carta à Comissão Europeia defendendo o desbloqueio de pactos de livre comércio, por causa da guerra da Ucrânia. Ao Estadão/broadcast, o Ministério das Relações Exteriores francês enfatizou que o acordo não será ratificado sem salvaguardas na área ambiental.

Comércio eletrônico
Valor Econômico 
relata que, descartada pelo presidente Jair Bolsonaro em suas redes sociais, a Medida Provisória (MP) para regular o comércio eletrônico está em estudos na Receita Federal, mas em estágio bastante inicial. Será tema para o ano que vem, num eventual segundo mandato de Bolsonaro, informou fonte a par das discussões.

Grupos varejistas do Brasil, alguns liderados por empresários que apoiaram a eleição de Bolsonaro em 2018, pedem fiscalização mais rigorosa e mudanças na legislação para coibir a entrada de produtos pirateados ou que não recolham corretamente os impostos.

Turismo 1
Reportagem do Valor Econômico conta que, com o turismo ganhando força no Brasil depois de ter sido paralisado pela pandemia, o setor hoteleiro começou a sentir uma recuperação firme, segundo executivos de grandes redes no país. O sinal tem motivado investimentos na ampliação do número de hotéis, atualização de projeções e até a busca por novas oportunidades de negócio, como a sondagem da Hilton pelo segmento de resorts.

Dados do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB) apontaram que em abril o setor registrou uma taxa de ocupação 2,9% maior do que em igual período de 2019, quando a covid não era um problema. A diária média saltou 12,4%, para R$ 270,95. Já a receita de hospedagem por quarto disponível (RevPar) subiu 15,6%. Os números foram fornecidos por 503 hotéis de redes associadas, responsáveis por 78.662 unidades habitacionais e mostram um momento positivo para o segmento.

Turismo 2
Valor 
acrescenta que o setor de viagens corporativas faturou em abril R$ 875 milhões, 17% abaixo do mesmo mês de 2019, antes dos efeitos da pandemia de covid-19. Os dados foram divulgados ontem pela Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp). A associação destaca que, apesar dos dados ainda inferiores ao pré-pandemia, o setor tem demonstrado recuperação mês após mês. Em igual mês de 2021, o faturamento do setor ficou bastante abaixo, somando R$ 201 milhões.

Segundo a associação, os números de abril foram influenciados principalmente pelos feriados do mês, nos dias 15 e 21, que reduziram o faturamento, uma vez que jogaram demanda para o segmento de lazer. Em março, o faturamento já havia chegado a R$ 869 milhões, apenas 2% abaixo da marca de março de 2019. No acumulado dos quatro primeiros meses deste ano, o resultado foi de R$ 2,7 bilhões, ainda 24% abaixo dos R$ 3,6 bilhões registrados em 2019.

Doria
Manchetes em O Globo, Folha de S.Paulo e Correio Braziliense destacam que o ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB) anunciou ter desistido da pré-candidatura à Presidência. Afirmando estar “com o coração ferido, mas com a alma leve”, Doria abriu mão da disputa após a cúpula do partido sinalizar apoio à senadora Simone Tebet (MDB-MS) como candidata da terceira via.

Parte da legenda rechaça não lançar um nome à Presidência da República. No entanto, o presidente do PSDB, Bruno Araújo, disse que a discussão sobre candidatura própria é assunto superado.

O dólar comercial fechou ontem em queda de 1,41%, cotado a R$ 4,80. Euro caiu 0,17%, chegando a R$ 5,13. A Bovespa operou com 110.345 pontos, alta de 1,71%. Risco Brasil em 325 pontos. Dow Jones subiu 1,98% e Nasdaq teve alta de 1,59%.

Valor Econômico
Bolsonaro demite o terceiro presidente da Petrobras

O Estado de S. Paulo
Bolsonaro troca chefia da Petrobras pela 3ª vez e quer mudar política de preços

Folha de S.Paulo
Doria desiste de candidatura e abre nova disputa no PSDB

O Globo
Doria desiste, mas partidos da 3ª via continuam divididos

Correio Braziliense
Após saída de Doria, ala do PSDB se opõe aos planos da 3ª via

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