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Lula na Argentina
Manchete em O Globo destaca visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Argentina, onde, ao lado do mandatário argentino, Alberto Fernández, ofereceu crédito do BNDES, inclusive para a construção de um gasoduto, e anunciou uma linha de crédito do Banco do Brasil (BB).
Junto com Lula, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o BB vai financiar exportações para a Argentina, com garantias soberanas dos dois países. Segundo ele, a pasta desenvolve um fundo garantidor.
Haddad também afirmou que não há qualquer projeto de adotar uma moeda única entre Brasil e o país vizinho. De acordo com o ministro, trata-se de estudar uma moeda comum entre os dois países para transações financeiras e comerciais, com o objetivo de reduzir a dependência do dólar.
Já a manchete em O Estado de S. Paulo detalha que Lula disse ontem a empresários em Buenos Aires que o BNDES vai voltar a financiar projetos para ajudar empresas brasileiras no exterior e “países vizinhos a crescer”. O presidente defendeu o financiamento da obra do gasoduto Néstor Kirchner para transportar gás natural do campo de Vaca Muerta, na Patagônia argentina, até o Brasil. O petista afirmou que os empresários brasileiros têm interesse no projeto.
A reportagem lembra que o financiamento a obras em países da América Latina e da África pelo BNDES foi extinto em 2016 no governo Michel Temer (MDB), após presença constante nos escândalos de corrupção envolvendo empreiteiras e governos do PT.
Inflação
O Estado de S. Paulo revela piora no cenário projetado pelo mercado financeiro para a inflação neste e nos próximos anos, após questionamentos feitos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva à autonomia do Banco Central (BC), ao nível de juros e à meta inflacionária.
Segundo o Boletim Focus, divulgado ontem pelo BC, a projeção para o IPCA subiu de 5,39% para 5,48%. Para 2024, a estimativa também avançou, e foi de 3,70% para 3,84%. Já a mediana para a inflação oficial em 2023 está bem acima do teto da meta (4,75%).
O Estado de S. Paulo acrescenta que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou ontem que é preciso ter “tranquilidade” para enfrentar o debate sobre a meta de inflação, atualmente em 3,25%.
De acordo com Haddad, as pesquisas de mercado têm sinalizado que a taxa deve ficar dentro da banda. “Você olha para os 3,25% e não olha para a banda, então tudo isso tem de ser ponderado, com sobriedade”, ressaltou o titular da Fazenda.
O ministro disse ainda que no Brasil os agentes econômicos confiam que a inflação está em processo de convergência para a meta estabelecida, e que o Conselho Monetário Nacional (CMN) observará esses fatores para tomar uma decisão sobre a meta de inflação.
Logística
Valor Econômico expõe que o setor logístico teve a primeira reunião com o alto escalão do atual governo e saiu otimista com a recepção. Representantes da Associação Brasileira dos Operadores Logísticos se reuniram com o ministro dos Transportes, Renan Filho.
Segundo a reportagem, o custo do diesel continua no centro das preocupações do setor, mas a pauta de pleitos inclui a desburocratização fiscal, a regulamentação da atividade e a garantia de continuidade de políticas já implantadas.
Combustíveis
Valor Econômico informa que os preços da gasolina e do diesel comercializados pela Petrobras atingiram nesta segunda-feira, 23, o patamar mais baixo em relação ao mercado internacional neste ano.
Dados da Abicom, associação que reúne as importadoras, indicam que o valor da gasolina vendida pela Petrobras está 14% (R$ 0,49) abaixo do comercializado no exterior. O mesmo ocorre com o diesel, cujo litro está 7% (R$ 0,34) abaixo da paridade internacional.
Segundo Sergio Araujo, presidente da Abicom, os valores abaixo da cotação internacional dificultam o avanço das importações, que representam cerca de um terço do mercado. Além disso, Araujo lembra que a Petrobras está há 45 dia sem alterar seus preços nas refinarias.
Jornal ressalta que o presidente indicado da Petrobras, Jean Paul Prates já indicou, em entrevistas recentes, que pretende fazer alterações na política de preços da companhia, embora descarte uma intervenção. Disse que o preço será vinculado de alguma forma ao mercado internacional, mas não especificou como. Hoje, os preços seguem as cotações internacional do dólar e do câmbio.
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