Monitor – 23 de novembro de 2021

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
23/11/21 | nº 538 | ANO III |  www.cnc.org.br
Reportagem do Valor Econômico relata que, após cinco altas consecutivas, o indicador Intenção de Consumo das Famílias (ICF) apurado pela CNC voltou a cair, pressionado por juros e inflação elevados – que inibem compras. O índice cai 0,9% em novembro em relação a outubro, para 73,4 pontos, primeira retração nessa comparação desde maio (-1,4%) informou ontem a entidade, mas ainda sobe 5,1% ante novembro de 2020.

“Atualmente ocorre uma cautela entre as famílias, que pensam duas vezes antes de consumir”, afirmou a economista responsável pela pesquisa, Catarina Carneiro da Silva. Ela acrescentou ainda que, como não há como saber evolução futura dos tópicos que estão pressionando para baixo o indicador – como juros e inflação -, a trajetória futura do ICF é incerta.

Mídia online (Agência Brasil CNN Brasil Online) e TV CNN Brasil também abordam o tema.

Artigo em O Estado de S. Paulo sobre fintechs ressalta que o lucro dos cinco grandes bancos brasileiros já supera R$ 60 bilhões no acumulado dos três primeiros trimestres, e o Banco Central reporta que a rentabilidade do setor já voltou ao nível pré-crise. Já a taxa de famílias endividadas chegou a 75% em outubro, subindo por onze meses seguidos sem parar. Texto registra que os números são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência da CNC. A alta em relação ao mesmo período do ano passado é recorde na série histórica.

Desoneração
O Estado de S. Paulo 
divulga que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse ontem a empresários em São Paulo que a proposta de prorrogar a desoneração da folha de pagamento tem “ampla maioria” na Casa.

Pacheco ainda reforçou a intenção de levar o projeto para votação diretamente no plenário, já aprovado na semana passada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados.

Refis

Principais jornais contam que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que o projeto do novo Refis será pautado e aprovado pela Casa. Sem se comprometer com datas, ele garantiu que irá cumprir o acordo feito com o Senado sobre a tramitação da reforma tributária.

“O Refis todo mundo quer. Então, o que todo mundo quer, geralmente o governo não quer e nós temos que estar ali fazendo sempre a interface. Pois bem, o Senado não votou [a reforma do] Imposto de Renda e o relator anda dizendo que não vai votar. Nós vamos votar o Refis, talvez não o texto que o Senado aprovou, talvez não o mesmo texto, mas vamos aprovar o Refis”, prometeu Lira durante evento promovido pela Abad (Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores).

ICMS
Valor Econômico
 repercute decisão do Supremo Tribunal Federal, ontem, de que é ilegal a cobrança de ICMS em percentuais superiores às alíquotas ordinárias – de 17% a 20% – sobre o fornecimento de energia elétrica e serviços de telecomunicações.

Atualmente a maioria dos estados impõe alíquotas de 25% a 35%. A decisão é considerada uma “bomba fiscal” pelas unidades federativas, que calculam perdas anuais de R$ 26,7 bilhões.

Inflação 
Manchete do Valor Econômico destaca que o Banco Central está perdendo o controle das expectativas de inflação de longo prazo, num processo que poderá ter um custo importante em termos de alta na Selic e de perda de crescimento da economia. O boletim Focus de expectativas de inflação, divulgado ontem, mostra sinais de desancoragem das expectativas em relação às metas até 2025.

A projeção mediana dos agentes econômicos para a variação do IPCA neste ano saltou para 10,12% na sexta. Para 2022, o mercado antecipa uma inflação de 4,96% e para 2023 e anos seguintes sinalizam um preocupante processo de desancoragem das expectativas. Os números mostram que, na opinião do mercado, o BC independente terá dificuldades de cumprir à risca o seu mandato de estabilidade de preços.

Crédito
Valor Econômico 
informa que o saldo total da carteira de crédito deve crescer 1,4% em outubro, registrando o 9º avanço mensal seguido, conforme pesquisa da Febraban divulgada como uma prévia da nota de crédito do BC. O destaque do mês deverá ser a carteira de pessoa física, com estimativa de crescimento de 1,8%. Assim, o ritmo de expansão anual poderá chegar a 19,5%, o maior desde novembro de 2011 (alta de 19,8%).

Bolsa
Valor Econômico 
reporta que a piora das projeções de inflação e, consequentemente, a alta dos juros futuros, penalizou papéis de setores sensíveis aos movimentos das taxas longas no pregão da bolsa ontem. O Ibovespa fechou em queda de 0,89%, aos 102.122 pontos, na mínima do dia. Este também foi o menor patamar de fechamento de 2021.

Desemprego
Folha de S.Paulo 
registra que o desemprego no Brasil, de 13,2% no trimestre encerrado em agosto, é mais que o dobro da média internacional, de 6,5%, segundo ranking da Austin Rating. Os números comparam países que divulgaram dados de desemprego de agosto. Pelo ranking, a taxa de desocupação brasileira é a quarta maior de uma lista de 43 economias mais a média da zona do euro.

No desempenho em agosto, o Brasil só ficou em uma posição melhor do que a de Costa Rica (15,2%), Espanha (14,6%) e Grécia (13,8%). Entre os países analisados, o desemprego mais baixo foi registrado em Singapura (2,6%), Suíça (2,7%) e República Tcheca (2,8%). Na média dos países da zona do euro, a desocupação era de 7,5% em agosto.

Auxílio Brasil
O Estado de S. Paulo 
destaca que reajuste anual do benefício pela inflação, ampliação do alcance dos pagamentos são as principais mudanças incluídas pelo deputado Marcelo Aro (PP-MG) no texto da medida provisória que criou o Auxílio Brasil. O jornal pontua que o reajuste enfrenta resistência do ministro da Economia, Paulo Guedes. O relatório de Aro está previsto para ser votado hoje ou amanhã no plenário da Câmara. Depois, precisa passar pelo Senado.

Combustíveis
Folha de S.Paulo
 também situa que os preços da gasolina e do diesel pararam de subir nos postos, quase um mês depois do último reajuste nas refinarias da Petrobras. A alta acumulada nas bombas, no entanto, é bem superior aos aumentos promovidos pela estatal.

Para especialistas, a justificativa está na evolução da cotação dos biocombustíveis misturados aos dois produtos e pelo repasse das cotações internacionais nas importações por empresas privadas.

Consumo
Painel S.A. (Folha de S.Paulo)
 traz pesquisa do Procon-SP sobre o poder de compra do consumidor na pandemia que apontou queda na renda individual de 70% dos entrevistados em um levantamento com mais de 5.000 pessoas entre setembro e outubro. Pouco mais de 20% disse ter mantido o mesmo patamar de renda e 6% teve alta.

Para quase 35%, o fator responsável pela redução da renda foi a paralisação de suas atividades como autônomo ou empresário devido às restrições da pandemia. Demissão, morte na família e necessidade de ajudar na renda familiar também contribuíram para a mudança no padrão financeiro dos entrevistados, segundo a pesquisa do Procon.

Mais de 90% relataram piora nos gastos necessários, principalmente com alimentação. As contas de água, luz e gás também pesaram sobre mais de 20% dos entrevistados. Mais de 90% deles também dizem que foi preciso cortar alguns hábitos de consumo em itens como alimentação, energia, água, telefonia e internet.

O Procon também identificou um aumento na parcela dos consumidores que dizem estar com dívidas em atraso, especialmente em cartão de crédito, contas de consumo e empréstimos bancários.

Supermercado 
A coluna Painel S.A. (Folha de S.Paulo) também relata que o índice de preços nos supermercados monitorado pela Apas em parceria com a Fipe apontou desaceleração entre os cortes mais populares de carnes, mas o impacto da inflação é pesado no cenário de 2021. Conforme os dados da Apas, a cesta de carnes total acumula alta de 13,05% neste ano.

A inflação geral nos supermercados ficou em 0,94%, em outubro, tendo os produtos in natura como importante foco de alta nos preços, enquanto os industrializados sinalizaram índice abaixo de setembro.

Delivery Center
Valor Econômico 
dá conta que a BR Malls e a Multiplan, acionistas da Delivery Center, anunciaram o fechamento da empresa de entregas, apenas dois anos após a entrada de diversos sócios de peso no negócio e mais de R$ 180 milhões investidos na companhia desde 2016, apurou o Valor.

De acordo com a abordagem, a decisão foi tomada após a operação registrar resultados que não sinalizavam “virada” nos números e adesão de lojistas abaixo do esperado.

Lojas Americanas
O Globo 
avança que a Americanas inicia hoje nova estratégia no varejo com o lançamento de uma loja física da Ame, aplicativo até então presente no ambiente digital que permite compras on-line, empréstimos e cashback.

O espaço será inaugurado no aeroporto internacional do Rio, o Galeão, e vai ser a primeira loja completamente autônoma da companhia a operar sema presença de funcionários na compra venda de produtos.

Se não teve uma novidade bombástica na Black Friday, a Americanas frequentou bastante o noticiário este ano, assinala O Estado de S. Paulo. A reportagem recorda que a rede física da Lojas Americanas se juntou à B2W (da Americanas.com e Submarino, entre outras marcas) em abril na busca de sinergias e outros ganhos operacionais.

Ao mesmo tempo, o grupo adquiriu dez empresas em cerca de dois anos, como o hortifrúti Natural da Terra e Uni.co (da Imaginarium e da Puket), e fez uma parceria com as lojas BR Mania.

Bolsonaro
Principais impressos mostram que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou ontem a suspensão da quebra do sigilo telemático do presidente Jair Bolsonaro, a partir de abril de 2020, aprovada pela CPI da Covid no seu último dia de funcionamento, 26 de outubro.

Popularidade
Folha e Estadão 
atentam que o presidente Jair Bolsonaro ficou estável em popularidade digital, segundo ranking da consultoria Quaest. No balanço mais recente do IPD (Índice de Popularidade Digital), Bolsonaro só foi derrubado da liderança no penúltimo dia do período analisado. O ex-presidente Lula (PT) chegou ao topo na segunda-feira (15), com 1,87 ponto de vantagem. Na terça (16), tinha 63,9 pontos, contra 57,9 do rival.

O dólar comercial fechou ontem em queda de 0,27%, cotado a R$ 5,59. Euro caiu 0,74%, chegando a R$ 6,28. A Bovespa operou com 102.122 pontos, queda de 0,89%. Risco Brasil em 339 pontos. Dow Jones subiu 0,04% e Nasdaq teve queda de 1,26%.
Valor Econômico
Expectativa de Inflação escapa de controle do BC

O Estado de S. Paulo
Relator do Auxílio Brasil prevê reajuste anual pela inflação

Folha de S.Paulo
Moradores acham 8 corpos em favela do RJ após ação policial

O Globo
Impasse nas prévias aprofunda a crise no PSDB

Correio Braziliense
Sem dinheiro, Planalto tenta auxilio permanente

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