Desoneração
O Estado de S. Paulo divulga que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse ontem a empresários em São Paulo que a proposta de prorrogar a desoneração da folha de pagamento tem “ampla maioria” na Casa.
Pacheco ainda reforçou a intenção de levar o projeto para votação diretamente no plenário, já aprovado na semana passada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados.
Refis
Principais jornais contam que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que o projeto do novo Refis será pautado e aprovado pela Casa. Sem se comprometer com datas, ele garantiu que irá cumprir o acordo feito com o Senado sobre a tramitação da reforma tributária.
“O Refis todo mundo quer. Então, o que todo mundo quer, geralmente o governo não quer e nós temos que estar ali fazendo sempre a interface. Pois bem, o Senado não votou [a reforma do] Imposto de Renda e o relator anda dizendo que não vai votar. Nós vamos votar o Refis, talvez não o texto que o Senado aprovou, talvez não o mesmo texto, mas vamos aprovar o Refis”, prometeu Lira durante evento promovido pela Abad (Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores).
ICMS
Valor Econômico repercute decisão do Supremo Tribunal Federal, ontem, de que é ilegal a cobrança de ICMS em percentuais superiores às alíquotas ordinárias – de 17% a 20% – sobre o fornecimento de energia elétrica e serviços de telecomunicações.
Atualmente a maioria dos estados impõe alíquotas de 25% a 35%. A decisão é considerada uma “bomba fiscal” pelas unidades federativas, que calculam perdas anuais de R$ 26,7 bilhões.
Inflação
Manchete do Valor Econômico destaca que o Banco Central está perdendo o controle das expectativas de inflação de longo prazo, num processo que poderá ter um custo importante em termos de alta na Selic e de perda de crescimento da economia. O boletim Focus de expectativas de inflação, divulgado ontem, mostra sinais de desancoragem das expectativas em relação às metas até 2025.
A projeção mediana dos agentes econômicos para a variação do IPCA neste ano saltou para 10,12% na sexta. Para 2022, o mercado antecipa uma inflação de 4,96% e para 2023 e anos seguintes sinalizam um preocupante processo de desancoragem das expectativas. Os números mostram que, na opinião do mercado, o BC independente terá dificuldades de cumprir à risca o seu mandato de estabilidade de preços.
Crédito
Valor Econômico informa que o saldo total da carteira de crédito deve crescer 1,4% em outubro, registrando o 9º avanço mensal seguido, conforme pesquisa da Febraban divulgada como uma prévia da nota de crédito do BC. O destaque do mês deverá ser a carteira de pessoa física, com estimativa de crescimento de 1,8%. Assim, o ritmo de expansão anual poderá chegar a 19,5%, o maior desde novembro de 2011 (alta de 19,8%).
Bolsa
Valor Econômico reporta que a piora das projeções de inflação e, consequentemente, a alta dos juros futuros, penalizou papéis de setores sensíveis aos movimentos das taxas longas no pregão da bolsa ontem. O Ibovespa fechou em queda de 0,89%, aos 102.122 pontos, na mínima do dia. Este também foi o menor patamar de fechamento de 2021.
Desemprego
Folha de S.Paulo registra que o desemprego no Brasil, de 13,2% no trimestre encerrado em agosto, é mais que o dobro da média internacional, de 6,5%, segundo ranking da Austin Rating. Os números comparam países que divulgaram dados de desemprego de agosto. Pelo ranking, a taxa de desocupação brasileira é a quarta maior de uma lista de 43 economias mais a média da zona do euro.
No desempenho em agosto, o Brasil só ficou em uma posição melhor do que a de Costa Rica (15,2%), Espanha (14,6%) e Grécia (13,8%). Entre os países analisados, o desemprego mais baixo foi registrado em Singapura (2,6%), Suíça (2,7%) e República Tcheca (2,8%). Na média dos países da zona do euro, a desocupação era de 7,5% em agosto.
Auxílio Brasil
O Estado de S. Paulo destaca que reajuste anual do benefício pela inflação, ampliação do alcance dos pagamentos são as principais mudanças incluídas pelo deputado Marcelo Aro (PP-MG) no texto da medida provisória que criou o Auxílio Brasil. O jornal pontua que o reajuste enfrenta resistência do ministro da Economia, Paulo Guedes. O relatório de Aro está previsto para ser votado hoje ou amanhã no plenário da Câmara. Depois, precisa passar pelo Senado.
Combustíveis
Folha de S.Paulo também situa que os preços da gasolina e do diesel pararam de subir nos postos, quase um mês depois do último reajuste nas refinarias da Petrobras. A alta acumulada nas bombas, no entanto, é bem superior aos aumentos promovidos pela estatal.
Para especialistas, a justificativa está na evolução da cotação dos biocombustíveis misturados aos dois produtos e pelo repasse das cotações internacionais nas importações por empresas privadas. |