Teto de gastos
Manchetes nos principais jornais destacam que a decisão do Planalto de alterar o teto de gastos para financiar o novo Bolsa Família de R$ 400 motivou o pedido de demissão de quatro dos principais secretários da equipe do ministro Paulo Guedes (Economia) – o secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, e o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, e seus adjuntos. Eles avaliaram que há desmonte da política fiscal. À noite, a Comissão Especial da Câmara aprovou o texto da PEC dos Precatórios, prevendo mudança na fórmula de correção do teto e cobrindo o auxílio. Bolsonaro afirmou que Guedes continua no cargo.
Mercado financeiro
Principais jornais informam que o temor do risco fiscal do país tomou conta do mercado depois de o próprio ministro Paulo Guedes falar em furar o teto de gastos. A Bolsa fechou em queda de 2,75%, a 107.735 pontos. As empresas que compõem o Ibovespa acumularam perdas de R$ 284 bilhões em valor de mercado desde o anúncio do Auxílio Brasil de R$ 400 pelo presidente Jair Bolsonaro, na terça (19). O dólar subiu 1,88%, a R$ 5,6670.
Os juros futuros também aumentaram os prêmios, com o DI para janeiro de 2025 em alta de quase 60 pontos-base, a 11,48% ao ano. A percepção do mercado sobre o risco de inadimplência do país, avançou 6,05%, a 226,20 pontos, o patamar mais alto desde março.
Cesta básica
Folha de S.Paulo relata que a inflação dos alimentos que compõem a cesta básica encostou em 16% no acumulado de 12 meses no Brasil, segundo estudo da PUC-PR. A disparada dos preços dos alimentos afeta principalmente o bolso dos mais pobres na pandemia e reflete uma combinação de fatores, desde o dólar alto e a valorização das commodities agrícolas no mercado internacional até os efeitos da seca prolongada e das geadas.
Combustíveis 1
O Globo e Valor Econômico veiculam que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), após se reunir com diversos governadores, disse que a Petrobras deve participar do debate sobre o projeto que muda as regras de ICMS sobre combustíveis, em tramitação na Casa.
Ele reforçou que a estatal possui “função social” a cumprir diante da alta de preços. Ele também afastou a ideia de que a alta dos combustíveis seja culpa dos estados. “Primeiro, da premissa de que o ICMS não é o único problema da composição de preços de combustíveis. Tampouco é o problema principal relativamente ao preço alto dos combustíveis atualmente no Brasil”, comentou Pacheco.
Combustíveis 2
Folha de S.Paulo reporta que transportadoras de combustíveis iniciaram paralisação em ao menos três estados, ontem, contra os altos preços dos insumos.
Segundo Folha, manifestantes bloquearam a entrada de bases de distribuição, impedindo o carregamento dos produtos. O veículo cita falta de produtos em Minas Gerais e que no Rio de Janeiro pode acontecer o mesmo, conforme sindicatos.
Já a ANP disse que está monitorando o movimento e que o acompanhamento do setor “não indica falta de combustível, até o momento”.
Caminhoneiros
Folha de S.Paulo e demais jornais informam que Jair Bolsonaro disse que o governo criará um auxílio para caminhoneiros, categoria que o apoia, por causa da alta do diesel. A ideia é pagar R$ 400 até o fim de 2022. Sem explicar a origem dos recursos, o presidente falou em até 750 mil beneficiados.
Valor ressalta que, ao acenar para a criação de um auxílio para ajudar 750 mil caminhoneiros autônomos a compensar a inflação do diesel, o presidente Jair Bolsonaro tenta esfriar os ânimos da categoria, que ameaça entrar em greve num momento em que o preço do derivado bate recordes nas bombas. Nas últimas semanas, o preço médio do produto S-10, com menor teor de enxofre, rompeu, pela primeira vez, o patamar de R$ 5 o litro. |