Conjuntura
Manchete de O Estado de S. Paulo aponta que com a alta da inflação, perda do poder de compra e aumento do desemprego, mais da metade das pessoas (64,3%) que haviam conseguido se livrar das dívidas está voltando à lista dos inadimplentes.
O indicador, chamado de índice de reinadimplência, foi de 51,8% em 2019 e de 53,1% em 2020. Ainda de acordo com levantamento da Boa Vista, empresa especializada em análise de crédito, inflação, queda na renda, desemprego e fim do auxílio emergencial são apontados como causas do problema.
PIB
O Estado de S. Paulo reporta que o Banco Central consultou, em questionário prévio ao próximo ao Copom, analistas do mercado financeiro sobre expectativa de algum impacto negativo da variante Ômicron no PIB brasileiro em 2022.
O comitê vai se reunir nos dias 1º e 2 de fevereiro para decidir a nova taxa Selic. Na mesma pergunta, o órgão solicita que os analistas coloquem a magnitude do impacto estimado em pontos percentuais, caso esperem algum efeito.
Inflação
O Globo (22/01) trouxe alerta do ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre risco da inflação não ser transitória. Ele cobrou atenção dos bancos centrais para esse problema, que deve persistir ao longo deste ano.
Na opinião de Guedes, os choques de oferta vão diminuir gradualmente, o que pode reduzir a pressão nos preços. Ele citou preocupação com a expansão da demanda. Para o ministro, “os bancos centrais estão dormindo no ponto”.
Simples
Folha de S.Paulo (23/01) informou que o Comitê Gestor do Simples Nacional decidiu prorrogar, até 31 de março, o prazo para que as empresas regularizem suas dívidas e se mantenham no regime simplificado, com carga tributária menor.
A medida faz parte do pacote negociado pelo governo com parlamentares, após veto do Executivo à lei que instituiria amplo programa de renegociação de dívidas de pequenos negócios. O prazo para as companhias fazerem a adesão está mantido em 31 de janeiro.
Combustíveis
O Globo (23/01) relatou que o presidente Jair Bolsonaro disse não querer “confusão” com governadores em relação à PEC para reduzir ou zerar impostos federais sobre combustíveis e energia elétrica.
O presidente confirmou intenção de incluir o ICMS, que é estadual, na proposta, ressaltando que a adesão dos governadores deve ser facultativa.
Antes disso, a Folha de S.Paulo (22/01) mostrou que o temor de novo pico de inflação no terceiro trimestre, auge da campanha eleitoral, deflagrou a decisão do presidente Jair Bolsonaro de patrocinar a PEC que pretende reduzir tributos sobre combustíveis.
Em segundo lugar nas pesquisas, Bolsonaro pode ser prejudicado por novos aumentos nos preços dos combustíveis, segundo avaliação nos bastidores.
A Folha de S.Paulo (22/01) também assinalou que especialistas classificam a PEC dos combustíveis como medida “eleitoreira”, “populista” e irresponsável do ponto de vista fiscal, além de não resolver o principal fator sobre a alta: a política de preços da Petrobras.
O Estado de S. Paulo (22/01) também expôs que parlamentares admitem apoio à PEC. No entanto, eles classificam a medida como eleitoreira ao considerar um efeito pequeno sobre o preço final da gasolina e do diesel, mas com custo alto para os cofres públicos. O movimento ainda é visto como pressão para governadores reduzirem o ICMS, que é estadual.
O Globo (23/01) acrescentou que, conforme relatórios de bancos, a ideia de reduzir os impostos federais sobre os preços dos combustíveis e energia elétrica pode ajudar a atenuar a alta da inflação, mas vai trazer alto custo fiscal.
Petrobras
Painel S.A. (Folha de S.Paulo, 22/01) anotou que o Cade estendeu prazo de poucos dias que havia estabelecido para a Petrobras entregar informações exigidas em inquérito administrativo para investigar possíveis abusos da estatal no mercado de combustíveis.
A data foi postergada para esta segunda-feira (24). Em caso de não resposta, a companhia pode ser punida com multa diária de R$ 5 mil, que pode ser elevada em até 20 vezes.
Segurança de dados
Principais jornais relataram no sábado que o Banco Central comunicou o vazamento de dados pessoais vinculado a chaves 160.147 chaves Pix que estavam sob a guarda e a responsabilidade da Acesso Soluções de Pagamento.
Entre os dados expostos estão nome do usuário, CPF, instituição de relacionamento e número de agência e conta. A ocorrência ocorreu entre 3 e 5 de dezembro de 2021.
Dados como senhas, movimentações, ou informações sob sigilo bancário não foram expostos. As vítimas serão notificadas por meio do aplicativo ou pelo internet banking da instituição em que a chave está cadastrada. |