Monitor – 21 de junho de 2022

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
21/06/22 | nº 679 | ANO IV |  www.cnc.org.br
A coluna Capital S/A (Correio Braziliense) aborda o evento que será promovido pela CNC amanhã, em Brasília. Nota destaca que a reforma tributária será tema discutido, ressaltando que a entidade tem uma série de ressalvas à PEC 110, que está para ser votada no Senado. “O Sistema CNC-Sesc-Senac entende que o momento é oportuno para ampliar o diálogo sobre pontos fundamentais para a modernização do arcabouço regulatório do Brasil. Não se trata apenas do posicionamento de uma entidade de defesa da livre-iniciativa, mas de propostas objetivas daqueles que acreditam em um país de liberdades individuais e coletivas, de democracia e igualdade social”, destaca o presidente da CNC, José Roberto Tadros.

Na Band News, especialista alertam para os cuidados ao financiar um carro novo.  Em maio, a venda de veículos zero quilometro cresceu 27% em relação a abril. Os dados são da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores. Mas o crescimento não foi acompanhado por aumento do poder de compra dos motoristas. Em abril, 28,7% das famílias brasileiras estavam endividadas, maior taxa desde janeiro de 2010, de acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo.

Conexão Globo News (Globo News) repercute a chegada do inverno e, com ele, o aumento da procura nas vendas de roupas para a estação. Segundo dados da CNC, a previsão de lucro é de aproximadamente 13 bilhões de reais até o mês de agosto.

Petrobras
Manchetes dos principais jornais destacam que a forte pressão política do Planalto e do presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), fez com que José Mauro Coelho deixasse a presidência da Petrobras.

A renúncia abriu caminho para que o governo tente acelerar a confirmação do secretário de Desburocratização do Ministério da Economia, Caio Paes de Andrade, no cargo. Até lá, o atual diretor de Exploração e Produção, Fernando Borges, comandará a empresa.

O Globo e O Estado de S. Paulo acrescentam que a troca no comando da Petrobras abriu caminho para o surgimento de uma série de propostas no Congresso que aumentam a ingerência do governo sobre estatais, aumentam a taxação do setor de óleo e gás e ampliam o volume de recursos fora do teto de gastos para frear o preço dos combustíveis nas bombas.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), pediu que o Ministério da Economia e o governo atuem para mudar as regras que regem as estatais. Após reunião com líderes de partidos e com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), Lira disse que as empresas com controle do governo viraram “seres autônomos”.

O ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, disse ao Valor Econômico ser contrário a mudanças na política de preços da Petrobras. Defendeu, porém, que a estatal implemente “mecanismos de transição” para atravessar o momento em que os preços estão sendo impulsionados pela guerra na Ucrânia. Para ele, falta “transparência na questão dos preços” da estatal.

Folha de S.Paulo destaca que a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) abriu nesta segunda-feira um processo administrativo para investigar a divulgação de notícias sobre a Petrobras, que confirmou a renúncia de seu presidente, José Mauro Coelho.

A investigação aberta pela CVM tem como alvo a divulgação da troca no comando da Petrobras. O processo avaliará se a comunicação ao mercado seguiu as regras estabelecidas para companhias abertas. Valor Econômico também repercute.

Em paralelo, O Globo aborda que as oscilações atípicas das ações da Petrobras desde o início deste mês estão sendo investigadas pela CVM. Além disso, ontem a estatal informou ter recebido questionamentos da B3, a Bolsa brasileira, sobre a mesma questão.

Com as mudanças no comando da empresa e os rumores sobre novos reajustes, a movimentação das ações ordinárias (ON, com direito a voto) aumentou 115% entre os dias 6 e 17, enquanto a dos papéis preferenciais (PN, sem voto) saltou 231%. Segundo a B3, trata-se de um procedimento padrão para qualquer empresa listada. A Bolsa ressaltou que não investiga as companhias, apenas pede esclarecimentos.

Valor Econômico assinala que, apesar de novas pressões sobre o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a respeito da política de preços da Petrobras, a autarquia mantém a postura de que não cabe a ela impor redução.

Segundo fontes, inquéritos que tramitam sobre supostos abusos da Petrobras no mercado de combustíveis não vão impor uma redução de preço por parte do Cade. Mas não está descartado que as decisões possam levar a companhia a optar pela mudança da política de preços.

Folha de S.Paulo traz que o presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a defender a instauração de uma CPI para investigar eventuais abusos da atual gestão da Petrobras, mesmo após a ideia ter perdido força entre parte dos aliados do governo com a renúncia de José Mauro Coelho. Pouco antes da fala do chefe do Executivo, o presidente da Câmara, afirmou após uma reunião com lideranças partidárias que o líder do PL, partido de Bolsonaro, está recolhendo assinaturas para tentar instalar a apuração parlamentar.

ICMS
Valor Econômico 
informa que, mesmo com a sanção do PLP 18, que prevê teto de 17% ou 18% para a cobrança do ICMS pelos estados, deve continuar em vigor após liminar concedida pelo ministro André Mendonça (STF).

As duas normas deverão ser aplicadas em conjunto a partir de 1º de julho. Com isso, governadores deverão obedecer à limitação aprovada pelo Congresso e, ao mesmo tempo, praticar a alíquota única determinada por Mendonça.

Inadimplência recorde
Valor Econômico 
informa que o indicador de inadimplência da Serasa Experian revelou que em abril o Brasil alcançou o número recorde de consumidores com o nome no vermelho (66.132.670), a maior quantidade da série histórica iniciada em 2016. A soma das dívidas chegou a R$ 271,6  bilhões. Para o economista da Serasa Experian Luiz Rabi, o aumento da inadimplência no decorrer de 2022 era esperado.

Com relação ao perfil das dívidas, o segmento de “bancos e cartões” é responsável por 28,1% dos débitos em atraso, enquanto contas básicas como água, luz e gás representam 22,9%. Na sequência aparecem varejo (12,5%), financeiras (12,4%), serviços (10,4%), telefonia (7,3%), securitizadoras (2,1%) e outros (4,3%).

Pix
Valor Econômico 
relata que mais de 70% dos brasileiros sabem que é possível ajustar os limites máximos de valores transacionados por Pix. Mas quase metade (47%) ainda não configurou novos valores para suas transferências, segundo pesquisa C6 Bank /Ipec, que ouviu 2 mil pessoas das classes A, B e C com acesso à internet. De acordo com a pesquisa, 36% já definiram novos valores para transferências com Pix, 6% fizeram o ajuste para apenas um dos bancos que usam e 12% disseram não se lembrar. A definição de novos limites pode ser feita pelo cliente no aplicativo do banco.

Aviação
Valor Econômico 
informa que o setor aéreo global enfrenta falta de mão de obra para sustentar o processo de retomada dos voos, após dois anos com muitos aviões no chão devido às restrições sanitárias da pandemia. Agora, em temporada de verão no hemisfério norte, os turistas estão voltando mais rápido do que as companhias conseguem contratar pessoal.

O quadro foi informado nesta segunda-feira pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), em evento do setor realizado em Doha, capital do Catar. “O tempo necessário para recrutar, treinar, concluir verificações de segurança/antecedentes e realizar outros processos necessários antes que a equipe esteja pronta para o trabalho está apresentando um desafio para o setor em 2022”, disse a Iata, em nota. A entidade informou que algumas aéreas devem ter dificuldade para aumentar a oferta de voos diante do cenário.

No Brasil, o quadro é diferente e as maiores companhias aéreas – Latam, Gol e Azul – não sentem esse tipo de problema. As empresas mantiveram equipes, durante a fase crítica da pandemia, por meio de um acordo fechado com o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), com redução temporária de salário. A exceção foi a Latam, que tentou negociar cortes permanentes de salários, mas acabou não fechando um acordo. No fim, demitiu cerca de 2,7 pilotos e comissários. Mas neste ano, até maio, a Latam já contratou 1,8 mil pessoas.

O mercado nacional conta ainda com os funcionários da antiga Avianca Brasil, que faliu em meados de 2020 – parte desse pessoal ainda está disponível para contratação.

Congresso
O Estado de S. Paulo
 adianta que o aumento do poder do Congresso na confecção de leis e na montagem do Orçamento da União antecipou a disputa pelos comandos da Câmara e do Senado, marcada para fevereiro de 2023. Tanto Arthur Lira (Progressistas-AL) como o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), estão em campanha para permanecer mais dois anos à frente das respectivas Casas legislativas. Nos últimos dias, a crise provocada pelo aumento dos preços dos combustíveis expôs os movimentos da dupla pela recondução às cadeiras.

Eleição
O Globo
 observa que o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificaram uma ofensiva para tentar atenuar pontos fracos identificados pelos próprios estrategistas de campanha. No caso de Bolsonaro, um dos objetivos é reduzir a rejeição no Nordeste. O petista, por sua vez, estreou ontem no TikTok. O desempenho e a estratégia para usar as redes sociais são tidos como ponto de atenção na campanha petista.

Urnas
O Globo
 reporta que o ministro da Justiça, Anderson Torres, enviou ofício ao TSE comunicando que a Polícia Federal vai fiscalizar e auditar as urnas eletrônicas, em sintonia com os ataques sem provas de Bolsonaro ao sistema. Pasta cogita desenvolver programas para verificar equipamentos. A comunicação de tom incisivo é inédita e causou estranheza entre alguns membros do tribunal.

O dólar comercial fechou ontem em alta de 0,82%, cotado a R$ 5,18. Euro subiu 0,96%, chegando a R$ 5,45. A Bovespa operou com 99.852 pontos, alta de 0,03%. Risco Brasil em 339 pontos. Bolsas dos EUA não operaram ontem por causa do feriado do dia do fim da escravidão.

Valor Econômico
Sob ataque, Petrobras agora tem presidente interino”

O Estado de S. Paulo
Pressão política faz presidente da Petrobras deixar o cargo

Folha de S.Paulo
Pressão derruba presidente da Petrobras; CVM investiga estatal

O Globo
Pressão acelera mudanças no comando da Petrobras

Correio Braziliense
Câmara discute mudança na política de preços da Petrobras

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