Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo 20/07/23 | nº 949 | ANO V | www.cnc.org.br |
|
O Globo ressalta que governo e bancos ainda não conseguiram chegar a um acordo para reduzir os juros do rotativo do cartão de crédito. O BC participa das conversas, que vêm na esteira do programa Desenrola. O governo vê maior resistência das instituições nas medidas para o rotativo. Em maio, último dado disponível, a taxa média de juros cobrada pelos bancos nas operações com cartão de crédito rotativo foi de 455,1% ao ano, de acordo com o BC. É o maior patamar em seis anos.
Uma das principais propostas levadas pelo setor financeiro foi acabar com a possibilidade de parcelamento sem juros, mas isso foi rechaçado pelos integrantes do Executivo. Integrantes do Ministério da Fazenda também descartam tabelamento de juros. A redução dos juros do rotativo do cartão de crédito está entre as prioridades do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Reportagem acrescenta que pesquisa da CNC mostra que, em junho, 78,5% das famílias tinham dívidas, em atraso ou não, e, nesse universo, 87% relataram usar o cartão de crédito. Até 2020, a proporção de endividados no cartão não passava de 78%. Segundo Izis Janote Ferreira, economista da CNC, o crescimento disparou na pandemia:
“Isso quer dizer que as pessoas enxergam o limite do cartão como parte da renda”, destaca Izis. Esse hábito resulta em dívida do tipo “bola de neve”, quando a esticada no orçamento leva o consumidor a deixar de pagar o total da fatura do cartão.
A economista concorda que o Desenrola poderia vir acompanhado de uma campanha de educação financeira sobre como usar as modalidades de crédito.
O Globo também publica hoje a coluna Comércio em Pauta, produzida pela CNC. Conteúdo destaca que a Confederação reuniu as 34 federações e a base de mais de mil sindicatos empresariais do Sistema Comércio para três dias de alinhamentos, compartilhamentos de experiências e melhores práticas.
O presidente da CNC, José Roberto Tadros, disse que, em um mundo em rápida transformação, é fundamental que as entidades que representem os empresários do comércio de bens, serviços e turismo estejam preparadas.
A coluna abordou ainda como o Programa de Vigilância Alimentar e Nutricional, do Sesc, promove educação alimentar nas escolas e mencionou o Relatório Geral do Senac. |
|
|
Super-ricos Manchete em O Estado de S. Paulo destaca que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou ontem que enviará ao Congresso Nacional projeto de lei para tributar os fundos de investimento exclusivos. A proposta estará em um pacote de medidas econômicas que será remetido ao Legislativo em agosto, junto com o Orçamento de 2024. Iniciativa pretende incrementar as receitas e cumprir dispositivo da nova regra fiscal. Fundos exclusivos de investimento alvo do governo são os que possuem poucos cotistas super-ricos e valores muito altos. Quem mantém dinheiro nesse tipo ativo só recolhe Imposto de Renda (IR) quando faz o resgate do dinheiro. Folha de S.Paulo e Valor Econômico abordam o tema. Limite de despesas Manchete na Folha de S.Paulo revela que redução na projeção de inflação para este ano pode reduzir em até R$ 6 bilhões o espaço que o governo terá para gastar em 2024. A pressão sobre as despesas ocorre por causa do formato do novo arcabouço fiscal. A regra prevê um limite de gastos corrigido pelo IPCA acumulado em 12 meses até junho, mais um percentual real atrelado à variação das receitas e que deve ficar entre 0,6% e 2,5% ao ano. Há, ainda, possibilidade de incorporar um limite maior, condicionado à aprovação de um crédito suplementar, caso a variação dos preços acelere até dezembro. Inflação O Estado de S. Paulo relata que o Ministério da Fazenda reduziu sua projeção para a inflação medida pelo IPCA em 2023 e 2024. Segundo novos parâmetros da Secretaria de Política Econômica, a estimativa para 2023 caiu de 5,58% para 4,85%. O percentual é muito próximo do teto da meta no ano – que é de 4,75%. Segundo o secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, houve “aumento expressivo das chances do IPCA terminar dentro da banda superior da meta de inflação”. Já no próximo ano, a projeção de IPCA caiu de 3,63% para 3,30%. A meta de inflação do ano que vem é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Valor Econômico também trata sobre o assunto. Crescimento O Estado de S. Paulo também noticia que o Ministério da Fazenda elevou novamente sua projeção para o desempenho do PIB. Dados divulgados ontem pela SPE apontam que a estimativa passou de 1,9% para 2,5%. O resultado para 2024 se manteve em 2,3%. A revisão se deve, em parte, ao resultado do PIB no primeiro trimestre, que cresceu 1,9%. Segundo a pasta, o dado foi melhor do que o esperado para o setor agropecuário e para alguns subsetores de serviços e indústria. O Globo avança em frente semelhante. Inadimplência Na Folha de S.Paulo, reportagem afirma que, embora a taxa de inadimplência das empresas esteja em nível elevado, a situação ainda está distante do observado na crise de 2015 e 2016 no Brasil, segundo levantamento do Solution Wealth Management (SWM), escritório do BTG Pactual. A pesquisa indica que em maio, a taxa média de inadimplência das companhias chegou a 2,5%, enquanto no mesmo mês de 2016 era de 3,2%. No pico, em maio de 2017, chegou a 4%. Em relação às recuperações judiciais, a média móvel no acumulado de 12 meses de número de pedidos ficou em 83 em maio de 2023, ante 138 em maio de 2016. No pico, chegou a 156 pedidos, nos meses de outubro e novembro de 2016.
Gás natural Principais jornais ressaltam que a Petrobras anunciou ontem que vai reduzir o preço do gás natural nas distribuidoras a partir de 1º de agosto. A redução será de 7,1% em reais por metro cúbico. Com a decisão, a redução nos preços do derivado acumulada no ano chega a 25%, segundo informou em nota a estatal.
O reajuste é referente aos meses de maio, junho e julho, e considera a variação da cotação do produto e dos custos de transporte por dutos.
Os contratos entre a Petrobras e as distribuidoras de gás natural são atualizados trimestralmente e seguem as oscilações do petróleo Brent e da taxa de câmbio. Nos três meses de referência dos contratos, o petróleo apresentou queda de 3,8% e o câmbio subiu 4,8%. |
|
|
Efeito Barbie Coluna Painel S.A. (Folha de S.Paulo) registra que o grupo Magalu, que além da varejista, inclui Netshoes e Zattini, não escapou da “onda rosa” gerada pela estreia do filme “Barbie” nesta quinta (20).
No sábado (15), a rede bateu recorde do ano em buscas por produtos da Barbie no marketplace. Os números não são revelados, mas, em relação à média diária, a procura mais que triplicou (alta de 208%).
Na comparação entre a segunda quinzena de junho e a primeira quinzena de julho, as buscas subiram 109%.
Varejo A Coluna do Broadcast (O Estado de S. Paulo) conta que as companhias varejistas recuaram praticamente em bloco ontem. As maiores quedas do Ibovespa foram Alpargatas, de 7,66%, e Pão de Açúcar, de 4,62%. O índice de consumo da B3 fechou em baixa de 0,42%. “A taxa de juros ainda está muito alta. Mesmo se houver corte de 50 pontos-base na Selic no próximo Copom, é pouco para motivar vendas. A perspectiva para 2023 ainda é difícil para as varejistas”, disse o analista Vicente Koki, da Mirae Asset.
|
|
|
Lula Em manchete, O Globo comunica que o presidente Lula tem conseguido reverter o isolamento que marcou seu antecessor Jair Bolsonaro. Logrou conquistas na área ambiental com a garantia de recursos para a Amazônia e o agendamento de eventos internacionais no Brasil, como a conferência do clima. Até ontem, Lula já fez dez viagens a 15 países, num total de 36 dias no exterior, quase um a cada cinco como presidente.
Executivo e STF Folha de S.Paulo observa que o presidente Lula (PT) aproveitou o episódio de hostilidade ao ministro Alexandre de Moraes e sua família para fazer acenos ao STF (Supremo Tribunal Federal) e estreitar ainda mais a relação do Executivo com o magistrado. Além de apoiar a controversa medida de busca e apreensão realizada em endereços dos suspeitos de ofender Moraes, o governo saiu em defesa do integrante do Supremo.
Centrão O Globo situa que o Palácio do Planalto já tem na ponta do lápis o tamanho do apoio que esperar consolidar na Câmara após formalizar o iminente ingresso no governo do PP e Republicanos, dois pilares do Centrão. Nas contas do Executivo, a próxima mudança na Esplanada deve garantir 60 votos desses dois partidos – 30 de cada um deles. De volta a Brasília depois de uma viagem a Bruxelas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve fechar o novo desenho do primeiro escalão até agosto.
|
|
|
O dólar comercial fechou ontem em queda de 0,48%, cotado a R$ 4,78. Euro caiu 0,70%, chegando a R$ 5,36. A Bovespa operou com 117.552, queda de 0,25%. Risco Brasil em 220 pontos. Dow Jones subiu 0,30% e Nasdaq teve alta de 0,03%.
|
|
|