ICMS
Valor Econômico divulga que o Supremo Tribunal Federal confirmou decisão do Plenário Virtual que favorece as empresas do varejo.
Com isso, a partir do ano de 2024 não poderá mais ser cobrado ICMS na transferência de mercadorias, de um estado para outro, entre estabelecimentos de um mesmo contribuinte.
A decisão também definiu que os estados têm até o fim do ano para disciplinar o uso dos créditos acumulados. Se isso não acontecer, os contribuintes ficarão liberados para fazer as transferências sem ressalvas e limitações.
Crédito
O Globo, O Estado de S. Paulo e Valor Econômico registram que o governo divulga hoje conjunto de ações para facilitar o acesso a crédito e reduzir as taxas de juros nesse mercado. O Ministério da Fazenda listou um total de 13 medidas que o Executivo pedirá urgência na tramitação.
Além disso, fazem parte desta força-tarefa iniciativas para destravar as parcerias público-privadas (PPPs) nos estados e municípios.
As ações são voltadas para reduzir o que o Planalto classifica como barreiras e ineficiências existentes no mercado de crédito.
Arcabouço fiscal
O Globo expõe que flexibilização de dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal e ausência da previsão de penalidades em caso de descumprimento do marco fiscal são pontos polêmicos que, para especialistas, fragilizam o texto do arcabouço fiscal.
Para o economista-chefe da Ryo Asset, Gabriel Leal de Barros, o texto apresentado é “inconsistente, insuficiente e pouco crível” para impedir a alta do gasto público.
Exceções
Folha de S.Paulo comunica que o governo planeja ampliar a lista de exceções de despesas no arcabouço fiscal, além de flexibilizar o uso da inflação nos cálculos e deixar mais claro o mecanismo de redução do limite de gastos em caso de descumprimento da meta.
O Executivo inseriu na proposta uma lista de 13 exceções ao limite de despesas, e cita avaliação de que determinados conceitos similares aos que estão na relação também deveriam ser considerados.
Receita
O Globo informa que a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, disse que o governo pode ter incremento de receita em até R$ 120 bilhões com medidas de combate à sonegação fiscal e ao contrabando. Tebet não deu detalhes, mas afirmou que a equipe econômica do Executivo está estruturando uma série de medidas para aumentar a arrecadação, sem mudar a alíquota de impostos.
FGTS
Folha de S.Paulo registra que a Advocacia-Geral da União pediu ontem ao STF a extinção da ação que discute se é devida a revisão dos valores do FGTS.
O processo está previsto na pauta de julgamentos de hoje. A ação, esperada há nove anos, deve definir se a correção atual do fundo – de 3% ao ano mais TR (Taxa Referencial) – é constitucional.
Desinflação
Valor Econômico repercute declaração do presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, de que há um ponto de inflexão em que estender demais a suavização da política monetária gera perda de credibilidade e o custo fica maior que o benefício para a economia.
Campos Neto ainda frisou que a desinflação no país está mais lenta do que o esperado dado o nível elevado de juros reais no Brasil. “Sim, há melhora no cenário, o anúncio fiscal ajuda muito, mas é um processo”.
Ele voltou a dizer que a autoridade monetária olha para “muitas coisas” para decidir os rumos da Selic. O presidente do BC afirmou que o índice cheio da inflação brasileira está caindo, mas núcleo está “bastante resiliente”, recuando em ritmo lento. |