Monitor – 2 de setembro de 2022

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
02/09/22 | nº 731 | ANO IV |  www.cnc.org.br
Reportagem na revista IstoÉ afirma que a queda na renda e a alta da inflação aumentaram o medo de calote nas grandes redes, que aumentaram em 42% a provisão para devedores. O impacto será maior para as pequenas e médias empresas.

Texto ressalta que, em julho , 29% das famílias tinham algum tipo de conta ou dívida em atraso. Esse foi o maior patamar de inadimplência desde 2010, segundo um levantamento da CNC. Já o número de famílias endividadas subiu para 78%, um aumento de 0,7 ponto porcentual ante junho .

“As famílias com menor renda foram mais afetadas e aumentaram o endividamento, a despeito dos juros altos, para sustentar seu nível de consumo”, explica Izis Ferreira, economista da CNC, responsável pela pesquisa.

A alta na inadimplência, de acordo com o presidente da CNC, José Roberto Tadros, mostra que as medidas de suporte à renda, como os saques extras do FGTS e a antecipação do 13º tiveram efeito apenas momentâneo no pagamento de contas ou dívidas atrasadas, concentrado no segundo trimestre deste ano.

Já a IstoÉ Dinheiro afirma que a redução do ICMS e a alta da Selic têm ajudado a segurar os preços, mas a contração recorde do consumo e da demanda faz com que a baixa seja comemorada com cautela. Ao analisar o cenário econômico, a revista diz que somam-se à queda do consumo o alto endividamento e a inadimplência. O segundo semestre do ano, de acordo com a CNC, começou com recordes. Texto também apresenta dados da Peic.

PIB
As manchetes dos principais jornais destacam o aumento do Produto Interno Bruto (PIB). O Estado de S. Paulo, O Globo e Valor Econômico situam que o PIB brasileiro cresceu 1,2% no segundo trimestre, ante os primeiros meses do ano, segundo o IBGE.

O desempenho superou as estimativas dos economistas e é puxado pelo setor de serviços e indústria. Outro forte fator é a retomada de atividades presenciais com o fim das restrições impostas pela pandemia.

Com o novo resultado, o PIB ficou 3% acima do nível pré-pandemia, mas ainda está 0,3% abaixo do recorde da série histórica, alcançado no primeiro trimestre de 2014.

combustíveis
Principais jornais noticiam que a Petrobras vai reduzir, a partir de hoje, o preço médio de venda de gasolina para as distribuidoras. O valor passará de R$ 3,53 para R$ 3,28 por litro. É uma redução de R$ 0,25, ou 7,08%.

Segundo a estatal, é a maior queda desde 21 abril de 2020, quando houve corte de 8%, e a quarta redução desde julho. Neste período, o preço da gasolina cobrado pela Petrobras já caiu 19%.

Petrobras
Folha de S.Paulo 
revela que o presidente do Cade, Alexandre Cordeiro de Macedo, enviou ofício ao ministro do STF André Mendonça para informar que o órgão vai pedir novas informações à Petrobras antes de decidir pela abertura de um processo sancionador por supostas infrações à ordem econômica.

No documento, obtido pela Folha, Macedo afirma que a Superintendência-Geral do Cade enviará nesta sexta-feira (2) um ofício para a Petrobras, dando prazo de duas semanas para que a companhia apresente “informações detalhadas dos impactos da postura da Petrobras, considerando especificamente o Comunicado ao Mercado publicado no final do mês de julho relacionado à formação de preços dos combustíveis”.

Vale-refeição
Valor Econômico 
noticia que Jair Bolsonaro deve sancionar hoje a autorização para que o funcionário escolha a gestora do seu cartão de vale-refeição ou vale-alimentação, hoje restrito ao empregador. O jornal ressalta que o presidente deve, no entanto, vetar possibilidade de saque em dinheiro do saldo não utilizado após 60 dias, segundo fontes do governo e do setor.

Pesquisa
Manchete da Folha de S.Paulo expõe a nova pesquisa Datafolha sobre a corrida eleitoral. Nela, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva oscilou dois pontos para baixo, alcançando 45% das intenções de voto. Já o presidente Jair Bolsonaro manteve-se em 32%. Os presidenciáveis Ciro Gomes e Simone Tebet também tiveram um pequeno aumento nas intenções de voto.

Auxílio Brasil
Folha de S.Paulo e O Globo 
informam que o governo prepara a inclusão de mais 803,8 mil famílias no Auxílio Brasil a um mês das eleições. A estratégia permite ao governo manter a fila do Auxílio Brasil zerada durante a campanha eleitoral. O presidente Jair Bolsonaro tem tentado capitalizar as notícias favoráveis na área econômica nos últimos dias. Em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, ele tenta reduzir a vantagem de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobretudo no eleitorado de baixa renda.

Nesta semana, o governo comemorou dados como o PIB maior que o esperado no segundo trimestre, a queda no desemprego, a alta do rendimento dos trabalhadores e uma nova rodada de corte no preço dos combustíveis anunciada pela Petrobras.

Argentina
Imprensa relata que a polícia argentina prendeu ontem um homem que tentou atirar na vice-presidente Cristina Kirchner na porta de sua casa, em Buenos Aires. O suspeito foi identificado pelo jornal Clarín como Fernando Andrés Sabag Montiel, um brasileiro de 35 anos de idade.

O dólar comercial fechou ontem em alta de 0,71%, cotado a R$ 5,23. Euro caiu 0,30%, chegando a R$ 5,21. A Bovespa operou com 110.405 pontos, alta de 0,81%. Risco Brasil em 282 pontos. Dow Jones subiu 0,46% e Nasdaq teve queda de 0,26%.

Valor Econômico
Com impulso do governo e reabertura, PIB tem alta forte

O Estado de S. Paulo
PIB cresce 1,2% no trimestre e melhora expectativa para ano

Folha de S.Paulo
Lula tem 45% e Bolsonaro, 32%; Ciro chega a 9%, e Tebet, a 5%

O Globo
Consumo impulsiona PIB, que sobe 1,2% no 2º trimestre

Correio Braziliense
‘O país está num cabo de guerra permanente’

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