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Reforma tributária
O Estado de S. Paulo assinala que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, quer uma tramitação conjunta da reforma tributária e do projeto de uma nova âncora fiscal no primeiro semestre do ano.
A votação da PEC que altera a tributação sobre o consumo deve ganhar prioridade na preferência dos deputados e senadores que tomaram posse ontem no Congresso.
Conforme o jornal, nem parlamentares petistas dizem que há chances de as duas propostas caminharem no Congresso ao mesmo tempo.
Copom
O Estado de S. Paulo expõe reação do Banco Central a sucessivas críticas do governo Lula sobre o nível da taxa de juros. Em comunicado, o Copom respondeu que a incerteza fiscal pode manter a Selic no alto por ainda mais tempo. Inclusive, até o fim de 2024.
A autoridade monetária decidiu pela estabilidade da taxa em 13,75% e endureceu o tom diante da deterioração que percebe no cenário de inflação futura.
“A conjuntura, particularmente incerta no âmbito fiscal e com expectativas de inflação se distanciando da meta em horizontes mais longos, demanda maior atenção na condução da política monetária”, pontuou o colegiado.
Folha de S.Paulo, Valor Econômico e Correio Braziliense avançam em frente semelhante.
Fed
Imprensa também relata que o Federal Reserve (Fed) elevou os juros americanos em 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira, para a faixa entre 4,5% e 4,75% ao ano, reduzindo o ritmo do aperto monetário, conforme era esperado pelo mercado. Desde o início do ciclo, em março de 2022, o Fed já aumentou os juros em 4,50 pontos percentuais para combater a inflação mais elevada em 40 anos nos Estados Unidos.
Balança comercial
O Estado de S. Paulo e Valor Econômico registram que a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,716 bilhões em janeiro. É o primeiro saldo comercial positivo para meses de janeiro desde 2018.
Segundo divulgou ontem a Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o valor foi alcançado com exportações de US$ 23,137 bilhões e importações de US$ 20,420 bilhões.
A média diária das exportações registrou em janeiro aumento de 11,7%, com alta de 4,6% em agropecuária, 9,9% em indústria da transformação e 22,3% em produtos da indústria extrativa.
Diesel
No Valor Econômico, reportagem afirma que o perfil das importações brasileiras de diesel pode mudar com a entrada em vigor de novas sanções da União Europeia à Rússia, que a partir de domingo (5), vão incluir embargos a derivados de petróleo.
Com isso, a menor disponibilidade de diesel no mercado internacional deve levar países importadores, como o Brasil, a diversificarem a sua base de fornecedores. Arábia Saudita e Emirados Árabes podem ser alternativas.
Sanções podem fazer com que os Estados Unidos, principal supridor de diesel para o Brasil, prefiram vender mais para a Europa, que pode pagar mais pelas cargas.
Etanol
Valor Econômico relata decisão da Câmara de Comércio Exterior em não prorrogar a isenção do imposto de importação de etanol de países de fora do Mercosul.
A taxa de 18%, que foi zerada em março do ano passado como tentativa de reduzir o preço da gasolina aos consumidores, voltará a vigorar no fim deste ano.
Até lá, a alíquota será de 16%. O prazo da desoneração terminaria em 31 de dezembro de 2022, mas, depois, foi estendido até o fim de janeiro.
Fundo de equalização
Valor Econômico comunica que o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, discutiram ontem propostas sobre combustíveis, como a criação de fundo para reduzir impacto da volatilidade.
A reportagem lembra que Prates já defendia o mecanismo para frear os preços como senador. No ano passado, um projeto sobre o tema relatado por ele foi aprovado, mas ainda precisa do aval da Câmara.
O governo busca alternativas para evitar aumento brusco dos combustíveis a partir do mês que vem, quando a medida provisória que prorrogou a desoneração de PIS/Cofins perderá validade.
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