|
Combustíveis
Manchetes na Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo e Valor Econômico destacam anúncio do governo de reoneração parcial sobre gasolina e etanol. A Petrobras também informou ontem a redução de preço de R$ 0,13 no litro da gasolina.
Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, os reajustes terão impacto para o consumidor de R$ 0,34 por litro de gasolina e de R$ 0,02 por litro de etanol a partir de hoje. Com isso, impostos federais serão de R$ 0,47 para a gasolina e de R$ 0,02 para o etanol.
Dessa forma, Haddad conseguiu garantir uma arrecadação de R$ 28,9 bilhões neste ano. Já diesel e gás de cozinha continuam isentos de impostos federais até o fim do ano, conforme previsto na medida provisória editada pelo governo em janeiro.
Foi anunciada ainda a criação de um imposto sobre exportação de petróleo bruto, com impacto na Petrobras e demais empresas exportadoras. O governo pretende arrecadar R$ 6,7 bilhões com o imposto.
No Valor Econômico, reportagem diz que a Petrobras reduzirá, a partir de hoje, os preços da gasolina e do diesel vendidos nas refinarias às distribuidoras. A estatal anunciou ontem reduções de 3,93% na gasolina e de 1,95% no diesel.
Após a decisão, o preço médio de venda da gasolina será de R$ 3,18 por litro, corte de R$ 0,13, enquanto o litro médio de diesel passa a ser de R$ 4,02 por litro, queda de R$ 0,08. Para especialistas, o reajuste respeitou a política de paridade com preços do mercado externo. Analistas, contudo, criticaram o momento do anúncio.
Folha de S.Paulo inclui que retomada da cobrança de tributos federais sobre a gasolina deve levar o combustível novamente à casa dos R$ 5,50, conforme projeção da Ativa Consultora. O patamar havia sido observado pela última vez ainda em agosto de 2022.
Em O Globo, conforme cálculos de economistas, a reoneração parcial dos combustíveis anunciada pelo governo deverá causar impacto entre 0,33 e 0,39 ponto percentual no IPCA.
Desemprego
O Estado de S. Paulo, O Globo e Folha de S.Paulo contam que o mercado de trabalho brasileiro sinalizou retomada em 2022, com redução do desemprego e recorde na população ocupada. A abertura de vagas, no entanto, desacelerou no fim do ano, segundo dados divulgados ontem pelo IBGE.
A taxa de desemprego caiu para 9,3% na média anual de 2022 – menor nível em sete anos, ou desde 2015 (8,6%). A Pnad Contínua indica que a taxa ficou 2,4 pontos percentuais acima da mínima histórica (6,9%), registrada em 2014.
A massa de salários em circulação na economia aumentou em R$ 31,224 bilhões no período de um ano, para um recorde de R$ 274,346 bilhões, uma alta de 12,8% no trimestre encerrado em dezembro de 2022 ante o trimestre terminado em dezembro de 2021. Na comparação com o trimestre terminado em setembro, a massa de renda real subiu 2,1% no trimestre terminado em dezembro, com R$ 5,603 bilhões a mais.
Equidade
O Globo assinala que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem que o governo apresentará para o Dia Internacional da Mulher, em 8 de março, um projeto de lei para garantir a igualdade salarial entre homens e mulheres que exerçam a mesma função.
Sem detalhes sobre o texto e quando será apresentado ao Congresso, a ideia é aumentar a autonomia financeira das mulheres, também como forma de promover a saída de espaços de violência doméstica.
Desenrola
Valor Econômico relata que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse ontem que o programa Desenrola está pronto e deve ser anunciado na semana que vem. Iniciativa está sendo desenhada para facilitar a renegociação de dívidas de pessoas com renda até dois salários mínimos. Segundo Lula, cerca de 50 milhões de pessoas com renda até dois salários mínimos têm uma dívida que soma R$ 50 bilhões, aproximadamente.
Dívida pública
Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo e Valor Econômico informam que a dívida pública federal caiu 3,07% em janeiro sobre dezembro, para R$ 5,769 trilhões, devido a fortes saques líquidos, uma vez que o governo se absteve de emitir maiores volumes de títulos em meio aos custos crescentes. No período, a dívida pública mobiliária interna teve queda de 2,88%, sob o impacto de um resgate líquido de títulos no valor recorde de R$ 216 bilhões, que contribuiu para levar o estoque a R$ 5,535 trilhões.
A participação no total da dívida dos papéis prefixados, que responderam por mais de 90% dos resgates do mês, caiu a 23,5%, de 27% em dezembro. Já os títulos atrelados a índices de preços passou a 31,7%, de 30,3% antes, e os corrigidos pela taxa Selic aumentaram a 40,5%, de 38,3%.
|