Monitor – 1º de junho de 2022

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
01/06/22 | nº 666 | ANO IV |  www.cnc.org.br

O Globo Valor Econômico trazem cobertura do seminário “E agora, Brasil?”, organizado pelos jornais, com patrocínio do Sistema Comércio através da CNC e de suas federações. Textos destacam que Pedro Malan, ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central, e por Arminio Fraga, ex-presidente do BC e sócio-fundador da Gávea Investimentos, alertam para impacto sobre inflação de risco fiscal e ameaças à democracia. Economistas também criticaram aumento de gastos públicos num momento em que BC mantém juros altos para conter inflação.

Tributária
Valor Econômico
 noticia mobilização de parlamentares do governo e da oposição para impedir a votação da reforma tributária na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

A articulação foi considerada derrota para o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que trabalhava nos bastidores para levar a proposta ao plenário.

O Estado de S. Paulo acrescenta que, após o adiamento da reforma tributária, o Senado avançou na estratégia de enxugar o projeto de mudança do Imposto de Renda defendido pela equipe econômica.

A articulação prevê que a alteração viria em troca da aprovação de um novo programa de refinanciamento de dívidas (Refis) para pessoas físicas e grandes empresas na Câmara. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), defende a alternativa.

Desemprego
Manchete em O Globo repercute resultado da Pnad Contínua Mensal, do IBGE, indicando que a taxa de desemprego recuou de 11,2% em janeiro para 10,5% no trimestre encerrado em abril – menor taxa para este trimestre desde 2015.

Na comparação com abril do ano passado, a taxa estava em 14,8%. A intensidade da reação do mercado de trabalho levou parte dos especialistas a refazer projeções de emprego e do PIB.

O otimismo pode ser afetado pelo cenário de incertezas aguardado para o segundo semestre, quando se espera que a economia reflita os impactos da inflação alta e do aumento continuado dos juros.

Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo e Valor Econômico também abordam o assunto.

Petrobras
Folha de S.Paulo
 expõe que o Ministério de Minas e Energia formalizou ao Ministério da Economia o pedido de inclusão da Petrobras na carteira do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).

A inclusão visa uma futura privatização da companhia. A qualificação ao PPI depende de aval do conselho do programa e seria o primeiro passo de um processo longo e que já enfrenta resistências no Congresso.

Diesel
Manchete no Valor Econômico mostra que o governo, sob pressão de escassez de diesel, considera alternativas para reforçar o armazenamento do combustível no mercado interno.

Entre elas, está a possibilidade de aumentar o estoque obrigatório das distribuidoras, além de elevar o percentual de participação do biodiesel – atualmente, fixada em 10% – no produto comercializado nos postos.

Segundo fonte do Valor, as iniciativas podem ajudar a aumentar os estoques de diesel, mas não servem para conter o aumento de preços e até reforçam tendência de alta nos próximos meses.

ICMS
O Estado de S. Paulo, O Globo e Folha de S.Paulo 
contam que os estados apresentaram proposta ao Senado para aumentar a taxação das empresas de petróleo e criar conta de compensação de eventuais perdas com o teto de 17% para o ICMS sobre combustíveis, energia elétrica, gás e telecomunicações.

A proposta poderia envolver até R$ 66 bilhões, garantindo R$ 34 bilhões este ano para uma espécie de fundo, que funcionaria fora do Orçamento e seria formado com até 40% das receitas do governo federal com dividendos pagos pela Petrobras, royalties e participações especiais.

Para compensar a perda de arrecadação para a União, a proposta é de aumento da Contribuição Social sobre Lucro Líquido, de 9% para uma alíquota extraordinária de 20%. O valor poderia subir para 30% em caso da alta no petróleo Brent acima de US$ 80.

ICMS de combustíveis
O Estado de S. Paulo 
situa que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), se juntou à articulação do governo e do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para aprovar no prazo de um mês projeto que impõe teto na cobrança do ICMS sobre os combustíveis.

Pacheco disse em reunião com secretários estaduais de Fazenda que os senadores votarão a proposta mesmo que os estados recuem de um movimento recente e diminuam a alíquota do ICMS sobre o diesel.

ICMS da energia
Valor Econômico 
revela impactos díspares na conta de luz pela aprovação do projeto de lei na Câmara dos Deputados para cortar o ICMS sobre combustíveis e energia elétrica.

O impacto pode nem ser sentido por muitos dos consumidores, principalmente por aqueles com gasto menor de eletricidade em sua residência, além de parte da indústria e dos produtores rurais.

São Paulo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Sergipe e Mato Grosso do Sul já taxam a indústria na alíquota padrão e, portanto, não haverá redução. Os maiores cortes devem ocorrer em estados com dificuldades financeiras, como Minas Gerais e Goiás.

Planos de saúde 
Manchete de O Estado de S. Paulo afirma que, apesar de a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) ter autorizado reajuste de até 15,5% nas mensalidades dos planos de saúde individuais e familiares, o aumento pode superar 40% para alguns clientes. Isso porque, além do reajuste anual, as operadoras são autorizadas a elevar as mensalidades quando há transição de faixa etária. Feito pela equipe de cientistas liderada por Mario Scheffer, professor da Faculdade de Medicina da USP e blogueiro do Estadão, e por Lígia Bahia, professora da UFRJ, o cálculo aponta que a alta pode chegar a 43,1% para os que passaram da faixa etária de 54 a 58 anos para a de 59 anos ou mais.

Servidores
O Globo
 informa que o presidente Bolsonaro mudou de ideia em relação ao reajuste salarial de 5% prometido aos servidores, e agora avalia conceder um aumento de R$ 600 no valor do vale-alimentação, que hoje está em R$ 458. A medida pode ser editada por decreto. A mudança deixaria de fora os inativos.

Eleição
O Globo 
traz que os dois pré-candidatos que lideram as pesquisas de opinião, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro já deixaram claras estratégias distintas para os encontros. Bolsonaro disse ontem que, caso avance na disputa, participará de debates no segundo turno. Já Lula deve participar de debates no primeiro turno, mas trabalha para que ocorra uma redução do número de encontros.

O Estado de S. Paulo reverbera que o conjunto das mais recentes pesquisas indica que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está à frente na corrida presidencial em 16 Estados, enquanto o presidente Jair Bolsonaro (PL) lidera em oito. A projeção dos cenários foi feita pelo Estadão Dados com base em informações do agregador de pesquisas do Estadão.

União Brasil
Principais jornais também registram que o União Brasil lançou ontem a candidatura de seu presidente e deputado federal Luciano Bivar (PE) à Presidência. O movimento ocorre sem que o partido esteja unificado em torno do projeto. Nomes importantes da legenda pretendem reforçar o palanque do presidente Jair Bolsonaro, pré-candidato à reeleição.

O dólar comercial fechou ontem em queda de 0,02%, cotado a R$ 4,75. Euro caiu 0,42%, chegando a R$ 5,10. A Bovespa operou com 111.350 pontos, alta de 0,29%. Risco Brasil em 302 pontos. Dow Jones caiu 0,67% e Nasdaq teve queda de 0,41%.

Valor Econômico
Governo pode elevar estoque para garantir oferta de diesel

O Estado de S. Paulo
Reajuste dos planos de saúde na faixa acima de 59 anos pode superar os 40%

Folha de S.Paulo
Para 72%, arma não amplia a segurança, diz Datafolha

O Globo
Emprego reage, mas renda do trabalho recua 7,9% em 1 ano

Correio Braziliense
As propostas de seis candidatos para mudanças no rumo do pais

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