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Estado de emergência
Manchetes dos principais jornais repercutem a aprovação, no Senado, da PEC que institui um estado de emergência no Brasil até o fim do ano e propõe viabilizar a criação e ampliação de benefícios sociais a três meses das eleições.
Segundo juristas, a aprovação abre precedente perigoso e irreversível, pois pode permitir que qualquer pretexto seja usado tanto para driblar a lei eleitoral como para afrontar a Constituição.
Para ministros do TSE, o estado de emergência criado pela PEC é uma tentativa de “driblar” a legislação, um desvio de finalidade que frauda a lei, além de ferir princípios constitucionais.
A PEC aumenta o Auxílio Brasil, dobra o vale-gás, institui um benefício para caminhoneiros e cria um auxílio mensal de R$ 200 para taxistas, incluído de última hora, após a intervenção do presidente Jair Bolsonaro. O custo das medidas subiu de R$ 38,7 bilhões para R$ 41,2 bilhões.
Desemprego
Principais jornais divulgam dados da Pnad Contínua, publicados ontem pelo IBGE, indicando que o desemprego no país recuou para 9,8% de março a maio. Essa é a primeira vez que a taxa fica abaixo de 10% desde o trimestre encerrado em janeiro de 2016, além de ter sido o menor para o trimestre encerrado em maio desde 2015.
O número de pessoas ocupadas atingiu 97,5 milhões, o maior da série, desde 2012. Ao mesmo tempo, o contingente de trabalhadores na informalidade também foi recorde. Especialistas creem na desaceleração da criação de vagas até fim do ano.
Gasolina
Folha de S.Paulo reporta levantamento feito pela ValeCard mostrando que o repasse do corte de impostos sobre a gasolina já tem efeito no preço em quase todo o país. Na média, houve queda de 1,6%, ou R$0,12 por litro, entre sexta-feira (24) e terça-feira (28).
Diesel
Folha e O Globo informam que, diante dos riscos de falta de diesel no mercado internacional, a ANP propôs ontem aumentar os estoques obrigatórios do produto. O objetivo é garantir o abastecimento dos postos no fim do ano.
Inflação
Em relatório divulgado ontem, o BC admitiu que a meta de inflação será descumprida pelo segundo ano seguido em 2022. A probabilidade de o IPCA superar o teto da meta no ano passou de 88%, em estimativa feita em março, para 100%. Registros do Estadão e do Valor.
Bolsas
Folha registra que o mercado de ações do Brasil fechou junho com a maior queda trimestral desde o início da pandemia. O tombo acompanhou a baixa no exterior, mas também foi agravado pelo cenário político doméstico.
No fechamento do segundo trimestre de 2022, o Ibovespa caiu 17,88% – pior resultado desde o mergulho de 36,86% apurado no encerramento do primeiro trimestre de 2020.
Com queda mensal de 11,5%, o Ibovespa também teve em junho o seu pior mês desde o tombo de 29,9% em março de 2020.
O Globo informa que os principais índices acionários encerraram o primeiro semestre com fortes quedas. O S&P 500, da Bolsa de Nova York, sofreu tombo de 20,58% – pior resultado para o período desde 1970. O Dow Jones perdeu 15,31% no semestre, enquanto a Nasdaq teve queda de 29,51%.
Na Europa, esse foi o pior semestre para as Bolsas desde a crise financeira de 2008. O Stoxx Europe 600 já perde 17% no ano.
Liberdade de expressão
Com número recorde de ataques a jornalistas, o Brasil caiu mais uma vez no ranking global de liberdade de expressão divulgado pela ONG Artigo 19. O país registrou o terceiro maior declínio do mundo no tema no período de 2011 a 2021, com queda de 38 pontos – atrás apenas de Hong Kong (-58 pontos) e Afeganistão (-40 pontos). A piora no indicador ocorre desde 2016 e se acentuou em 2019, informa a Folha.
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