Monitor – 19 de setembro de 2023

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo19/09/23 | nº 980 | ANO V |  www.cnc.org.br
Folha de Boa Vista (RR) reproduz artigo de Frederike Mette que traz dados da Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela CNC, ao avaliar a reação da economia, com a queda no índice de inadimplentes.
CashbackFolha de S.Paulo mostra que a Reforma Tributária combinada com devolução de impostos para algumas faixas de renda aumentará poder de consumo de todos os brasileiros com renda mensal de até 15 salários mínimos – quase R$ 20 mil. Isso significa que 89% da população consumirá mais. Para famílias com renda per capita de até um salário mínimo, o ganho chega a 21%. Além disso, sem a devolução via cashback, a faixa de renda aumentaria seu consumo em 3,2% com a redistribuição da carga tributária promovida pela reforma que vai deixar alguns produtos mais baratos. Os cálculos constam do estudo “Como o cashback pode reduzir desigualdades no Brasil”, realizado por pesquisadores da UFMG. O documento será divulgado pelo movimento Pra Ser Justo amanhã, em evento no Congresso Nacional.Risco fiscalFolha de S.Paulo situa que além da já esperada queda de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), expectativa de analistas agora é pela volta do chamado “risco fiscal” para o comunicado do Banco Central (BC). O encontro começa hoje e será concluído amanhã, quando a autoridade monetária divulgará a Selic – hoje em 13,25% ao ano. Na reunião passada, o comitê retirou do comunicado, pela primeira vez em mais de três anos, a citação à questão fiscal do país entre os fatores que justificavam uma Selic de dois dígitos.Corte na SelicO Estado de S. Paulo revela que novo corte de 0,5 ponto porcentual da taxa Selic, hoje em 13,25% ao ano, é a previsão do mercado para a reunião do Copom que começa hoje e vai até amanhã. Em levantamento com 69 instituições, Estadão também identificou que para as próximas reuniões, os dados recentes indicando queda da inflação recolocaram no radar possível aceleração do ritmo de redução dos juros para 0,75 ponto, ainda que essa posição continue minoritária. Das 69, 55 esperam cortes sequenciais de 0,5 ponto nos juros até o fim de 2023, enquanto 12 prevêem aceleração do ritmo de baixa, com ao menos uma redução de 0,75 ponto neste ano.TaxaçãoValor Econômico registra que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou ontem que o Congresso tem apresentado “grau de abertura bastante significativo” para discutir questões como a taxação de offshores e fundos exclusivos. A reportagem pontua que medidas estão em tramitação no Congresso e fazem parte do pacote do governo federal para ter um resultado primário zerado no ano que vem, como previsto no arcabouço fiscal.Retomada econômicaCorreio Braziliense evidencia que o desempenho da atividade econômica do Distrito Federal, no primeiro trimestre de 2023, aponta para uma melhora do cenário, após o período mais crítico da pandemia causada pela covid-19. Em comparação com o mesmo período do ano passado, houve um crescimento geral de 2%, de acordo com a Diretoria de Estatística e Pesquisa Sócioeconômica (Dieps/IpeDF). Analisando a contribuição dos grandes setores para a geração de riqueza na economia distrital, a Dieps estima uma expansão de 5,2% no valor gerado pela agropecuária, de 4,0% na atividade industrial e de 1,8% no setor de serviços. A diretoria de estatística ressalta que o setor de serviços representa 86% da composição da economia do Distrito Federal.
Oferta de voos Valor Econômico adianta que a Gol deve ampliar em 8% a oferta de voos no segundo semestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. Em relação aos seis primeiros meses de 2023, o avanço será de 4%.O aumento na oferta ocorre principalmente nas maiores bases da Gol, como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Salvador. De acordo com a companhia, haverá ampliação da oferta de voos nacionais e internacionais.Shoppings em recuperaçãoEm chamada de capa, Valor Econômico destaca que o grupo PCS Shoppings, dono de quatro empreendimentos nos Estados de São Paulo, Santa Catarina e Minas Gerais, pediu recuperação judicial e teve a solicitação aceita pela 1ª Vara Empresarial de Belo Horizonte, após o Bradesco, maior credor da companhia, iniciar procedimento para retomada dos imóveis, financiados com alienação fiduciária. Os empreendimentos são os mesmos que estavam num dos fundos do Pátria, cujos ativos foram vendidos para a HM1 depois de o fundo ter sido fechado, em julho, com prejuízo. Considerando o crédito do Bradesco, garantido pelos imóveis, e outros compromissos, a dívida total chega a R$ 650 milhões. O Bradesco não se manifestou. A HM1 não respondeu ao pedido de entrevista.CPI das AmericanasFolha de S.Paulo ressalta que o escândalo contábil da Americanas encerra nos próximos dias o capítulo de uma CPI inconclusiva na investigação da novela iniciada em 11 de janeiro com o anúncio de R$ 20 bilhões em dívidas não documentadas, que lançaram dúvidas sobre a reputação de três dos bilionários mais renomados no empresariado brasileiro.O texto sublinha que está prevista hoje a votação do relatório final do deputado Carlos Chiodini (MDB-SC), apresentado no último dia 5. O relator não aponta culpados, pois diz ainda não haver elementos suficientes para incriminar alguém, deixando a responsabilização a cargo das investigações em curso em outros órgãos, como CVM (Comissão de Valores Mobiliários), Ministério Público Federal e Polícia Federal.Porém, nem todos os deputados que participaram da CPI estão de acordo. Congressistas do PSOL e do PL estão preparando um documento alternativo para apontar questões que, na opinião deles, podem ter levado a CPI ao fracasso.Vagas na AmericanasFolha também registra que a Americanas está com processo seletivo com 1.200 vagas temporárias para as vendas da Black Friday e do Natal. O processo é voltado para a área de logística. A empresa, em recuperação judicial desde janeiro, com dívidas declaradas de R$ 42,5 bilhões, demitiu 9.175 funcionários (21% da sua força de trabalho) e fechou 72 lojas (4% do total de pontos de venda) nos últimos sete meses.Marisa e CredsystemO Globo informa que a Lojas Marisa anunciou ontem uma parceria com a Credsystem para operação de seu braço de crédito, nas modalidades de empréstimo pessoal e cartões. Os termos definitivos do acordo devem ser finalizados nos próximos 30 dias. A empresa diz que a reestruturação do braço financeiro vai viabilizar uma “redução significativa” do risco operacional e regulatório do negócio. Com risco diluído, o objetivo é expandir as operações de concessão de crédito da varejista.Magalu em altaNo Estado de S. Paulo, a Coluna do Broadcast relata que a ação do Magazine Luiza fechou em alta de 4,03% e foi a quarta maior valorização do Ibovespa ontem. Na Bolsa, a empresa destoou da maior parte do setor varejista, que fechou no campo negativo. “A Magalu sobe com a ideia de que o Grupo Casas Bahia (antiga Via) dificilmente vai ser um competidor pujante no setor. E quem vai ocupar espaço são as empresas mais capitalizadas”, afirmou o sócio-diretor da L4 Capital Hugo Queiroz.
Debêntures de infraestruturaManchete no Valor Econômico, debêntures de infraestrutura ganharam tração, chamando a atenção de investidores e empresas em um ano marcado por uma crise sem precedentes do crédito privado iniciada com a eclosão dos casos Americanas e Light. Até agosto, emissões somaram R$ 21,8 bilhões, segundo dados da gestora JGP. Há potencial para que esse volume cresça ainda mais com outras operações na fila e a estimativa de mercado é de que alcance entre R$ 40 bilhões e R$ 45 bilhões até o fim de 2023. Isso representaria um aumento de pouco mais de 10% em relação ao volume captado no ano anterior, mas ainda não alçaria um novo recorde.ArcabouçoO Globo destaca que cálculos exclusivos de Margarida Gutierrez e Francisco Eduardo Pires de Souza, do grupo de Conjuntura do Instituto de Economia da UFRJ, mostram que o principal risco para as contas públicas em 2024 está nas despesas. Apesar de o governo tentar aumentar receitas para alcançar o déficit zero previsto no arcabouço fiscal, será difícil para o governo cumprir a meta de crescimento da despesa pública de no máximo 2,5% real, conforme prevê a regra fiscal. Na prática, o governo só tem margem para mexer no equivalente a 37% dos gastos, nos quais estão incluídos dispêndios com pessoal, ativos e inativos, Bolsa Família, investimento e custeio da máquina.Revisão do PIBFolha de S.Paulo reporta que bom desempenho da economia no segundo trimestre deste ano e a safra agrícola recorde levaram o Ministério da Fazenda a aumentar ontem projeção de crescimento para o PIB, de 2,5% para 3,2%. A estimativa de inflação, por sua vez, se manteve inalterada em 4,85%. Segundo Folha, enquanto o reajuste nos preços de combustíveis impulsiona a inflação, o movimento vem sendo compensado por uma pressão menor sobre preços de alimentos e serviços. O Estado de S. Paulo, Valor Econômico e Correio Braziliense abordam o assunto.PrioridadeValor Econômico publica que o governo brasileiro quer que o país e os Estados Unidos tenham “status privilegiado” em negociações bilaterais. A proposta será apresentada ao presidente Joe Biden, segundo afirmou ontem em Nova York o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. A reportagem adiciona que amanhã, o presidente Lula e Biden vão se reunir, e Haddad deve participar do encontro. O titular da Fazenda justificou que os dois países estão no mesmo continente, há “valores comuns, históricos e culturais” e a perspectiva de uma aproximação pode “interessar muito” aos dois lados, por causa “da transição ecológica”.Cartão corporativoFolha de S.Paulo expõe que a média mensal de gastos do governo Lula (PT) nos cartões corporativos do Palácio do Planalto supera a de seus três antecessores imediatos neste inicio de terceiro mandato.Segundo dados da Controladoria-Geral da União para o período de janeiro a julho, Lula tem despendido R$ 1,1 milhão ao mês. Considerado todo o tempo no cargo, Bolsonaro gastou R$ 1 milhão ao mês; Dilma, R$ 905 mil; e Temer, R$ 584 mil. A Presidência afirma que a maior parte das despesas de Lula está relacionada a viagens oficiais ao exterior.Pressa na minirreformaValor Econômico atenta que o relator da minirreforma eleitoral no Senado, Marcelo Castro (MDB-PI), mudou de postura e afirmou à publicação, nessa segunda-feira (18), que vai defender a aprovação da matéria sem alterações e com vigência para o pleito de 2024.Castro também é relator do Novo Código Eleitoral, que poderia ser incorporado ao texto que veio da Câmara, mas antecipa que deve deixar essa questão para outro momento por ser “mais complexa”.DinoO Globo mostra que o ministro Flávio Dino (Justiça) viu a pressão sobre si aumentar fora da pasta, na mesma medida em que avançou como o favorito para assumir a vaga do Supremo Tribunal Federal (STF) que será aberta com a aposentadoria da presidente da Corte, Rosa Weber, em outubro.Ele entrou na mira de lideranças do Centrão e colegas de Esplanada, incomodados com supostos excessos em operações da Polícia Federal, e do PT, partido que trabalha para diminuir o poder dele no núcleo do governo mais próximo ao presidente Lula.
O Ibovespa fechou ontem  em queda de 0,40%, aos 118.288 pontos, em um pregão marcado pelo compasso de espera de investidores sobre a redução da taxa de juros. O consenso do mercado é que o Banco Central brasileiro corte a Selic em 50 pontos-base, para 12,75%. O dólar caiu 0,31% frente ao real, a R$ 4,856 na compra e na venda.

Valor EconômicoDebênture de infraestrutura ganha tração e dribla a crise de créditoO Estado de S. PauloGoverno quer usar crédito extra em reajuste de servidorFolha de S.PauloGasto no cartão corporativo de Lula supera o de antecessoresO GloboOnda de calor no inverno deixará um terço do país acima dos 40 grausCorreio BrazilienseLula defenderá reforma na ONU e economia verde

 

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