|
Inflação dos alimentos
Folha de S.Paulo relata que, apesar dos recentes sinais de trégua dos preços no Brasil, o grupo alimentação e bebidas ainda acumula inflação de 9,54% no ano, de janeiro a setembro. É a maior alta para os nove primeiros meses do calendário em 28 anos, ou desde o início do Plano Real, apontam dados do IPCA. Trata-se do avanço mais intenso para o acumulado de janeiro a setembro desde 1994 (915,08%), quando o Brasil ainda vivia o reflexo da hiperinflação.
Em setembro, o grupo alimentação e bebidas até recuou 0,51% no IPCA. Foi a maior baixa desde maio de 2019 (-0,56%) e a primeira desde novembro de 2021 (-0,04%). Com o resultado, a inflação acumulada no ano desacelerou de 10,10% até agosto para 9,54% até setembro. No acumulado de 12 meses, a alta passou de 13,43% para 11,71%.
FGTS
Principais jornais informam que o Conselho Curador do FGTS aprovou proposta do governo Bolsonaro que regulamenta o uso de recursos futuros do trabalhador no fundo em prestações de financiamento de imóveis para a baixa renda. Aprovada às vésperas do segundo turno, a resolução é mais uma notícia com potencial para impulsionar a popularidade do presidente. Apesar disso, os bancos ainda passarão por um prazo de adaptação — e, por isso, os contratos que considerarão o instrumento só devem ser assinados após o pleito.
A medida é válida apenas para novos contratos e será limitada, em um primeiro momento, a famílias com renda mensal bruta de até R$ 2.400. Na prática, a resolução afetará principalmente os financiamentos ligados ao Casa Verde e Amarela, programa habitacional lançado por Bolsonaro em agosto de 2020 e que conta com subsídios dos cofres públicos.
Consignado do Auxílio
Imprensa noticia que o Ministério Público do TCU apresentou um pedido de medida cautelar para que a corte determine à Caixa Econômica Federal que deixe de fazer novos empréstimos consignados para os beneficiários do Auxílio Brasil. O subprocurador Lucas Furtado, que assina o documento, pede também que sejam avaliados os critérios adotados pelo banco público para a concessão, com o objetivo de impedir a sua utilização com finalidade meramente eleitoral.
Teto de gastos
O Estado de S. Paulo reporta que a desarmonia entre as políticas fiscal e monetária a partir de 2021, com o abandono do teto de gastos, é, segundo analistas, um dos principais fatores que podem explicar o crescimento tão baixo do Brasil de 2019 a 2022.
Para José Márcio Camargo, economista-chefe da Genial Investimentos, se o teto tivesse sido mantido, o Brasil estaria crescendo 3%. Ele justifica que o Banco Central precisou empregar uma política monetária bem mais restritiva para combater a inflação.
Diesel
O Estado de S. Paulo relata defasagem no preço do diesel vendido no Brasil, com o aumento do insumo no mercado internacional. Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis, a diferença entre o preço médio nas refinarias brasileiras e o do Golfo do México subiu para 14%. Para voltar à paridade, seria necessário um aumento de R$ 0,83 por litro, calcula a entidade.
|