Monitor – 19 de outubro de 2022

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
19/10/22 | nº 762 | ANO IV |  www.cnc.org.br

Em O Globo, editorial afirma que dar empréstimo consignado a beneficiários de auxílios é insensatez. Jornal relata que, em uma semana, Caixa liberou R$ 1,8 bilhão a 700 mil pobres — e eles deverão 50% a mais daqui a um ano.

Texto ressalta que uma pesquisa da CNC mostrou que em agosto o endividamento afligia 79% das famílias brasileiras, um recorde (há um ano eram 72,9%). O percentual de inadimplentes (29,6%) também é o maior da série histórica iniciada em 2010.

Jornal destaca, ainda, que, não por acaso, o perdão a dívidas ganhou destaque na campanha eleitoral. E que “não parece lógico estimular que famílias se endividem para depois oferecer um programa destinado a equacionar as dívidas”.

Valor Econômico também aborda o assunto, destacando que, segundo a CNC, com a inflação e taxa de juros nas alturas, o endividamento segue curva ascendente no Brasil, com destaque para as mulheres: dados do mês de setembro mostram que 80,9% delas têm débitos pendentes, 5,9 pontos percentuais mais que no mesmo mês de 2021. Já entre os homens, os endividados são 78,2%.

Inflação dos alimentos
Folha de S.Paulo 
relata que, apesar dos recentes sinais de trégua dos preços no Brasil, o grupo alimentação e bebidas ainda acumula inflação de 9,54% no ano, de janeiro a setembro. É a maior alta para os nove primeiros meses do calendário em 28 anos, ou desde o início do Plano Real, apontam dados do IPCA. Trata-se do avanço mais intenso para o acumulado de janeiro a setembro desde 1994 (915,08%), quando o Brasil ainda vivia o reflexo da hiperinflação.

Em setembro, o grupo alimentação e bebidas até recuou 0,51% no IPCA. Foi a maior baixa desde maio de 2019 (-0,56%) e a primeira desde novembro de 2021 (-0,04%). Com o resultado, a inflação acumulada no ano desacelerou de 10,10% até agosto para 9,54% até setembro. No acumulado de 12 meses, a alta passou de 13,43% para 11,71%.

FGTS 
Principais jornais informam que o Conselho Curador do FGTS aprovou proposta do governo Bolsonaro que regulamenta o uso de recursos futuros do trabalhador no fundo em prestações de financiamento de imóveis para a baixa renda. Aprovada às vésperas do segundo turno, a resolução é mais uma notícia com potencial para impulsionar a popularidade do presidente. Apesar disso, os bancos ainda passarão por um prazo de adaptação — e, por isso, os contratos que considerarão o instrumento só devem ser assinados após o pleito.

A medida é válida apenas para novos contratos e será limitada, em um primeiro momento, a famílias com renda mensal bruta de até R$ 2.400. Na prática, a resolução afetará principalmente os financiamentos ligados ao Casa Verde e Amarela, programa habitacional lançado por Bolsonaro em agosto de 2020 e que conta com subsídios dos cofres públicos.

Consignado do Auxílio 
Imprensa noticia que o Ministério Público do TCU apresentou um pedido de medida cautelar para que a corte determine à Caixa Econômica Federal que deixe de fazer novos empréstimos consignados para os beneficiários do Auxílio Brasil. O subprocurador Lucas Furtado, que assina o documento, pede também que sejam avaliados os critérios adotados pelo banco público para a concessão, com o objetivo de impedir a sua utilização com finalidade meramente eleitoral.

Teto de gastos
O Estado de S. Paulo 
reporta que a desarmonia entre as políticas fiscal e monetária a partir de 2021, com o abandono do teto de gastos, é, segundo analistas, um dos principais fatores que podem explicar o crescimento tão baixo do Brasil de 2019 a 2022.

Para José Márcio Camargo, economista-chefe da Genial Investimentos, se o teto tivesse sido mantido, o Brasil estaria crescendo 3%. Ele justifica que o Banco Central precisou empregar uma política monetária bem mais restritiva para combater a inflação.

Diesel
O Estado de S. Paulo 
relata defasagem no preço do diesel vendido no Brasil, com o aumento do insumo no mercado internacional. Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis, a diferença entre o preço médio nas refinarias brasileiras e o do Golfo do México subiu para 14%. Para voltar à paridade, seria necessário um aumento de R$ 0,83 por litro, calcula a entidade.

Supermercados
Painel S.A. (Folha de S.Paulo) 
conta que a escassez de alguns produtos nas prateleiras dos supermercados, que registrou períodos de alta nos últimos anos por causa do desequilíbrio nas cadeias de fornecimento e da inflação, começa a apontar tendência inversa, segundo a Neogrid, empresa de software que monitora o abastecimento.

O chamado de índice de ruptura, que mensura a falta de produtos nas gôndolas dos principais supermercados do país, ficou em 11,1% em setembro, ante 11,9% em agosto, de acordo com a Neogrid.
Segundo a empresa, o movimento “aponta para uma certa acomodação, à medida que os preços diminuem e a deflação dos alimentos se confirma”. A inflação costuma ser um dos aspectos responsáveis pela ruptura de produtos nos supermercados porque altera as negociações entre indústria e varejo.

As negociações para a entrada dos itens do catálogo de Natal também podem ter contribuído para a nova tendência, avalia a empresa.

Varejo
Coluna do Broadcast (O Estado de S. Paulo)
 afirma que os papéis das varejistas fecharam em queda ontem na B3 pressionados pelo recuo do IBCBR de agosto, segundo analistas. O dado é considerado uma prévia do PIB e frustrou o mercado, uma vez que pois pode indicar desaceleração no consumo no fim do ano. Via recuou 2,01%, Magazine Luiza, 1,14%, e Americanas, 0,23%. Dados recentes do indicador de Varejo Ampliado da Cielo também apontaram crescimento modesto de 0,3% em setembro.

Pix
Valor Econômico 
relata que o Pix é o principal meio de pagamento para os pequenos negócios e tem atuado como um facilitador para empreendedores, de acordo com pesquisa do Sebrae e do IBGE. A ferramenta digital é a principal forma de recebimento de pagamentos para 42% dos microempreendedores individuais (MEI) e micro e pequenas empresas (MPE).

O Pix encontra sua maior aceitação entre quem é MEI: 51% desses empreendedores afirmam que esse já é o principal meio em suas vendas. Já para MPE, a ferramenta é a mais utilizada em 28% dos casos – mas, nesse segmento, o uso de cartão de crédito ainda é um pouco superior, com os cartões representando a principal forma de pagamento para 30%. Somando as duas categorias, chega-se a 42% para quem tem um pequeno negócio.

Urna eletrônica
O Estado de S. Paulo 
mostra que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, determinou que o Ministério da Defesa apresente à Corte cópia de documentos sobre a fiscalização “paralela” das urnas eletrônicas feita pelos militares durante o primeiro turno das eleições. Moraes viu possível desvio de finalidade e abuso de poder na eventual entrega do relatório.

Pesquisas
Valor Econômico 
informa que a Câmara dos Deputados aprovou, em meio a investidas contra institutos de pesquisa, regime de urgência para votar projeto que pune a divulgação de levantamentos que não correspondam ao resultado das urnas. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), tem pressionado a base aliada para defender a pauta, do interesse do presidente Bolsonaro.

Congresso
O Estado de S. Paulo 
observa que, dos 513 deputados e 27 senadores eleitos no dia 2, menos de 8% são de fato novidade na política. A maioria dos novos parlamentares já exerceu mandato, ocupou cargo de alto escalão do governo ou é herdeira de famílias tradicionais da política. Fora desse perfil, sobram apenas 39 deputados sem vínculos políticos.

O dólar comercial fechou ontem em queda de 0,91%, cotado a R$ 5,25. Euro caiu 0,72%, chegando a R$ 5,17. A Bovespa operou com 115.743 pontos, alta de 1,86%. Risco Brasil em 278 pontos. Dow Jones subiu 1,12% e Nasdaq teve alta de 0,90%.

Valor Econômico
Regra nova do Auxílio Brasil distorce programas sociais

O Estado de S. Paulo
No Congresso eleito, apenas 8% são nomes novos na política

Folha de S.Paulo
Uso de FGTS futuro em imóvel á aprovado a 12 dias da eleição

O Globo
Campanhas municiam suas tropas digitais para a reta final

Correio Braziliense
Contra abstenção, Supremo libera transporte gratuito

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