Selic
Manchete no Valor Econômico ressalta que é dada praticamente como certa a manutenção da Selic em 13,75% na decisão desta semana do Copom do Banco Central. A mediana das projeções coletadas também indica um corte nos juros em agosto. A reunião, porém, é aguardada com ansiedade pelos agentes, que esperam um abrandamento do tom do Copom no comunicado.
Alimentos
Folha de S.Paulo (17/06) relatou que os preços dos alimentos para consumo dentro de casa devem fechar 2023 com a menor inflação acumulada no Brasil em seis anos – ou seja, desde 2017, sinalizam projeções de economistas. Segundo eles, a desaceleração ante 2022 tende a refletir a oferta maior de alimentos a partir das melhores condições climáticas para a produção e o alívio dos custos de insumos que haviam disparado nos últimos anos.
Por ora, as projeções indicam uma alta na faixa de 3% ou menos para os preços da alimentação no domicílio no acumulado de 2023 do IPCA. Em 2022, os preços da alimentação no domicílio acumularam alta de 13,23%.
Reforma tributária
Valor Econômico reporta que o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), relator da reforma tributária na Câmara, corre contra o tempo para tentar entregar um relatório da proposta ainda nesta semana.
O objetivo é atender a um pedido feito pelo presidente da Casa, Arthur Lira, que quer que o detalhamento do projeto esteja disponível o mais rápido possível.
Para Lira, isso viabilizará o avanço do texto no plenário da Câmara antes do recesso parlamentar.
Cashback
Valor Econômico traz que, segundo o presidente do Sebrae, Décio Lima, o cashback proposto na reforma tributária é “essencial para a realização da justiça social e da progressividade” na cobrança de impostos.
A avaliação do Sebrae destoa do que é defendido por outras entidades representantes de comércio e serviços, que nas últimas semanas adotaram uma postura mais crítica em relação ao mecanismo, defendido pelo Ministério da Fazenda.
O cashback foi incluído no relatório do deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) e é uma espécie de devolução de impostos que substituiria a desoneração da cesta básica.
Arcabouço fiscal
Em entrevista à Folha de S.Paulo (18/06), a economista-chefe do Santander Brasil, Ana Paula Vescovi, avaliou que o novo arcabouço fiscal reduz incertezas em relação ao futuro das contas públicas no Brasil, embora seja difícil obter uma regra perfeita. Segundo ela, o novo marco não será, sozinho, suficiente para estabilizar a dívida pública. Por isso, o governo precisará manter o engajamento do Congresso e do Judiciário no alcance de medidas que contribuam para reequilibrar as finanças do país.
Vescovi afirma que o cenário de colaboração entre os Poderes hoje é positivo, mas alerta de que “as pressões de grupos de interesse existem”. “Esse apoio não pode esmorecer. Tem que ser permanente, até se conseguir fazer o ajuste fiscal no Brasil”, diz.
Empréstimos
O Globo destaca que o crédito para as empresas vem desacelerando desde o fim do ano passado, mas as firmas de menor porte parecem viver uma realidade à parte. O número de pequenos negócios tomando empréstimos atingiu o recorde de 7,382 milhões no fim de 2022, mais do que o dobro de dez anos antes, mostra um levantamento do Sebrae, com base nos dados do BC.
Segundo economistas, o avanço foi impulsionado por vários fatores, como a diversificação de fontes de financiamento para as grandes companhias, que abre espaço para as pequenas no crédito, e medidas do governo para enfrentar a crise da Covid-19. Uma postura mais cautelosa dos bancos, por causa do escândalo da Americanas, sinaliza para um novo pé no freio – preocupado, o setor financeiro quer um reforço adicional nos programas de garantia.
Nota fiscal
Folha de S.Paulo (18/06) trouxe que um projeto de lei em fase final de tramitação no Congresso Nacional pode tirar poderes da Receita Federal e abrir uma brecha para que empresas privadas de tecnologia forneçam os sistemas usados por companhias brasileiras para emitir notas fiscais e prestar informações ao Fisco.
A proposta já passou pela Câmara dos Deputados e pela CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado. Nesta Casa, falta apenas a votação em plenário. Caso o texto seja aprovado sem alterações, a proposta vai à sanção presidencial. O avanço do projeto preocupa o Ministério da Fazenda, pois pode deixar órgãos arrecadadores sem autonomia para adotar medidas que ajudem na fiscalização do pagamento de tributos.
Nem-nem
O Estado de S. Paulo (17/06) noticiou que são 11,5 milhões os jovens entre 15 e 29 anos não trabalham nem estudam no Brasil. Chamado de nem-nem, esse grupo cresceu de forma exponencial nas últimas décadas até atingir o auge na pandemia, de cerca de 30% da faixa etária. Esse número caiu para 23% da população no primeiro trimestre deste ano, segundo dados da FGV Social. Apesar disso, a proporção de jovens nessa condição está acima da média internacional. No ano passado, o relatório da OCDE mostrou que o Brasil tinha o segundo maior porcentual de jovens entre 18 e 24 anos que não trabalhavam nem estudavam.
A cada ano, afirmam os especialistas, novos estudantes se formam e não conseguem ser absorvidos no mercado, o que cria um bolsão de nem-nem. Sem emprego nem renda, eles não conseguem estudar e muitos param no meio do caminho. No final, o crescimento dos nem-nem significa perda de produtividade e de capital humano.
PAC
Folha de S.Paulo (18/06) destaca o plano do governo Lula de lançar em julho um programa de obras públicas chamado Novo PAC, que terá cerca de 2.000 obras federais e estaduais.
O programa é uma continuação do PAC original, lançado em 2007, e visa acelerar o desenvolvimento nacional com investimentos em infraestrutura.
Refinarias
Ancelmo Gois (O Globo, 17/06) registrou que “a Petrobras de Jean Paul Prates não pretende construir novas refinarias. A expansão do parque de refino atual, porém, possibilitará incremento de produção equivalente a duas novas refinarias”. |