Monitor – 19 de junho de 2023

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
17 a 19/06/23 | nº 926 | ANO V |  www.cnc.org.br
Jovem Pan News TV (17/06) trouxe que pesquisa da CNC apontou uma leve retração de 2,2% nas vendas do Dia dos Namorados deste ano. A confederação elencou duas causas principais para esse resultado: a alta taxa de juros e as dívidas persistentes das famílias.
Selic
Manchete no Valor Econômico ressalta que é dada praticamente como certa a manutenção da Selic em 13,75% na decisão desta semana do Copom do Banco Central. A mediana das projeções coletadas também indica um corte nos juros em agosto. A reunião, porém, é aguardada com ansiedade pelos agentes, que esperam um abrandamento do tom do Copom no comunicado.

Alimentos
Folha de S.Paulo 
(17/06) relatou que os preços dos alimentos para consumo dentro de casa devem fechar 2023 com a menor inflação acumulada no Brasil em seis anos – ou seja, desde 2017, sinalizam projeções de economistas. Segundo eles, a desaceleração ante 2022 tende a refletir a oferta maior de alimentos a partir das melhores condições climáticas para a produção e o alívio dos custos de insumos que haviam disparado nos últimos anos.

Por ora, as projeções indicam uma alta na faixa de 3% ou menos para os preços da alimentação no domicílio no acumulado de 2023 do IPCA. Em 2022, os preços da alimentação no domicílio acumularam alta de 13,23%.

Reforma tributária
Valor Econômico 
reporta que o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), relator da reforma tributária na Câmara, corre contra o tempo para tentar entregar um relatório da proposta ainda nesta semana.

O objetivo é atender a um pedido feito pelo presidente da Casa, Arthur Lira, que quer que o detalhamento do projeto esteja disponível o mais rápido possível.

Para Lira, isso viabilizará o avanço do texto no plenário da Câmara antes do recesso parlamentar.

Cashback
Valor Econômico 
traz que, segundo o presidente do Sebrae, Décio Lima, o cashback proposto na reforma tributária é “essencial para a realização da justiça social e da progressividade” na cobrança de impostos.

A avaliação do Sebrae destoa do que é defendido por outras entidades representantes de comércio e serviços, que nas últimas semanas adotaram uma postura mais crítica em relação ao mecanismo, defendido pelo Ministério da Fazenda.

O cashback foi incluído no relatório do deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) e é uma espécie de devolução de impostos que substituiria a desoneração da cesta básica.

Arcabouço fiscal  
Em entrevista à Folha de S.Paulo (18/06), a economista-chefe do Santander Brasil, Ana Paula Vescovi, avaliou que o novo arcabouço fiscal reduz incertezas em relação ao futuro das contas públicas no Brasil, embora seja difícil obter uma regra perfeita. Segundo ela, o novo marco não será, sozinho, suficiente para estabilizar a dívida pública. Por isso, o governo precisará manter o engajamento do Congresso e do Judiciário no alcance de medidas que contribuam para reequilibrar as finanças do país.

Vescovi afirma que o cenário de colaboração entre os Poderes hoje é positivo, mas alerta de que “as pressões de grupos de interesse existem”. “Esse apoio não pode esmorecer. Tem que ser permanente, até se conseguir fazer o ajuste fiscal no Brasil”, diz.

Empréstimos
O Globo 
destaca que o crédito para as empresas vem desacelerando desde o fim do ano passado, mas as firmas de menor porte parecem viver uma realidade à parte. O número de pequenos negócios tomando empréstimos atingiu o recorde de 7,382 milhões no fim de 2022, mais do que o dobro de dez anos antes, mostra um levantamento do Sebrae, com base nos dados do BC.

Segundo economistas, o avanço foi impulsionado por vários fatores, como a diversificação de fontes de financiamento para as grandes companhias, que abre espaço para as pequenas no crédito, e medidas do governo para enfrentar a crise da Covid-19. Uma postura mais cautelosa dos bancos, por causa do escândalo da Americanas, sinaliza para um novo pé no freio – preocupado, o setor financeiro quer um reforço adicional nos programas de garantia.

Nota fiscal
Folha de S.Paulo 
(18/06) trouxe que um projeto de lei em fase final de tramitação no Congresso Nacional pode tirar poderes da Receita Federal e abrir uma brecha para que empresas privadas de tecnologia forneçam os sistemas usados por companhias brasileiras para emitir notas fiscais e prestar informações ao Fisco.

A proposta já passou pela Câmara dos Deputados e pela CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado. Nesta Casa, falta apenas a votação em plenário. Caso o texto seja aprovado sem alterações, a proposta vai à sanção presidencial. O avanço do projeto preocupa o Ministério da Fazenda, pois pode deixar órgãos arrecadadores sem autonomia para adotar medidas que ajudem na fiscalização do pagamento de tributos.

Nem-nem
O Estado de S. Paulo 
(17/06) noticiou que são 11,5 milhões os jovens entre 15 e 29 anos não trabalham nem estudam no Brasil. Chamado de nem-nem, esse grupo cresceu de forma exponencial nas últimas décadas até atingir o auge na pandemia, de cerca de 30% da faixa etária. Esse número caiu para 23% da população no primeiro trimestre deste ano, segundo dados da FGV Social. Apesar disso, a proporção de jovens nessa condição está acima da média internacional. No ano passado, o relatório da OCDE mostrou que o Brasil tinha o segundo maior porcentual de jovens entre 18 e 24 anos que não trabalhavam nem estudavam.

A cada ano, afirmam os especialistas, novos estudantes se formam e não conseguem ser absorvidos no mercado, o que cria um bolsão de nem-nem. Sem emprego nem renda, eles não conseguem estudar e muitos param no meio do caminho. No final, o crescimento dos nem-nem significa perda de produtividade e de capital humano.

PAC
Folha de S.Paulo 
(18/06) destaca o plano do governo Lula de lançar em julho um programa de obras públicas chamado Novo PAC, que terá cerca de 2.000 obras federais e estaduais.

O programa é uma continuação do PAC original, lançado em 2007, e visa acelerar o desenvolvimento nacional com investimentos em infraestrutura.

Refinarias
Ancelmo Gois (O Globo, 17/06)
 registrou que “a Petrobras de Jean Paul Prates não pretende construir novas refinarias. A expansão do parque de refino atual, porém, possibilitará incremento de produção equivalente a duas novas refinarias”.

Varejo
O Estado de S. Paulo 
informa que, pressionado pela retração do consumidor e pelos juros altos do crédito para capital de giro, destinado a pagar as contas do dia a dia, o varejo está adiando novas encomendas à indústria, com o objetivo de imobilizar menos capital em produtos e ganhar fôlego financeiro.  Em maio, segundo a Sondagem do Comércio da Fundação Getulio Vargas (FGV), 13,7% dos empresários do setor disseram estar com estoques indesejados, menor nível desde novembro de 2022.

Além disso, quase um quarto dos varejistas (23,8%) apontou o custo financeiro elevado, puxado pela taxa básica de juros de 13,75% ao ano, como fator limitante para tocar o negócio, maior índice para os meses de maio desde 2016. Com isso, os fabricantes estão vendo o volume de mercadorias crescer nos armazéns. Segundo a Sondagem da Indústria de Transformação da FGV, de 19 segmentos da indústria, 12 acumulam estoques acima do desejado.

Carrefour 
Com chamada de capa, Valor Econômico destaca que o grupo Carrefour começa a tirar do papel um projeto de lojas “combo” de suas marcas, para melhorar a área de vendas e o tráfego de clientes. Há expectativa de divisão de custos e efeito na lucratividade. Hipermercados Carrefour e redes Atacadão devem ser reduzidos e parte de suas áreas receberá lojas do Sam’s Club, um clube de compras controlado pelo Walmart, mas cuja operação no país passou para as mãos do Carrefour em 2022. A direção do grupo acredita que há baixo risco de canibalização entre o Sam’s e as outras redes, por seu foco em classe de alta renda.

Meios de pagamento
Folha de S.Paulo 
relata que cheques e transferências via DOC podem não fazer mais parte da vida de muitos brasileiros, mas os dois meios de pagamento ainda têm público cativo. Foram 12,2 milhões de cheques compensados somente em abril deste ano. Já o DOC foi usado 2,4 milhões de vezes no mesmo mês. Em 2022, foram 202,8 milhões de cheques compensados, o que consolida uma tendência de queda ao longo dos anos. Na comparação com 2021, quando as compensações somaram 317 milhões, houve redução de 36%.

Em 1995, começo da série histórica do BC, 3,3 bilhões de cheques foram compensados. No caso da utilização de DOC/TED em 2022, foram 65 milhões de operações, número 42% menor do que o registrado no ano anterior.

Lula
Valor Econômico 
observa que o presidente Lula deixou a casa arrumada antes de partir hoje para França, Itália e Vaticano. Lula conseguiu pacificar o União Brasil, melhorou a relação com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), engatilhou conversas com Republicanos, PL e Progressistas, e turbinou o discurso econômico com a melhora da nota de crédito do Brasil.

Bolsonaro
Folha de S.Paulo 
aborda que o julgamento do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que pode tornar Jair Bolsonaro (PL) inelegível deve levar em consideração todo o contexto golpista ligado ao ex-presidente e não apenas a reunião na qual ele difundiu mentiras a embaixadores e motivou ação protocolada pelo PDT. Conforme a publicação, o próprio relator do processo indicou em suas decisões que adotará esse tipo de entendimento.

Judicialização
Sob o terceiro mandato de Lula, cresceu o número de ações no STF propostas por partidos ou parlamentares contra atos do governo ou do Congresso, a chamada “judicialização da política”, mostra O Globo. Foram 69 nos primeiros cinco meses de governo, mais do que no mesmo período das gestões de Bolsonaro e Dilma Rousseff. A conta inclui ainda pedidos de investigações em boa parte motivados pelos atos golpistas de 8 de janeiro.

O dólar comercial fechou sexta-feira em alta de 0,36%, cotado a R$ 4,82. Euro subiu 0,24%, chegando a R$ 5,27. A Bovespa operou com 118.758, queda de 0,39%. Risco Brasil em 228 pontos. Dow Jones caiu 0,32% e Nasdaq teve queda de 0,68%.

Valor Econômico
Mercado vê início de corte de juros em agosto e Selic a 12,25% no fim do ano

O Estado de S. Paulo
Para driblar juro, varejo reduz encomendas e atinge indústria

Folha de S.Paulo
Só 13% dos adultos tomaram bivalente no reforço anticovid

O Globo
Políticos vão ao STF a cada 2 dias contra atos do governo e do Congresso

Correio Braziliense
Futuro do FCDF em pauta no Senado

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