Monitor – 19 de dezembro de 2023

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo19/12/23 | nº 1054 | ANO V |  www.cnc.org.br
No caderno especial COP28, publicado no Globo e no Valor Econômico, reportagem mostra que a atividade turística responde por 8,1% da emissão de gases de efeito estufa no mundo, de acordo com um estudo do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC, na sigla em inglês). Para especialistas do segmento, é possível fazer o setor se desenvolver de forma sustentável.“O turismo exercido de forma consciente contribui para a preservação ambiental e o desenvolvimento socioeconômico dos destinos”, diz José Roberto Tadros, presidente da CNC. “Afinal, o interesse pela atividade turística vai diminuir sem um meio ambiente bem cuidado”. Tadros considera que essa nova visão já parte de viajantes e empresas que exploram o segmento.Jornal do Commercio (AM) noticia que o setor de turismo deve faturar na alta temporada – entre novembro deste ano e fevereiro de 2024 – R$ 155,87 bilhões, conforme um levantamento da CNC. O valor representa aumento real de 5,6%, em relação ao mesmo período da última temporada, sendo a maior movimentação financeira do setor desde o início do levantamento, em 2012. Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, contribuem para essa recuperação o aumento real de salários, a redução dos juros ao consumidor e a estabilização dos preços.Diário do Comércio (MG) aborda que entidades do setor produtivo mineiro agora direcionam sua atenção para a discussão das leis complemenlares da reforma tributária, depois de aprovada definitivamente na Câmara dos Deputados. O jornl frisa que, para a Fecomércio-MG, a principal apreensão concentra-se nos possíveis impactos e reflexos no setor”. O texto salienta que a federação buscará, junto com a CNC, influênciar o processo legislativo para excluir pontos que considera prejudiciais ao comércio.
RegulamentaçãoManchete no Valor Econômico situa que ao menos 71 pontos da Reforma Tributária precisarão ser detalhados em lei complementar. Alguns são essenciais para que o novo modelo tributário comece a sair do papel. Técnicos da Secretaria Extraordinária da Reforma Tributária trabalham com a expectativa inicial de três leis: uma para os novos tributos, outra para o comitê gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e uma terceira para o Imposto Seletivo. O sistema de créditos e restituição, o funcionamento do comitê gestor e a amplitude do rol de produtos com tributação favorecida estão entre os temas que mais preocupam as empresas em relação ao novo sistema tributário. O Globo avança em frente semelhante. TransiçãoValor Econômico adiciona que, além da aprovação de leis complementares para a regulamentação, será necessário observar a chamada “transição” para o novo modelo de tributação do consumo. No geral, o período é longo: começa em 2026 e termina em 2077. Somente depois do fim da transição será possível dizer que a reforma tributária foi implementada, integralmente, na prática. Começa, no ano de 2026, com a aplicação das alíquotas-teste do Imposto sobre bens e Serviços – IBS (0,1%) e da Contribuição sobre Bens e Serviços – CBS (0,9%). Para estados, municípios e União, a transição será mais extensa. Promulgação da ReformaAinda no Valor Econômico, a promulgação da Reforma Tributária ocorrerá em sessão do Congresso Nacional hoje. Os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), alinharam a preferência por fazer a promulgação nesta quarta-feira, com a expectativa de ter o plenário com mais parlamentares presentes. Na semana passada, Lira comprometeu-se a dar celeridade ao debate das leis complementares que regulamentarão as mudanças no sistema tributário. IBS ecológicoValor Econômico pontua que a Reforma Tributária previu o “IPVA ecológico” e o Imposto Seletivo para desestimular o consumo de produtos nocivos à saúde ou ao ambiente, mas por pouco não eliminou um dos instrumentos de política ambiental que deram certo no Brasil: o “ICMS ecológico”. Durante a tramitação pelo Senado, a Casa destinou para o que se chamará “IBS ecológico” 5% de recursos com base em indicadores de preservação ambiental, reduziu para 80% o critério de população e manteve as demais divisões. O “espírito do ICMS Ecológico” foi mantido no novo IBS pelos deputados federais. Valor cita receio de retrocessos, por parte de ambientalistas e parlamentares ligados à questão. LogísticaO Estado de S. Paulo trata sobre movimentação dos departamentos de logística das empresas com a Reforma Tributária. Segundo o veículo, a gestão de fábricas e centros de distribuição mudará com fim de benefícios fiscais de estados. “A reforma tende a neutralizar a guerra tributária e a diferença de carga em relação ao ICMS entre os estados”, afirma Cristiano Rios, diretor executivo sênior da área de transformação de negócios da FTI. VotaçõesCorreio Braziliense comunica que o Congresso retoma, hoje, as votações de matérias importantes para o governo, que quer encerrar o ano legislativo com os projetos de interesse da área econômica aprovados. Após a votação da Reforma Tributária, na sexta-feira (22), parlamentares analisarão a Lei de Diretrizes Orçamentárias, que deve ser aprovada na sessão conjunta do Parlamento. O Planalto aposta no consenso criado em torno da aprovação da reforma, uma matéria mais complexa, para fazer passar as propostas que restam ser apreciadas nesta semana. BNDESO Globo mostra que depois de fechar 2023 com desembolsos estimados entre R$ 115 bilhões e R$ 120 bilhões, alta entre 12% e 17% sobre 2022, o BNDES deverá liberar de R$ 130 bilhões a R$ 160 bilhões em 2024. As projeções iniciais foram citadas pelo diretor de Planejamento e Estruturação de Projetos da instituição, Nelson Barbosa. A confirmação da projeção de avanço em 2024 ainda depende da demanda por crédito, que passa por uma recuperação nos investimentos, completou o executivo. Além disso, Barbosa vê um cenário positivo para os investimentos no próximo ano, com ajustes cíclicos, como a redução dos juros no Brasil e no exterior. Política monetáriaValor Econômico repercute avaliação do diretor de relacionamento, cidadania e supervisão de conduta do Banco Central (BC), Mauricio Moura, de que 2023 foi um ano “muito bom para a política monetária”, porque a instituição conseguiu ou está conseguindo fazer o chamado “pouso suave”. “O que posso dizer sem ferir o silêncio do Copom é que 2023 foi um ano muito bom para a política monetária. A política monetária apresentou ótimos resultados olhando o ano como um todo”, explicou durante live semanal promovida pela autoridade monetária. Moura citou a combinação da “redução da inflação corrente, das expectativas de inflação, da taxa básica de juros com crescimento da atividade econômica e manutenção dos empregos”. Expectativas de inflaçãoTambém no Valor Econômico, juros reais elevados e a inflação em queda “dão espaço” para novos cortes da Selic, mas é importante que as expectativas de inflação continuem ancoradas no médio prazo, segundo a OCDE. A afirmação consta do “Economic Survey Brazil 2023”, relatório bianual sobre a economia brasileira. “Desde o começo do ano, a queda da inflação ficou mais disseminada, começando com recuo nos preços de alimentos e petróleo e depois nos bens comerciáveis”, diz a OCDE. Dívida públicaO Estado de S. Paulo comunica que a sustentabilidade da dívida pública no Brasil só será garantida com um arcabouço fiscal crível, uma reforma tributária efetiva e eficiência nos gastos públicos, segundo o Relatório Brasil 2023 da OCDE. A avaliação da entidade é de que uma combinação de política fiscal expansionista, juros elevados e menor crescimento colocam a dívida bruta em trajetória de alta, com projeção para fechar 2024 em 80% do PIB, e 2047, em 90% do PIB. Valor Econômico também trata sobre o tema. Maiores economiasO Estado de S. Paulo relata que o Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta que o Brasil deve se tornar a nona maior economia do mundo neste ano, segundo a publicação Perspectiva Econômica Mundial. O PIB brasileiro foi estimado em US$ 2,13 trilhões em 2023. O avanço acontece após o órgão revisar o crescimento do PIB do País para este ano de 2,1% para 3,1%.
AmericanasO Globo informa que a Americanas chegou a um total de 57% dos credores financeiros que já assinaram um acordo de adesão e apoio ao plano de recuperação judicial. Ele será votado hoje em encontro virtual a partir das 14h.A varejista explicou que o percentual foi alcançado após o entendimento com o Banco Safra, uma das instituições financeiras mais reticentes em assinar o acordo de adesão. Vai se juntar, agora, a Bradesco, Itaú, Santander, BTG Pactual, Votorantim e Banco Daycoval. Folha de S.Paulo, Valor Econômico e O Estado de S. Paulo avançam em frente semelhante.NatalPainel S.A. (Folha) atenta que os brinquedos estão 7% mais caros neste ano, segundo levantamento da Fecomercio-SP. O resultado ficou acima da inflação de 5% entre dezembro de 2022 e novembro deste ano. De acordo com a nota, a alta de preços foi ainda maior entre presentes natalinos para adultos, computadores (11,5%), perfumes (10%), tênis (9%), sapatos (8%), roupas (7,8%) e relógios (1,7%). Aparelhos de TV, no entanto, registraram queda de 13%.
PGRPrincipais jornais do país, O Globo Folha de S.Paulo entre eles, repercutem a solenidade de posse do novo procurador-geral da República, Paulo Gonet. Ele comprometeu-se com atuação técnica e longe dos holofotes e fez apelo por harmonia entre as instituições, elencando o combate à corrupção entre suas prioridades. “Com destemor, devemos ser fiéis e completos ao que prevê a Constituição, inabaláveis diante dos ataques dos interesses contrariados”, afirmou.O presidente Lula aproveitou a ocasião para dar recados sobre a atuação do Ministério Público Federal e a Lava Jato. Ele disse que Gonet não deve “se submeter à manchete de nenhum jornal e à manchete de nenhum canal de televisão” enquanto estiver no comando do Ministério Público.OrçamentoCorreio Braziliense, Folha de S.Paulo Valor Econômico reportam que o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou nesta segunda (18) que o avanço do Congresso sobre o Orçamento por meio de emendas é uma “anomalia do sistema” e disse que a situação tende a “ficar impossível”. Um dos auxiliares mais próximos de Lula, o senador também afirmou que o presidente entende o novo funcionamento do Congresso, mas não gosta. “”Eu acho também que o Congresso ainda não entendeu que a Presidência está sob nova direção”, afirmou. “Vai ter que ter um ponto de arrumação, senão vai ficando ingovernável”.PolarizaçãoFolha de S.Paulo e O Globo repercutem pesquisa Datafolha que mostra que o grau de polarização entre petistas e bolsonaristas se mantém o mesmo do período pós-eleição presidencial de 2022, que elegeu Lula para a Presidência da República. De acordo com o levantamento, 30% dos entrevistados se identificam como petistas, uma variação de dois pontos percentuais ante o primeiro levantamento, feito em dezembro do ano passado, que marcou 32%. Já 25% se identificam como apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, mesmo patamar verificado na primeira pesquisa.TCUFolha de S.Paulo O Globo noticiam que o Tribunal de Contas da União (TCU) vai auditar e fiscalizar o recebimento de presentes e brindes dados ao presidente Lula em 2023 durante o mandato do petista. A decisão, inédita, do ministro Augusto Nardes, contraria a recomendação de arquivamento do assunto formulada pela área técnica do tribunal. O governo ainda pode recorrer da decisão.
Ontem, o Ibovespa fechou em alta de 0,68%, aos 131.083 pontos, renovando a máxima histórica e encerrando um pregão acima dos 131 mil pontos pela primeira vez, seguindo o exterior e também com o auxílio das ações da Petrobras. O dólar fechou com queda de 0,65% frente ao real, a R$ 4,904 na compra e a R$ 4,905 na venda. Por fim, o euro também caiu, 0,49%, a R$ 5,353 na compra e R$ 5,354 na venda.

Valor EconômicoLeis complementares vão regular pelo menos 71 pontos da reforma tributáriaO Estado de S. PauloPapa autoriza que sacerdotes abençoem casais do mesmo sexoFolha de S.PauloIgreja sob Francisco anuncia bênção a casais homoafetivosO GloboPela primeira vez, Vaticano autoriza bênção a casais do mesmo sexoCorreio BrazilienseGoverno propõe a servidor reajuste de benefícios em 2024

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