Marketplaces estrangeiros
Principais jornais informam que, a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Ministério da Fazenda recuou da ideia de acabar com a isenção para importações de até US$ 50 por pessoas físicas. A iniciativa teve repercussão muito negativa nas redes sociais, devido à popularidade de sites como Shein, Shopee e AliExpress, o que levou o governo a voltar atrás.
Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, Lula determinou que a pasta “não misture” eventuais mudanças de regra na isenção de US$ 50 com um fortalecimento na fiscalização, pela Receita Federal, a empresas de comércio eletrônico que estejam burlando a lei e contrabandeando produtos ao Brasil. Hadddad disse que a Fazenda vai apresentar em maio uma “solução administrativa” para corrigir distorções que permitem a alguns grupos entrarem no comércio eletrônico brasileiro em condições vantajosas e sem pagar impostos.
Valor Econômico destaca que representantes da indústria e de cadeias varejistas receberam mal o recuo do governo e avaliam que apenas o aumento da fiscalização, apesar de importante, esbarrará em limitações estruturais.
Supermercados
Valor Econômico relata que a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) informou nesta terça-feira o ranking nacional do setor de 2022, com liderança, pela sétima vez consecutiva, do Grupo Carrefour, com R$ 108,1 bilhões em vendas brutas no ano. O GPA, dono dos supermercados Pão de Açúcar, perdeu a terceira posição para o Grupo Mateus.
O segundo colocado no ranking da Abras, depois do Carrefour, é o Assaí Atacadista, com faturamento de R$ 59,7 bilhões, seguido pelo Grupo Mateus, que subiu de posição no ranking e ficou em terceiro, com vendas de R$ 24,6 bilhões. O GPA está em quarto (R$ 18,5 bilhões).
No ano passado, o varejo de supermercados brasileiro registrou faturamento bruto de R$ 695,7 bilhões, frente a R$ 611,2 bilhões em 2021. O crescimento nominal, sem descontar a inflação, é de 13,8%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação (IPCA) de 2022 foi de 5,79%.
O setor também cresceu em número de lojas, passando de 92.588 unidades em 2021, para 94.706 no ano passado, segundo dados informados pela Abras. O número considera todos os formatos e canais de distribuição, representando 7,03% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.
Varejo
Coluna do Broadcast (O Estado de S. Paulo) registra que as lojas físicas tiveram faturamento 16% maior em março quando comparado com o mesmo mês de 2022. Por outro lado, o fluxo de consumidores encolheu 7% na mesma base de comparação – o primeiro recuo desde 2021. Uma das explicações para os varejistas venderem mais apesar da queda no movimento está no aumento dos preços. Na média, os consumidores gastaram 9% mais em cada compra. Isso acontece porque os custos subiram especialmente nos trimestres anteriores e ainda estão sendo repassados para o preço final das mercadorias. Além disso, o consumidor tem sido mais assertivo a cada ida às lojas, isto é, há maior conversão das visitas em vendas. |