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Black Friday
Valor Econômico conta que a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) projeta uma alta nas vendas de 6% nesta Black Friday, em termos nominais (sem descontar a inflação), em relação ao ano passado, abaixo do ritmo de expansão esperado para o fluxo de consumidores. Para o indicador de tráfego de clientes, a estimativa é de um avanço de 13%.
Para os shoppings, a estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo no dia 24, quando começam a ser contabilizadas as vendas da Black Friday, pode limitar o consumo. Em anos anteriores, os jogos da seleção levavam a uma queda considerável de tráfego e vendas do comércio.
Ainda segundo a pesquisa da Abrasce, o tíquete médio esperado nos shoppings é de R$ 229,30. Já os descontos devem variar entre 10% a 70%, com uma média de 41%.
A Federação do Comércio de Bens Serviços e Turismo (Fecomércio) de São Paulo também espera crescimento de vendas na Black Friday deste ano, embora o avanço deva ser “mais tímido” que o registrado entre 2020 e 2021.
No ano passado, as vendas entre a última quinta-feira e o último domingo de novembro somaram R$ 5,7 bilhões, alta de 1,17% ante o mesmo intervalo de 2020.
A federação não consolidou projeções de vendas, mas aponta que a diluição de promoções durante o mês de novembro, como forma de evitar a disputa de atenção dos clientes com a estreia da seleção brasileira na Copa, também deve resultar em um menor crescimento proporcional nas vendas.
“Tudo relacionado ao contexto de Copa, como vestuário, camisetas relacionados aos jogos, além de alimentos, registram alta. O restante dos itens cresce, mas não como anos anteriores”, disse a assessora econômica da Fecomércio São Paulo, Kelly Carvalho.
Empréstimos
Painel S.A. (Folha de S.Paulo) afirma que um levantamento da Alelo junto a estabelecimentos comerciais revelou que a maioria tocou seu negócio sem bater à porta de bancos à procura de empréstimos para capital de giro, o que sinaliza para uma retomada das atividades pós pandemia.
No entanto, três a cada dez empresários consultados afirmaram ter recorrido ao socorro do crédito. Nesse grupo, pouco mais de 13% deles afirmaram ter contratado empréstimos há mais de um ano; 11% acessaram crédito recentemente; e 7%, no ano passado.
Mais da metade usou o dinheiro emprestado para pagar contas e a outra parte (45%) aplicou na expansão ou melhoria de seu comércio. A Alelo ouviu 700 estabelecimentos, sendo a metade formada por donos de restaurantes e supermercados.
WhatsApp
O Estado de S. Paulo, O Globo e Valor Econômico informam que a Meta vai testar uma ferramenta de compras e pagamentos diretamente no WhatsApp Business no Brasil. Com o recurso, será possível acessar o catálogo de produtos de lojas que estão no WhatsApp, selecionar e pagar as mercadorias no app. Além disso, o WhatsApp também vai incluir uma aba de pesquisas no mensageiro, para que os usuários possam procurar por lojas e restaurantes que oferecem o serviço.
A função chega como um teste, após ter sido lançada na Índia no mês passado. A ideia é que o recurso funcione como um app de delivery ou um e-commerce, onde todo o processo de compra é realizado dentro do mesmo aplicativo. Para isso, o WhatsApp tem testado a parceria com empresas de pagamento como Cielo, Fiserv, Getnet, Mercado Pago e Rede. Usuários podem pagar com cartões de débito ou crédito com as bandeiras Visa ou Mastercard.
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