Desoneração
Folha de S.Paulo (19/03) informou que deputados e senadores defendem que a discussão sobre desoneração ampla da folha de pagamentos e a atualização do teto do Simples Nacional ocorra simultaneamente à análise da reforma tributária no Congresso.
A reportagem pontuou que, segundo os planos do Ministério da Fazenda, esse debate ocorreria apenas em um segundo momento, depois que fossem aprovadas as mudanças na tributação sobre o consumo.
Conforme Folha, o tema foi levado por representantes da Frente Parlamentar Mista do Empreendedorismo ao ministro Fernando Haddad em reunião na quarta-feira (15). O grupo avalia que o governo deveria aproveitar capital político do primeiro ano de governo.
Arcabouço fiscal
Hoje, Folha de S.Paulo informa que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que amplie as conversas com o mundo político e com economistas, além de fazer novos cálculos sobre a proposta da nova regra fiscal.
A reportagem adiciona que, conforme integrantes do governo, Lula recomendou que o Tesouro Nacional faça cálculos sobre o impacto de um dos pontos da proposta, além de pedir detalhamentos adicionais e simulações.
O mandatário também solicitou a Haddad que converse com mais economistas e ouça os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).
Folha de S.Paulo (18/03) relatou que o governo deve realizar hoje nova reunião para debater a proposta de regra fiscal, cujos detalhes foram apresentados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva ontem.
O jornal detalhou que o tema deve ser discutido no âmbito da Junta de Execução Orçamentária, formada pelos ministros Fernando Haddad (Fazenda), Simone Tebet (Planejamento e Orçamento), Rui Costa (Casa Civil) e Esther Dweek (Gestão e Inovação em Serviços Públicos).
Conforme Folha, a reunião foi convocada para validar o primeiro relatório de avaliação do Orçamento da gestão Lula, que precisa ser entregue na terça-feira (22).
Juros
Manchete no Valor Econômico adianta que as projeções da maioria dos economistas do mercado indicam que tudo deve continuar como está tanto na reunião desta semana do Copom do Banco Central quanto nas seguintes. Para 112 instituições consultadas, a Selic será mantida inalterada nos atuais 13,75% pela quinta vez – apenas uma acredita em corte de juro nesta reunião. E a mediana das projeções aponta uma Selic de 12,5% em dezembro.
Desemprego
O Estado de S. Paulo (18/03) reportou alta na taxa de desemprego, de 7,9%, no trimestre encerrado em dezembro de 2022, para 8,4% no trimestre até janeiro deste ano, após dez recuos consecutivos.
Os dados da Pnad Contínua, do IBGE, indicam que o resultado teria sido maior não fosse a migração de trabalhadores que perderam o emprego para a inatividade.
Segundo a pesquisa, o país registrou fechamento de 1,025 milhão de vagas no mercado de trabalho em relação ao trimestre encerrado em outubro de 2022.
O Estado de S. Paulo acrescentou que, segundo a Pnad Contínua, sete das dez atividades econômicas pesquisadas enxugaram o número de trabalhadores em um trimestre.
Para Adriana Beringuy, coordenadora de Trabalho e Rendimento do órgão, “é cedo para traçar um cenário excessivo de desaceleração do mercado de trabalho”. Ela lembra que pode ser um movimento sazonal de dispensa de contratos temporários.
Mercosul
Correio Braziliense (18/03) relatou que o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, participou de nova reunião para tentar destravar o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE).
O ministro participou de conversa bilateral com a vice-presidente executiva da Comissão Europeia, Margrethe Vestager, na sede da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos.
Após o encontro, Alckmin e Margrethe anunciaram que a Europa será o próximo destino internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após sua viagem à China e que a presidente da UE, Ursula von der Leyen, deve visitar o Brasil em breve.
Hoje, Valor Econômico relata esforço de negociadores da União Europeia e Mercosul para se chegar a uma decisão sobre o acordo UE-Mercosul em julho, na cúpula da UE e dos países da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).
Conforme o embaixador da União Europeia no Brasil, Ignacio Ybáñez, mudança de governo e discursos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva “fez com que a UE pensasse que poderíamos ter uma situação diferente para o acordo”.
Crise bancária
Manchetes de O Estado de S. Paulo e O Globo destacam que o grupo UBS anunciou a compra do Credit Suisse por 3 bilhões de francos suíços (US$ 3,25 bilhões), resultando em um banco com US$ 5 trilhões em ativos.
Temendo que a crise e uma eventual quebra do Credit Suisse impactasse a economia local e global, o governo da Suíça mediou o acordo, que foi fechado às pressas. O país precisou mudar regras locais para autorizar o negócio. |