Reforma tributária
O Estado de S. Paulo publica entrevista com o secretário extraordinário para a reforma tributária, Bernard Appy, que defende que a proposta em negociação “é do Congresso, com o apoio do governo”.
Segundo Appy, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve “entrar em campo na hora que for preciso”.
Fraude
O Estado de S. Paulo veicula que proposta de reforma tributária deve prever um sistema de pagamento para diminuir a sonegação de impostos e as fraudes no país. Com isso, o chamado split payment vai possibilitar que o novo Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que será criado com a reforma para unificar tributos atuais, seja recolhido automaticamente no momento da compra. Nesse modelo, o banco separa, já na hora do pagamento, o imposto para os cofres dos governos (federal, estadual e municipal) e o valor destinado para quem forneceu o bem ou serviço.
Consignado
A manchete de O Globo destaca que bancos anunciaram a suspensão temporária do empréstimo consignado para aposentados e pensionistas em reação à redução do teto de juros para a modalidade, de 2,14%, para 1,70% ao ano, anunciada pelo governo.
Visando ampliar a concessão desse tipo de crédito, o ministro Carlos Lupi (Trabalho e Emprego) propôs a medida sem aval da equipe econômica. Mas, segundo especialistas, a manobra pode agravar a restrição da oferta.
China
Manchete em O Estado de S. Paulo revela disputa entre empresários brasileiros por uma vaga na comitiva da viagem à China do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A visita pretende impulsionar uma série de negócios.
Conforme a reportagem, o Brasil quer mudar o perfil do comércio, baseado na exportação de commodities e na importação de manufaturados. Estadão pontua que os chineses acenam com investimentos na indústria automobilística.
O diário paulista acrescenta que a megacomitiva tem cerca de 200 empresários, de 140 setores, toda a cúpula do Congresso e ao menos seis ministros.
Crise bancária
Manchete no Valor Econômico destaca que os mercados financeiros globais viveram ontem um quadro de alívio, com a redução dos temores de crise bancária nos EUA e na Europa. O Credit Suisse, cujos problemas haviam derrubado as bolsas na quarta-feira, vai tomar US$ 53,7 bilhões em empréstimos do Banco Central da Suíça. Além disso, os maiores bancos dos EUA agiram para resgatar o First Republic Bank com US$ 30 bilhões, num esforço para evitar o colapso da instituição.
Folha de S.Paulo detalha que a Bolsa fechou em alta e o dólar em queda nesta quinta-feira (16), seguindo a tendência vista nos mercados americano e europeu. No Brasil, cresce a expectativa de que o BC comece a cortar a taxa de juros nos próximos meses.
Banco Central
Valor Econômico reporta intenção do governo de indicar nomes externos para as duas diretorias do Banco Central (BC) – a de política monetária e a de fiscalização – que estão vagas desde o fim de fevereiro. Segundo Valor, ideia é indicar diretores que façam um contraponto à gestão de Roberto Campos Neto. Por isso, o Planalto avalia não reconduzir o diretor de fiscalização do BC, Paulo Souza, para mais um mandato. Ele é funcionário de carreira da instituição. |