Monitor – 17 de março de 2022

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
17/03/22 | nº 614 | ANO IV |  www.cnc.org.br
A coluna Capital S/A (Correio Braziliense) afirma que o presidente da CNC, José Roberto Tadros, reforçou o posicionamento da entidade a respeito da PEC 110/2019 e apoiou o adiamento da votação no Senado. Segundo ele, caso a proposta do relator seja aprovada na CCJ, haverá aumento de tributos ao setor de serviços, prejudicando milhares de empresas e de trabalhadores.

“O Brasil precisa de uma reforma tributária. Mas, do jeito que está a proposta, há segmentos que terão tributação elevada em até 200%. O adiamento mostra que os parlamentares estão sensíveis ao tema”, disse Tadros.

Ainda no Correio Braziliense, o economista-chefa da CNC, Carlos Thadeu de Freitas Gomes, repercute a decisão do Copom de elevar a Selic de 10,75% para 11,75%. “O BC cumpriu o que prometeu. Mas acho que o BC, dessa vez, vai se arrepender de dizer que a próxima alta será de 1%. É impossível adivinhar amanhã, ainda mais em maio deste ano. É uma péssima expectativa”, afirmou o ex-diretor do Banco Central.

A coluna Comércio em Pauta, produzida pela CNC e publicada hoje em O Globo, registra que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, visitou o Memorial do Comércio. O senador foi recebido pelo presidente e diretores da entidade e conheceu as instalações que contam a história do comércio brasileiro e da evolução do Sistema CNC-Sesc-Senac. José Roberto Tadros disse que há um grande alinhamento com o senador. “Nós temos muitos objetivos em comum: desenvolvimento econômico, melhoria da renda da população, consolidação do processo democrático, fortalecimento da atividade empresarial com segurança jurídica. Esses fatores nos movem na mesma direção”, ressaltou o presidente da CNC.

O conteúdo também destaca a abertura de inscrições para a Mostra Sesc de Cinema e os cursos oferecidos nas unidades móveis do Senac no interior do Brasil.

Juros
As manchetes dos principais jornais destacam que o Comitê de Política Monetária do Banco Central elevou a taxa de juros a 11,75% ao ano. Esse foi o nono aumento em 12 meses e é o maior patamar desde abril de 2017, e com a perspectiva de crescer mais um ponto. O BC deixou claro que pode estender o aperto monetário para reduzir as expectativas da inflação.

O movimento do Banco Central tem como objetivo conter a pressão inflacionária, que foi agravada pelas consequências da guerra na Ucrânia.

O noticiário ressalta ainda que, nos EUA, o Federal Reserve elevou sua taxa de referência pela primeira vez desde 2018, em 0,25% ponto percentual, para a faixa de 0,25% a 0,5% ao ano.

Reforma tributária
Valor Econômico 
avança que a Comissão de Constituição de Justiça do Senado (CCJ) adiou ontem novamente a votação da proposta de emenda constitucional que visa reformar o sistema tributário, a PEC 110. Na sequência, o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse que confia na aprovação da PEC pelo colegiado na semana que vem. Ele manteve o compromisso de levá-la ao plenário “o mais rapidamente” possível.

PMEs
Valor Econômico 
relata que o Estímulo 2020, fundo social sem fins lucrativos criado no início da pandemia para financiar MPEs atingidas pela crise, está disponibilizando R$ 10 milhões a mais em crédito facilitado para empreendedores nos Estados de SP, MG, RJ, CE e SC. Podem tomar empréstimos empresários que faturem entre R$ 10 mil e R$ 400 mil mensais, tenham pelo menos dois anos de CNPJ e um bom histórico de crédito. O valor pode ser pago em até dois anos, com três meses de carência, e juros fixos de 1,49% ao mês.

IOF
Valor Econômico 
informa que o governo vai cortar em 0,38% a alíquota do IOF no crédito de micro, pequenas e médias empresas. A medida faz parte de um “conjunto de fortalecimento da base econômica do Brasil”, disse o assessor especial do Ministério da Economia Guilherme Afif Domingos.

O assessor acrescentou que, com a alta da inflação, o BC tem elevado os juros, e a redução do IOF é uma forma de minorar esse impacto sobre o crédito. O 0,38% foi acrescido ao imposto em 2008, para compensar o fim da CPMF. Avalia-se se o corte de 0,38% poderá ser estendido às Empresas Simples de Crédito.

Combustíveis
O Globo 
expõe que Jair Bolsonaro revelou que o governo foi avisado antecipadamente de que a Petrobras iria realizar um reajuste no preço dos combustíveis.

Em entrevista à TV Ponta Negra, Bolsonaro disse que foi feito um pedido para que a empresa adiasse por um dia o aumento, mas afirmou que essa solicitação não foi aceita.

O Globo também mostra que ministros mais próximos de Jair Bolsonaro não gostaram da reação do presidente da Petrobras, Joaquim da Silva e Luna, e do ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque, às declarações do presidente sobre alta de preço dos combustíveis.

A reportagem cita que vários dos ministros, especialmente o general Braga Netto, têm repetido em conversas com aliados que Silva e Luna não cumpriu a missão para a qual foi convocado e não deveria estar respondendo ao presidente publicamente.

Em entrevistas na terça-feira (15) e ontem, Silva e Luna e Bento Albuquerque disseram que o general à frente da estatal não vai pedir demissão.

ICMS
O Estado de S. Paulo e O Globo 
assinalam que, segundo especialistas, a unificação do ICMS para reduzir o valor do diesel é inconstitucional e abre caminho para que os governadores recorram ao Supremo Tribunal Federal.

A reportagem detalha que a leitura é que a lei complementar aprovada no Congresso e sancionada por Jair Bolsonaro extrapola o pacto federativo.

Serviços
Valor Econômico
 registra que o setor de serviços iniciou 2022 em queda em relação ao fim do ano passado e com desempenho heterogêneo entre serviços mais voltados para as empresas e os prestados às famílias, que já mostra certo “cansaço” no ritmo recuperação. Para os próximos meses, a expectativa é que a redução de casos de covid-19 favoreça a retomada do setor, mas num terreno que terá obstáculos como a inflação, o endividamento das famílias e a recuperação lenta do emprego.
A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que o volume prestado recuou 0,1% em janeiro, em relação a dezembro, na série com ajuste sazonal. O resultado mostra piora na margem. Em dezembro, o setor cresceu 1,7% (dado revisado após divulgação inicial de +1,4%). Na comparação com janeiro de 2021, o indicador teve alta de 9,5%.

Bares e restaurantes
A coluna Painel S.A. (Folha de S.Paulo) relata que o Burger King começou a testar a operação de um restaurante totalmente digital em São Paulo.

Não tem um único caixa com atendente humano, diferentemente das lanchonetes que estão começando a implantar o modelo, mas preservam algum funcionário no balcão. A rede pretende experimentar o sistema em outras regiões do país ainda neste ano.

Há funcionários na loja, mas focados na produção e na entrega dos pedidos, segundo a empresa, que diz ter levado três meses para concluir o projeto. Ao todo, a rede pretende abrir entre 70 e 90 lojas neste ano, sendo que até 20% devem ser no novo modelo.

Alckmin
Principais jornais relatam que o juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo decidiu arquivar no dia 10 de março o inquérito da Polícia Federal (PF) que investigou o ex-governador Geraldo Alckmin por suposto recebimento de caixa dois eleitoral de R$ 3 milhões. Conforme a investigação, agora arquivada, Alckmin teria recebido os valores por meio de dois intermediários.

PSDB
Valor
 noticia que o deputado federal Aécio Neves (MG) partiu ontem para uma defesa aberta de que o PSDB rediscuta a candidatura presidencial do governador de São Paulo, João Doria, que tem como coordenador de sua pré-campanha o próprio presidente do partido, o ex-deputado Bruno Araújo.

O dólar comercial fechou ontem em queda de 1,27%, cotado a R$ 5,09. Euro caiu 0,47%, chegando a R$ 5,62. A Bovespa operou com 111.112 pontos, alta de 1,98%. Risco Brasil em 324 pontos. Dow Jones subiu 1,55% e Nasdaq teve alta de 3,77%.
Valor Econômico
BC eleva juros e prevê Selic a 12,75% em maio

O Estado de S. Paulo
BC eleva juro a 11,75% e indica mais altas para tentar conter inflação

Folha de S.Paulo
BC sobe juros para 11,75%, e taxa atinge ápice em 5 anos

O Globo
BC eleva juros a 11,75%, patamar mais alto em 5 anos

Correio Braziliense
Brasil e EUA aumentam juros para tentar segurar inflação

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