Monitor – 16de dezembro de 2022

Compartilhe:

Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
16/12/22 | nº 802 | ANO IV |  www.cnc.org.br
Reportagem na GloboNews sobre a alta da taxa de juros para empréstimo pessoal mencionou dados da CNC sobre o endividamento das famílias.

Segundo a confederação, o Brasil tem hoje 30% das famílias endividadas. Nas famílias com renda familiar de até dez salários mínimos, o endividamento chega a 34% no total.

Crédito extraordinário
Jornais informam que o presidente Jair Bolsonaro editou ontem uma medida provisória para liberar crédito extraordinário de R$ 7,5 bilhões a fim de pagar benefícios previdenciários. Com isso, fica resolvido não apenas o problema do INSS, mas todas as demais despesas de custeio que estão bloqueadas neste ano, inclusive as de saúde, disse uma fonte da área econômica ao Valor.

Banco Central
Folha de S.Paulo comunica que o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, descartou eventual permanência no cargo após encerrar seu mandato à frente da autoridade monetária, em 2024.

Em entrevista, Campos Neto disse que o BC “não deveria ser uma coisa de um mandato, é um trabalho que tem continuidade”. Conforme a Folha, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva estaria disposto a oferecer a recondução do atual presidente da autarquia.

Gestão de preço
Manchete do Valor destaca que o Brasil, décimo maior mercado consumidor global, formou nos últimos anos uma das principais indústrias de definição de preços do mundo. Levantamento da InfoPrice mostra que, em novembro, eram 3 bilhões de preços no mercado de alimentos e bebidas, três vezes mais do que em junho – crescimento que reflete a adição da cobertura de marketplaces pela consultoria.

Lei das Estatais
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse que falta consenso para a votação do projeto que flexibiliza a Lei das Estatais e sinalizou que a discussão pode ser retomada somente em 2023, já que não há acordo para que a matéria seja levada diretamente ao plenário. Com isso, o texto ainda pode ter que passar por comissões temáticas, como a CCJ.

Orçamento secreto
Jornais publicam que o STF está a um voto de formar maioria para derrubar o modelo atual de distribuição das emendas de relator, instrumento que, devido à falta de transparência, ficou conhecido como orçamento secreto.

Com um placar parcial de 5 votos a 4, o julgamento foi suspenso ontem para continuidade na segunda-feira, a última sessão antes do recesso do Judiciário, quando votam os ministros Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes.

Até o momento, está prevalecendo o voto da relatora, ministra Rosa Weber. Segundo ela, as emendas não podem ser utilizadas para criar novas despesas, mas somente para corrigir erros técnicos ou recompor dotações canceladas.

Manifestações
Principais jornais informam que o ministro Alexandre de Moraes (STF) autorizou a maior operação contra organizadores e financiadores de atos antidemocráticos até agora. Foram cumpridos 103 mandados de busca e apreensão e quatro ordens de prisão. Moraes determinou, ainda, quebras de sigilos bancários, apreensão de passaportes, suspensão de registros de colecionador, atirador desportivo e caçador, bloqueio de contas bancárias e de 168 perfis em redes sociais.

O dólar comercial fechou ontem em alta de 0,28%, cotado a R$ 5,31. Euro caiu 0,11%, chegando a R$ 5,65. A Bovespa operou com 103.737 pontos, queda de 0,01%. Risco Brasil em 267 pontos. Dow Jones caiu 2,25% e Nasdaq teve queda de 3,23%.

Valor Econômico
Gestão de preço é ponto-chave depois do boom digital

O Estado de S. Paulo
Proposta de equipe desfigura o Marco Legal do Saneamento

Folha de S.Paulo
Moraes avança sobre líderes de atos; PF apreende arsenal

O Globo
PEC trava na câmara; votação é adiada para evitar desidratação

Correio Braziliense
Brasil 2023: pacificação, investimento e rigor fiscal

Leia também

Rolar para cima