Arcabouço fiscal
O Globo relata que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que se encontrará amanhã com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir o novo arcabouço fiscal. Haddad disse ontem que o projeto ainda precisa da validação de Lula.
“Ele precisa validar o desenho para que a gente possa redigir. Isso se faz em 24 horas. Depois de validado, fica pronto imediatamente. O anúncio (do projeto) é ele (Lula) que define”, detalhou o ministro.
O titular da Fazenda comentou ainda que a reunião contará com integrantes da equipe econômica e provavelmente da Casa Civil, mas Lula poderá aumentar a lista de presentes.
Folha de pagamento
O Estado de S. Paulo situa que a Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE) entregou ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, proposta de desoneração linear e definitiva da folha de pagamento para todos os setores.
O projeto seria uma forma de compensar o aumento da tributação do setor de serviços, considerado um dos maiores entraves à reforma tributária.
De acordo com o presidente da FPE, deputado Marco Bertaiolli (PSD-SP), a proposta é de transição, “desonerando gradualmente a folha de salários e aumentando a calibragem do IVA dos serviços”.
Consignado
Valor Econômico conta que o Ministério da Fazenda tenta sensibilizar o Palácio do Planalto e o Ministério da Previdência de que, em seu entendimento, a queda no teto dos juros do consignado para beneficiários do INSS pode levar a uma escassez ainda maior do crédito, que já vem sendo pressionado pela alta dos juros e da inadimplência. Dados do BC indicam que há uma oferta média mensal, nos últimos 12 meses, de R$ 5,2 bilhões em consignado aos aposentados.
Ainda assim, o total concedido vem caindo desde 2020, de acordo com o órgão – uma queda de 46% em dois anos. Os bancos argumentam que, com as novas taxas, há uma queda na rentabilidade do produto, que com o teto em 2,14%, a rentabilidade já era próxima de zero e com o novo limite ficará negativa, no cálculo das instituições financeiras.
Clima
Valor Econômico destaca avaliação de Ana Toni, indicada para ser secretária nacional de mudança do clima do Ministério do Meio Ambiente, de que a reforma tributária “será fundamental para a área de clima”.
“Irá assegurar que os investimentos em renováveis possam ser competitivos? Fazer com que investimentos verdes tenham a mesma competitividade que os não verdes?”, aponta ela.
Bancos
Manchetes de Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo e Valor Econômico expõem o caso do Credit Suisse, que admitiu “fragilidades significativas” em procedimentos de balanços e controles.
O anúncio acontece dias após a quebra do Silicon Valley Bank (SVB) e do Signature Bank, ambos nos Estados Unidos, levantando nos investidores mais incertezas sobre a possibilidade de uma crise bancária global.
Para tentar estancar as dificuldades de liquidez, o Credit Suisse vai pegar um empréstimo de 50 bilhões de francos suíços (US$ 53,7 bilhões) com Banco Nacional da Suíça. Ontem, as ações do Credit Suisse sofreram recuo de 25%, o que contaminou as Bolsas europeias, que fecharam em queda.
LGPD
Com chamada na capa, Valor Econômico conta que o Superior Tribunal de Justiça decidiu, pela primeira vez, que o vazamento de dados pessoais comuns – como nome, RG, endereço, data de nascimento e telefone -, sem comprovação do dano causado, não gera indenização com base na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A decisão negou reparação a consumidora que moveu ação contra a antiga Eletropaulo. Segundo os ministros, a lei traz um rol taxativo do que são dados sensíveis e, portanto, o vazamento de dados comuns exige a prova do dano. |