Monitor – 16 de março de 2022

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
16/03/22 | nº 613 | ANO IV |  www.cnc.org.br
Valor Investe Online repercutiu o Dia do Consumidor, comemorado ontem. Segundo o site, as varejistas aproveitaram para anunciar promoções durante toda a semana. A data, no entanto, não deve representar o fôlego extra que o comércio precisa para reaquecer as vendas, de acordo com economistas. “Independentemente da promoção que vem agora é muito difícil o comércio alavancar venda em espaço curto de tempo e em uma data que não tem grande relevância”, diz a economista da CNC, Izis Ferreira. A perspectiva de crescimento do varejo no ano passou de 0,9% para 0,5%. De acordo com Izis, o objetivo principal é atrair as pessoas para o ponto de venda nesse momento de consumo enfraquecido pelo ambiente inflacionário, o endividamento da famílias e indicadores de emprego ainda ruins.

Balanço Geral Manhã (RecordTV) relatou que o Brasil sofre com o aumento dos inadimplentes. Em dois meses deste ano, o número de consumidores que não conseguem mais pagar as contas aumentou em um milhão, segundo pesquisa da CNC. Somente no mês de março, o endividamento das famílias foi o segundo maior nos últimos 11 anos, chegando a 67%.

13º
Principais jornais relatam que o governo vai antecipar o pagamento do 13º salário aos aposentados e pensionistas do INSS. A primeira parcela será paga em abril e a segunda em maio. É mais uma medida que o governo faz para injetar recursos na economia antes das eleições.

A antecipação do 13º para os segurados do INSS deve injetar R$ 56 bilhões na economia. O governo também prepara uma nova rodada de saques do FGTS. Nas estimativas do governo, a ação pode alcançar 40 milhões de trabalhadores e injetar até R$ 30 bilhões na economia em 2022. Ao todo, serão R$ 86 bilhões de injeção com as duas medidas.

Imposto
Manchete de O Estado de S. Paulo destaca que a adoção de alíquota uniforme na cobrança do ICMS pode aumentar a carga tributária cobrada sobre o diesel no Distrito Federal e em nove estados.

A previsão consta das primeiras simulações feitas pelos secretários de Fazenda dos estados para atender à legislação aprovada pelo Congresso.

O diário paulista detalha que a situação ocorre porque algumas unidades federativas praticavam uma alíquota mais baixa (entre 12% e 14%), enquanto outros governos estaduais têm taxação mais alta (até a 18,5%).

Inflação 
Folha de S.Paulo afirma que, após bater recorde histórico em fevereiro, antes da guerra na Ucrânia, e ter previsão de alta de mais 20% por conta do conflito, os preços dos alimentos ganharam nova pressão com grandes países consumidores e produtores de grãos passando a restringir exportações para elevar estoques.

Segundo a FAO, os estoques reguladores de grãos no mundo estão no menor nível em oito anos —equivalem a 29% da demanda global anual de grãos. Em 12 meses até fevereiro, os preços dos alimentos no mundo já haviam subido 24%, em média. Embora a FAO previsse alta de mais 20% por conta da guerra, produtos como trigo já dispararam 30%.

Selic
Folha de S.Paulo 
ressalta que, embora tenha sinalizado em sua última reunião a desaceleração do ritmo de ajuste da taxa básica de juros, a Selic, o Copom pode repetir nesta semana a mesma magnitude de alta praticada nos últimos encontros, de 1,5 ponto percentual, segundo os ex-diretores do BC Tony Volpon e Alexandre Schwartsman.

Pesam na decisão a inflação, pressionada principalmente pela alta dos combustíveis, e a turbulência mundial que resulta da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Combustíveis 1
Manchete de O Globo traz entrevista com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que defende a criação de “colchão tributário” – imposto que poderia ser reduzido ou aumentado por decreto, de acordo com os valores do barril de petróleo.

Ele comenta que o governo não discute mudar a política de preços da Petrobras e que existe “preocupação permanente” com o desabastecimento do diesel.

Já O Estado de S. Paulo repercute declaração de Jair Bolsonaro de que a Petrobras “com toda a certeza” vai reduzir os preços dos combustíveis diante da queda na cotação de petróleo no mercado internacional.

O Estado de S. Paulo também trata da defasagem entre os preços da Petrobras e os do mercado internacional, que despencou na última semana.

A diferença caiu de 40% para 2%, no caso do óleo diesel, e de 30% para 6%, da gasolina, segundo a Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis.

Petróleo
Manchetes da Folha de S.Paulo e do Valor Econômico reportam que o temor de uma nova onda de Covid na China fez o preço do petróleo despencar a níveis registrados antes do conflito entre Rússia e Ucrânia.

Negociado a cerca de US$ 140 na semana passada, agora é cotado a menos de cem dólares o barril. Com isso, o presidente Bolsonaro disse esperar que a Petrobras reduza os preços dos combustíveis.

Combustíveis 2
Folha de S.Paulo
 mostra que o recuo nas cotações internacionais do petróleo, cinco dias após os aumentos da Petrobras fez com que o preço do diesel no Brasil fechasse ontem mais caro do que a paridade de importação.

No entanto, importadores de combustíveis defendem que ainda não é momento de reduzir os preços, como pretende Jair Bolsonaro, já que o mercado tem apresentado grande volatilidade desde o início da guerra na Ucrânia.

Combustíveis 3
O Estado de S. Paulo 
registra que a Petrobras disse à Justiça que a suspensão do aumento poderá levar ao “desabastecimento” e ao “caos” no Brasil.

A estatal protocolou ontem resposta a ação movida por entidades de caminhoneiros. A petroleira reforçou que a política de preços dos combustíveis é feita em equilíbrio com os mercados globais.

Comércio eletrônico
Valor Econômico
 destaca que dois terços das pessoas com 55 anos ou mais na América Latina – considerando México, Argentina, Uruguai, Chile, Peru e Colômbia – fizeram alguma compra pela internet nos últimos 12 meses, enquanto no Brasil foram quatro a cada dez. Mais de 90% têm smartphones, sendo 95% na média dos seis países latino-americanos e 93% no caso brasileiro. O acesso diário à internet é realidade para 65% dos brasileiros e para 84% dos latino-americanos, considerando a média desses seis países citados.

Os números mostram a extensão do uso da tecnologia por pessoas maduras ou da chamada “ geração prateada” (que remete aos cabelos grisalhos) e são parte do Tsunami8 Latam, um amplo estudo com o Brasil e seis países da América Latina que entrevistou mais de 17 mil pessoas sobre hábitos ligados a tecnologia, consumo, saúde e comportamento.

Reportagem ressalta que algumas empresas já estão com o alerta ligado e vêm se dedicando a estudar o público maduro e estimular sua participação nos negócios. No Mercado Livre, um estudo interno recente sobre as tendências para o consumo em 2022 aponta a existência de um público de 21 milhões de pessoas na Amércia Latina acima de 65 anos em sua plataforma.

No e-commerce do GPA, o público de 60 anos ou mais representa mais de 10% das compras nos sites do Extra e do Pão de Açúcar. A adoção da entrega prioritária a esse grupo de consumidores no início da pandemia, segundo o diretor de digital do GPA, Rodrigo Pimentel, ajudou a impulsionar esses números. Com a melhora da situação sanitária, há uma manutenção das vendas pela internet, embora esse seja um público classificado por ele como “multicanal”, ou seja, que gosta da praticidade do on-line, mas também não abre mão dos momentos de compra nas lojas físicas.

Reportagem complementar conta que o potencial do público maduro começa a ser reconhecido por empresas já estabelecidas, mas também por pequenos empreendedores. A pesquisa Tsunami8 Latam menciona dados da Pipe.Social, que mostram crescimento acelerado das chamadas “agetechs”, as startups com soluções para longevidade. O número passou de 81 negócios em 2018 para 343 em 2020. São empresas como a BemTeQuero, site que faz curadoria de produtos e serviços voltados para o público acima dos 50 anos ou a Eu Vô, aplicativo de transporte voltado para essa faixa etária.

Páscoa
Valor Econômico 
registra que fabricantes de chocolates projetam um resultado forte de vendas para a Páscoa deste ano, quando a disseminação da covid-19 está mais controlada e as famílias tendem a voltar a se reunir.

“A sensação é de otimismo, com a esperança de uma Páscoa melhor que ano passado. Na verdade, será a melhor Páscoa em três anos”, diz Ubiracy Fonsêca, presidente da Abicab, associação que representa o setor. Segundo ele, essa confiança é retratada na quantidade de lançamentos para data: 150 novos produtos, 58% a mais do que foram criados em 2021.

Magalu
Valor Econômico e O Globo 
informam que a ação do Magazine Luiza caiu 8,63% ontem, após divulgação de resultados abaixo de expectativas – o valor de mercado caiu R$ 3,1 bilhões, para R$ 33 bilhões. Foi o maior recuo do Ibovespa no pregão. Desde o pico da cotação, em novembro de 2020, o valor de mercado da varejista caiu R$ 146 bilhões.

Em teleconferência com analistas, o comando do grupo ressaltou que vem avançando em medidas para ajustar o negócio a um ambiente de maiores pressões inflacionárias e juros em alta. Essas ações incluem revisões em nível de estoques, alterações em condições comerciais no marketplace e ampliação do número de categorias à venda nas plataformas do grupo.

Braga Netto
Valor
 traz que avançaram nos bastidores as articulações da ala militar do governo para emplacar o ministro da Defesa, general da reserva Walter Braga Netto, na vaga de candidato a vice do presidente Jair Bolsonaro na campanha à reeleição. Aliados do Centrão ainda tentam convencê-lo a escolher um político como companheiro de chapa, mas Bolsonaro prefere um perfil militar.

Leite
O Globo 
relata que o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), enfrenta resistências de nomes importantes do PSD, onde busca se filiar e disputar a Presidência da República. Heterogênea e pouco ideológica, a sigla tem em seus quadros entusiastas do ex-presidente Lula assim como aliados do presidente Bolsonaro e até integrantes do primeiro e segundo escalões do governo de João Doria, em São Paulo. Demais publicações também avançam em frente semelhante.

Moro
O Globo 
também registra que o presidenciável do Podemos, Sergio Moro, afirmou ontem que vem acompanhando as conversas entre MDB, União Brasil e PSDB por uma candidatura única à Presidência e que há a “expectativa” de que o acordo possa evoluir. Porém, o ex-ministro da Justiça não fincou posição em torno do próprio nome — embora tampouco tenha sinalizado que pode abrir mão.

O dólar comercial fechou ontem em alta de 0,76%, cotado a R$ 5,15. Euro subiu 0,83%, chegando a R$ 5,65. A Bovespa operou com 108.959 pontos, alta de 0,88%. Risco Brasil em 331 pontos. Dow Jones subiu 1,82% e Nasdaq teve queda de 2,92%.
Valor Econômico
Avanço da covid na China derruba preço do petróleo

O Estado de S. Paulo

Plano para baixar diesel pode elevar preço em 9 Estados e DF

Folha de S.Paulo

Covid na China derruba petróleo e assusta mercados

O Globo

Ministro de Minas e Energia defende imposto sobre combustíveis

Correio Braziliense

GDF anuncia 10% para PMs, bombeiros e policiais civis

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